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Sónia Tavares: “Adoraria que a gestação fosse mais curta, a curiosidade é muita”

A vocalista da banda The Gift está à espera do primeiro filho, um rapaz,fruto da relação com Fernando Ribeiro, dos Moonspell. O nome do bebé está escolhido: será Fausto.

Andreia Cardinali
18 de fevereiro de 2012, 10:00

Grávida de sete meses, Sónia Tavares, vocalista da banda The Gift, vive um misto de sentimentos: apesar da felicidade extrema que sente por estar prestes a viver a experiência da maternidade, também tem sofrido, como conta, todas as ‘maleitas’ que a situação muitas vezes traz. Por isso, a cantora está desejosa de ter nos braços o filho, que se chamará Fausto e é fruto da sua relação com Fernando Ribeiro, dos Moonspell. Para já, e até ao nascimento do bebé, previsto para abril, a cantora continua com os espetáculos da banda e com a apresentação do seu mais recente álbum, Primavera.
– Como está a correr a digressão deste novo projeto?
Sónia Tavares –
Começou em Alcobaça a 16 de janeiro e segui­mos para Madrid e Barcelona. Estivemos sempre esgotados, tem estado a correr muito bem.
– É um disco diferente de tudo o que já fizeram até aqui...
Sim, é mais experimentalista, pois fomos gravando à medida que as coisas iam saindo. É um disco muito intimista e acredito que essas duas semanas de calma no CCB, quando foi gravado, refletiram-se também na sua sonoridade.
– Este disco, mais tranquilo, reflete também esta fase?
[risos] Por acaso não, pois não estou nada tranquila. Aliás, esta é das fases menos tranquila por que estou a passar, pois apesar de termos digressões plenamente organizadas, em dois meses faremos 20 concertos. Não posso chamar a isto tranquilidade.
– E como é que isso se concretizará, estando grávida de sete meses?
Não faço a mínima ideia [risos], será mais um desafio. É com muito gosto que vou cantar este Primavera até conseguir, pois foi esse o compromisso que fiz, caso contrário, terei de o quebrar, e não faz mal nenhum.
– Em abril do ano passado, numa entrevista à CARAS, revelou que se imaginava grávida e a cantar. É realmente o que está a acontecer...
Pois, ainda que pense muitas vezes no que aconteceu à Mariza [cujo bebé nasceu prematuro]... Estou muito consciente dos perigos que posso correr, por isso tento, acima de tudo, estar o mais descontraída possível.
– E como está a correr a gravidez?
Bem, mas com todas as maleitas da gravidez. Tenho direito a tudo. Li num livro que há dois tipos de grávidas, aquelas cujas maleitas anteriores são dissi­muladas pela gravidez e ficam mais bonitas e maravilhosas, e aquelas que têm tudo a dobrar. Eu faço parte deste grupo. Tenho coisas que nunca sonhei ter... Fiquei com problemas nos tendões das mãos, entre muitas outras coisas, mas é tudo por um bem maior.
– E já está ansiosa por ter o Fausto nos braços ou, apesar de tudo, gosta de estar grávida?
Lá está, eu não consigo entender isso. Adoraria que o período de gestação fosse mais curto, pois a curiosidade já é muita. Compreendo que há mulheres que têm a possibilidade de estar em casa a descansar, eu não, por isso, tudo se torna menos tranquilo.
– E receio do parto?
Não tenho problema nenhum, nem penso nisso. Quero o que seja melhor para mim e para o bebé. Já sei que não vai ser fácil e estou preparada.
– O Fernando tem acompanhado todo o processo?
Todo, não falhou uma consulta.
– Com as vossas agendas profissionais, não deve ser fácil...
Tínhamos períodos em que num mês nos encontrávamos poucas vezes e agora tem sido tudo ao segundo... Ele não falhou em nada, tem-me acompanhado a digressão inteira e fá-lo-á até que eu a termine.
– Isso quer dizer que a vida profissional do Fernando passa para segundo plano?
Não, quer dizer que nos dias de folga da minha digressão ele fará o seu trabalho.
– E já têm tudo preparado para a chegada do Fausto?
Não, ainda não tive tempo para isso. Vamos parar no dia 25 de fevereiro e já que ele está previsto para abril, embora possa nascer antes, espero ter tempo.
– A ideia é voltar ao trabalho rapidamente?
[risos] Sim. Logo no início de junho, passado pouco mais de um mês. Claro que também terá a ver com a forma como me sentir, mas está programado retomarmos os concertos no início de junho. E em julho há toda uma digressão em Espanha... Terei de contratar uma babysitter para me acompanhar, já que vou tentar que ele me acompanhe sempre. Teremos também sempre a ajuda da minha família e da do Fernando.
– E como é que a família reagiu à notícia?
A mãe do Fernando já me andava a pressionar, acho que desde o dia em que me conheceu [risos]. Estão muito felizes. O meu pai ficou radiante, ainda mais quando descobriu que era um menino, já que eu sou filha única, e a minha mãe também, claro.
– Há mulheres que só se sentem verdadeiramente mães quan­do o bebé nasce. Já se sente mãe?
Acho que sim, pois a minha preocupação diária e a toda a hora é o Fausto. Por isso, acho que já estou a exercer o meu papel de mãe. Habituar-me a estes sacrifícios todos de não sentir as mãos e não ficar triste, acredito que já é isso. Depois, é maravilhoso senti-lo a mexer. Ele é muito sossegado, mas quando dá sinal, também é com força [risos].

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