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Vanessa dá vida a Judy Garland no novo espetáculo de Filipe La Féria

Sobe ao palco do Politeama uma peça sobre a personalidade única de uma das maiores estrelas de Hollywood.

Marta Mesquita
29 de janeiro de 2012, 17:00

No próximo dia 25, estreia no Teatro Politeama o novo espetáculo de Filipe La Féria, Judy Garland – O Fim do Arco-Íris. A atriz e cantora Vanessa vai vestir a pele de Judy Garland, que ficou imortalizada pelo seu desempenho em filmes como O Feiticeiro de Oz e Assim Nasce uma Estrela. Nesta peça, Vanessa vai partilhar o palco com Hugo Rendas, que dará vida a Mickey Deans, o  jovem amante da atriz, e Carlos Quintas, no papel do pianista Anthony Chapman (alter-ego de Peter Quilter, autor da peça que La Féria agora encena).
Nos bastidores, esta peça conta ainda com o trabalho e talento de Filipe La Féria e Laurinda Farmhouse, que assinam, respetivamente, o desenho e direção de figurinos, Dale Chappell, que assume a direção vocal, e Telmo Lopes, responsável pela direção musical.
A poucos dias da estreia, a CARAS esteve com a protagonis­ta, Vanessa, que nos contou como tem encarado o desafio de vestir a pele de uma das maiores estrelas de Hollywood do século XX.
– Como é que a Vanessa ‘co­nhece’ Judy Garland?
Vanessa
– Estava no Casino Estoril a fazer O Melhor de La Féria quando o encenador me chamou... Convidou-me para fazer este papel e eu aceitei na hora! E claro que fiquei feliz por me darem uma responsabilidade tão grande.
– Tem sido desafiante preparar uma personagem como Judy Garland?
– Sim, sem dúvida, sobretudo por causa da idade, porque é uma personagem muito mais velha do que eu. E foi uma mulher com uma vida muito magoada. Ela estava sempre a rir-se, mas teve uma vida terrível, como se sabe. Há muita dor. Foi complicado captar a sua vida emocional.
– Acredito que seja uma personagem apaixonante...
– Completamente! É tudo apaixonante nesta personagem. Esta mulher era qualquer coisa... Adoro as suas diferenças de humor. Tão depressa está bem como está tudo mal. Ela tem de estar sempre a embirrar com qualquer coisa. É muito diferente de mim e acho muita piada a isso. Tive de estudar muito para conseguir interpretar este papel. E como não posso levar nada meu para a personagem, acaba por ser ainda mais desafiante.
– Aos 15 anos a Vanessa concorreu ao 'Chuva de Estrelas' e desde então tem tido sempre trabalho, ao contrário de tantos outros casos semelhantes, que acabam por cair no esquecimento. Sente-se especial?
– Sinto-me sortuda, sim, mas a verdade é que trabalho muito para ser bem sucedida. Não fico à espe­ra das oportunidades, corro atrás delas. E, regra geral, faço mais do que um trabalho ao mesmo tempo e isso permite-me evitar o desemprego.
– Até onde é que os seus sonhos a levam?
– Até ao West End. Eu sou uma menina de Londres! Gosto da maneira como trabalham em Inglaterra. Gosto de pessoas rí­gidas e exigentes no trabalho. Não sei porque é que nunca tentei ir para lá... Como tenho sempre trabalho, nunca quis abandonar o que tinha cá. Como nunca estou parada, acabo por não ter tempo para apostar realmente nisso.
– Talvez lhe custe dar esse passo por ser uma pessoa apegada às suas raízes e às pessoas que cá tem...
– Não, não é por isso. Sou uma pessoa que vive para trabalhar.
– Mas essa é uma atitude um bocadinho absolutista, porque remete totalmente para segundo plano a sua vida pessoal...
– Eu sei... Quem está comigo tem de saber lidar com isso. Não peço a ninguém para estar comigo. O trabalho é a coisa mais importante da minha vida e toda a gente sabe isso. O que mais amo é isto e não faz sentido viver de outra maneira.
– O seu namorado, o bailarino Pedro Bandeira, que também trabalha com Filipe La Féria, compreende essa sua posição?
– Compreende. O meu namo­rado trabalha na área e sabe as exigências do nosso trabalho. Deus queira que esta relação seja para sempre, mas se não for, outra pessoa que venha para a minha vida tem de ser desta área ou compreender muito bem como é que ela funciona.
– Tem 30 anos. Não planeia ter filhos?
– Não, já não. Quero trabalhar. Se não tive até agora, não me parece que vá acontecer. Tenho muitos afilhados e sobrinhos. E não é um ato egoísta, é um ato de amor, porque sei que não teria o tempo necessário para estar com eles. E ter filhos para ser a minha mãe a criá-los, não. Fui casada muitos anos e se nessa altura que queria não os tive, não me parece que agora os tenha. E aquela era a fase para isso acontecer. Mas quando tenho tempo para as pessoas mais próximas, toda eu sou amor. E gosto muito de as ter por perto.

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