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Sílvia Balancho: "Sou uma pessoa emocional e afetiva"

A atriz faz um balanço da vida e revela estar feliz ao lado do namorado, cujo nome não revela.

Inês Mestre
22 de janeiro de 2012, 13:00

Nos últimos cinco anos, Sílvia Balancho tem andado com a casa às costas. Com a peça Julietta, a atriz passou por países como Espanha, Argentina, México e Cabo Verde. Ter viajado muito trouxe experiências inesquecíveis a Sílvia, de 35 anos, mas também a dificuldade de manter uma vida amorosa estável.
Agora, a peça está em Portugal – onde já tem espetáculos planeados para 2012 – e a atriz tenciona manter-se por cá durante uns tempos. Até porque tem um bom motivo que a prende a terras lusas: um novo amor. Apesar de não querer revelar a identidade do namorado, a atriz falou com a CARAS sobre este momento feliz que está a viver. Tendo como ponto de partida o amor trágico de Romeu e Julieta, tivemos uma conversa descontraída na qual Sílvia nos falou de emoções, mas também do seu lado profissional e do desafio que abraçou em 2007: a BemDitas – Criadores Culturais. Uma empresa que tem a missão de “ajudar os artistas no seu percurso, sobretudo no início, quando há mais dificuldades”.
Não deve ter sido fácil andar a viajar durante cinco anos...
Sílvia Balancho
– No início era fantástico. Passei por experiências que me enriqueceram bastante e que me abriram as portas do mundo profissional. Levar o nosso trabalho lá fora é sempre bom, porque percebemos que as pessoas gostam do que sai de Portugal. É muito giro, porque acabamos por ser embaixadores da nossa cultura. Mas chega um ponto em que se torna cansativo andar nos aeroportos, ter problemas com a bagagem, as diferenças horárias... O lado bom é que aprendi a viajar com pouca coisa! Mas acabamos por não conseguir criar laços com ninguém. Conhecemos as pessoas, mas é tudo muito efémero. Apesar disso, posso dizer que fiz amigos com os quais ainda mantenho algum contacto.
Já faz este espetáculo há quase seis anos. Como é estar tanto tempo em palco com a mesma personagem?
– Sendo um espetáculo sobre o amor e sobre o amor impossível, tenho dias. Se eu estiver feliz não é tão difícil, mas se estiver num momento de maior solidão, e o espetáculo também fala das pessoas carentes e sós, isso pode tocar-me mais. Neste momento estou ótima, tenho uma vida mais estável a nível pessoal. E é também um espetáculo bastante exigente a nível físico, por causa das técnicas circenses. E eu já tenho 35 anos, por isso custa-me cada vez mais! Mas também me dá um prazer enorme cada vez que subo ao palco.
Acredita que há amores impossíveis ou acha que o amor vence tudo?
– Quando amamos muito, e somos correspondidos, o amor vence tudo. Aí não há impossi­bilidades.
Romeu e Julieta cometeram a loucura de amor máxima suicidando-se. Já fez muitas loucuras por amor?
– Não sei se foram loucuras. Eu sou uma lutadora e já fiz bastan­tes coisas para conquistar... Posso dizer que fiz o que deveria ter feito pelas pessoas que mereciam. Não sou uma pessoa com muitas relações, mas quando me entrego e assumo uma relação, é porque amo a sério. E essa é a maior prova de amor que posso dar a outra pessoa. Se estou com ela é porque a amo de verdade. De outra forma, prefiro estar sozinha e amar a minha família, que é também uma parte fundamental da minha vida.
Afirmou estar numa fase emocional estável. Calculo que tenha namorado...
– Sim, tenho. Conheci uma pessoa há pouco tempo que me está a fazer muito bem e que me está a prender um bocadinho a Portugal. E a minha família está muito contente com isso! Estou super feliz. Estamos no início da relação, ainda na fase cor de rosa.
Como se conheceram?
– Conhecemo-nos no verão, durante um dia de praia fantástico. Foi o acaso que nos cruzou e acho que foi amor à primeira vista. Há coisas assim... ainda há coisas assim!
Acredita no amor à primeira vista, portanto...
– Sem dúvida! Já me apaixonei uma ou duas vezes à primeira vista. Há pessoas que se destacam no meio da multidão e eu acredito muito nessa minha intuição. Sinto que há pessoas que têm a ver comigo e que me atraem, e isso acontece tanto a nível amoroso como em termos de amizades. Há pessoas que ficam na minha vida assim. E foi o caso. Acho que nos apaixonámos pelo sorriso um do outro!
Agora que tem uma vida mais estável pensa em ser mãe?
– Adorava ser mãe. Não houve ainda essa oportunidade, talvez por não ter conhecido a pessoa certa. Também não sei se será esta pessoa com quem estou agora. Mas tenho três sobrinhos e ponho o meu lado maternal nas BemDitas, com os atores novos! Não sinto falta de ter um filho. Se tiver um filho, virá com todo o amor e sei que me irei adaptar facilmente, até porque tenho uma família maravilhosa que me irá apoiar. Se isso não acontecer não é um problema. Sempre pus a hipótese da adoção, ou de amar a criança de outra pessoa se estiver com alguém que já tenha um filho. Mas ser mãe não é uma meta a atingir. A minha avó paterna dizia que tudo o que é natural é bom, e isso é verdade. Tento ver as coisas que me acontecem de forma natural e não ficar ansiosa pelas que não acontecem.
E casar, é importante?
– É como a questão da mater­nidade. Se acontecer, ótimo, se não, tudo bem na mesma. Mas penso que se a relação tiver menos pressão é capaz de correr melhor. Acho que o casamento faz com que o casal tenha de passar por situações demasiado ansiosas e de pressão familiar. Se as pessoas tiverem vontade de comemorar e partilhar essa união com os outros, penso que devem fazê-lo, mas acho que não se ama mais por isso.
É uma mulher de afetos?
– Sim, mui­to! Quem me conhece sabe que sou bastan­te emocional e afetiva. Gosto de estar com as pessoas, de tocar, abraçar... Sou calorosa.
E é mais emocional do que racional ou equilibra bem os dois lados?
– Acho que a maturidade traz um certo equilíbrio. Eu era bastante emocional até aos 30 anos. Depois, com a vida, e com a aprendizagem, tornei-me um bocadinho mais racional. Além disso, o facto de estar a trabalhar como empresária também desperta esse lado. Antes o lado emocional toldava-me
o raciocínio, agora isso já não acontece tanto. Mas ainda ando à procura do equilíbrio.
Aos 35 anos é uma boa altura pa­ra se fazer um balanço da vi­da?
– É sempre uma boa altura e acho que devemos ir fazendo balanços para percebermos onde podemos melhorar. E eu sou muito exigente comigo mesma. Mas sinto que estou uma pessoa diferente. Por exemplo, a injustiça é algo que sempre mexeu muito comigo e dava-me vontade de saltar e defender os interesses dos outros. Hoje isso ainda acontece, ainda tenho essa vontade, mas agora faço-o de uma maneira mais calma, mais sensata. Quando somos jovens temos as emoções muito à flor da pele. Hoje respiro fundo perante uma coisa que antes me fazia ‘saltar a tampa’. Sou uma pessoa mais tranquila e sensata e vivo a vida com mais calma. Não me chateio tanto com as coisas e saboreio melhor a vida. Acho que desfruto mais dos momentos.
 

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