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Cristina Ferreira: "Sei bem o que quero para a minha vida afetiva"

A apresentadora de ‘Você na TV’ e de ‘A tua Cara Não me é Estranha’ nega qualquer tentativa de reconciliação com António Casinhas, pai do seu filho, Tiago, de três anos.

Marta Mesquita
29 de janeiro de 2012, 10:00

O ano que terminou marcou uma viragem na vida de Cristina Ferreira, de 34 anos. Depois de 15 anos de relação, a apresentadora e António Casinhas decidiram terminar a sua relação, da qual nasceu Tiago, de três anos. Quando, em agosto, a separação foi tornada pública, surgiram várias notícias que apontavam as alegadas traições do empresário como a principal causa de rutura. Contudo, Cristina desvalorizou essas acusações, reiterando a sua total confiança no pai do seu filho, e apontou o excessivo assédio da imprensa, as mentiras que se escreveram e o sofrimento que isso causou como os fatores que minaram o seu relacionamento. Agora, passados vários meses, a apresentadora mostra-se muito otimista em relação à sua vida e garante que “estou muito bem re­solvida e não há nenhuma pedrinha no sapato”, negando qualquer reconciliação.
Numa tarde passada à beira-rio, a apresentadora falou dos objetivos profissionais que quer atingir, contou como lidou com “o lado mais negro de ser figura pública” e explica o que faz de si uma mulher feliz e de bem com a vida.
– Estamos no início de 2012. Costuma fazer o balanço do ano que termina e traçar objetivos para o que começa?
Cristina Ferreira
– Não. Sei bem quais são os meus objetivos, sobretudo no campo profissional, já que o pessoal tem mais a ver com emoções e sentimentos e isso não se consegue planear. Acho que a própria vida tem planos para mim, que aceito ou não. É deixar as coisas correrem.
– É inevitável falarmos da sua separação de António Casinhas. Estiveram 15 anos juntos. Como encara esta nova fase?
– Encaro bem. Como disse, confio muitos nos planos que a vida tem para mim e sei muito bem aquilo que quero a nível afetivo.
– E o que quer para a sua vida afetiva?
– Não vou dizer... Estou muito bem resolvida nesse aspeto e não há nenhuma pedrinha no sapato. É importante viver o dia-a-dia sem dramas. É para seguir em frente, não é? Então vamos embora.
– Recentemente surgiram notícias que davam como certa uma reconciliação. É verdade?
– Não, não houve nenhuma reconciliação. Estive de férias  em Cabo Verde com amigas e tenho provas de que o Casinhas não esteve lá.
– Em outubro disse à CARAS que se acontecesse uma reconciliação, seria ‘um momento feliz para todos’. Essa resposta mantém-se?
– Claro que se mantém e para sempre. Eu estou bem, as pessoas de quem gosto também. Sei que o público gosta de saber o que se passa connosco, mas com tudo o que aconteceu [o que se escreveu em algumas revistas sobre a separação] vão ter menos hipóteses de me verem falar disso. É uma felicidade muito grande sentir que só eu sei o que se passa na minha vida.
– Algumas matérias feitas na altura da separação passaram a imagem de uma Cristina traída, que aceitava tudo. Revê-se nessa descrição?
– Claro que não e acho que as pessoas perceberam isso. Na altura, quando estavam à espera de ver as minhas lágrimas, só viram o meu sorriso. A vida é para ser uma vitória. Acredito que nasci para vencer e tudo o que acontece ajuda-me a melhorar. Há coisas que tinham de ser como foram e já aceitei isso. Sei o que me faz feliz, o que quero da vida, o que procuro, mas isso guardo para mim.
Muitas dessas notícias punham em causa o carácter do António. Isso nunca abalou a vossa dinâmica de família?
– Não influenciou de forma nenhuma. Eu sei qual é a minha verdade e nada nem ninguém me vai destruir. Da minha vida só eu é que sei e mais ninguém. Mas essas notícias magoaram e muito! Sinto que já ex­perimentei o lado mais negro de ser figura pública. Mas depois de ter passado por isto, nada mais me vai destruir para o resto da vida. Podem dizer o que quiserem que nada mais me vai magoar.
– Na altura, numa entrevista que deu, apontava esta perseguição que alguma imprensa fazia ao António como uma das principais causas da vossa separação...
– Eu é que escolhi esta profissão que tem este lado negro e sou só eu que tenho de sofrer as respetivas consequências e não quem está perto de mim.
– A vossa separação mudou a forma como se relacionam com o vosso filho?
– O Tiago está todos os dias com o pai e com a mãe e isso não lhe vou tirar nunca! Ele sabe que os pais o amam acima de tudo e que vão estar sempre com ele. Fico o mais feliz possível quando o Tiago está com o pai. Sei do amor que o meu filho tem pelo pai e quero que aquela ligação seja a mais forte do mundo e para isso precisam de espaço para os dois. Foi assim desde que ele nasceu. O António é um excelente pai e posso dizer que tenho o maior orgulho nisso. É o pai que sempre quis para o meu filho.
– Que tipo de mãe é, Cristina?
– Sou uma mãe afetuosa. Não demonstro que sou muito protetora, embora o seja. Se vou com o meu filho a algum lado, os meus olhos estão sempre postos nele. Mas não sou nada mãe-galinha. Ele tem de cair e saber levantar-se depois da queda. Se está com febre, não vou a correr para o hospital e nem sei o nome dos medicamentos que todas as mães sabem. Mas sou dependente do meu filho e isso tenho de assumir. Não consigo entrar em casa sem ele, porque parece que falta a vida. Às vezes chego a ir buscá-lo a casa dos avós quando já está a dormir, porque preciso dele comigo. Que­ro muito aproveitar o Tiago agora, que sei que ele é só meu e enquanto a mãe é tudo para ele.
– A Cristina está no 'Você na TV' há sete anos. Ainda não se cansou do formato?
– Ainda não me cansei nada e nem sequer me imagino a deixar o daytime. Esta foi a melhor escola na qual me inscrevi para poder ser uma boa comunicadora. É um programa que nunca é a mesma coisa e é uma lição de vida tão grande... Às vezes eu e o Manel [Luís Goucha] até dizemos que devíamos pagar para poder fazer este programa. As três horas diárias são muito intensas. Passamos de um registo muito animado ao mais dramático em segundos! E isso é muito difícil de fazer.
– Sente que já chegou ao pa­tamar profissional que queria?
– Ai, ainda me falta tanto para chegar ao patamar que quero! Já experimentei o registo da noite em Uma Canção para Ti, mas foi igualmente tendo como companhia o Manel, por isso era muito semelhante ao que temos de manhã. E agora também temos o A Tua Cara Não me É Estranha. Vai ser um programa com muitas surpresas e vamos ter um público diferente do que temos no Você na TV. Ainda tenho todos os desafios pela frente para evoluir na forma como faço televisão. Aquilo que veem de manhã é apenas uma pequena parte daquilo que a Cristina pode ser em termos televisivos. Sinto que tenho ainda um longo caminho pela frente.
– Mas acha que já está entre as apresentadoras mais conceituadas?
– Sei que ainda há apre­sentadoras acima de mim, mas já atingi o patamar que queria para esta altura do meu percurso e da minha vida, embora saiba que posso evoluir mais. Quando chegamos a determinado patamar, o público exige mais de nós. A partir de determinado momento, não podemos falhar e sei que não posso desiludir nem o público nem a mim. Acho que a Júlia [Pinheiro] é a grande apresentadora em Portugal e não me posso comparar a ela, mas sei que as pessoas ainda não viram tudo o que posso dar. A minha caminhada é feita degrau a degrau.

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