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Depois de ter sido chamada a tribunal, Betty Grafstein defende: “Querem destruir-nos”

A joalheira e José Castelo Branco foram ouvidos como testemunhas no processo que ficou conhecido como o escândalo das orgias.

Marta Mesquita
22 de janeiro de 2012, 17:00

No passado dia 13, Betty Grafstein e José Castelo Branco  foram ouvidos como testemunhas num processo de violência doméstica e posse de armas que ficou conhecido como o escândalo das orgias. Declarando querer apurar a verdade, o artista, que começou por negar o seu envolvimento nas cenas de sexo em grupo, diz que agora, depois de depor, se sente “muito mais aliviado”, apesar de começar a “pôr a hipótese de ser eu naquele vídeo.”
Em entrevista exclusiva à CARAS, o casal  contou como tem sobrevivido a este escândalo que nunca abalou a confiança da joalheira no marido.
– O José sempre negou qualquer participação nessas orgias, mesmo depois de terem sido publicadas imagens do vídeo em que alegadamente participa nesses atos. Agora que já foi ouvido em tribunal, continua a defender essa posição?
José Castelo Branco
– Con­tinuo a negar, mas confesso que já começo a acreditar que tenha participado nesse ato. Já ponho a hipótese de ser eu naquele vídeo. Posso ser eu, mas não sou eu. É um boneco que ali está. Uma jornalista minha amiga viu o vídeo e disse-me que era mesmo eu no filme, mas comentou que eu parecia estar muito estranho. Fiquei muito assustado, porque não tinha memória nenhuma de ter feito tal coisa, pois não tem nada a ver com a minha conduta. Depois de ela me contar isto, deixei de dormir e eu e a Betty só chorávamos. Por isso, procurei um psicólogo e fiz regressão. Nunca neguei que estive com eles no quarto para escolher a roupa que a senhora [a queixosa neste processo] ia usar na gala, mas não me lembro de mais nada.
– Então, a regressão não adiantou grande coisa...
– Adiantou! Entretanto, fui a Nova Iorque e submeti-me ao teste do polígrafo. A Betty sem­pre acreditou em mim, nunca pôs a hipótese de eu não estar a dizer a verdade, mas não queria que alguém se atrevesse a dizer que eu traía a Betty nas suas costas! E o polígrafo confirmou que eu estava a dizer a verdade. Havia o vídeo, mas eu não me lembrava de nada e o teste confirmava a minha inocência! Eu andava muito perturbado. Eu ia aos eventos, punha a minha máscara de pessoa forte, mas por dentro sangrava!
Betty Grafstein – O José estava a dar em doido, por isso é que fez o teste do polígrafo. Querem destruir-nos e arruinaram a nossa imagem e as nossas vidas. O que alguns jornais fizeram foi criminoso, porque publicaram coisas que nem sequer sabiam se era verdade [emociona-se].
– Mas entretanto o José já avançou com a tese de que o drogaram para o levarem a participar nessas orgias...
José C. B.
– Como sabia que tudo isto não batia certo, fui ter com o professor doutor Manuel Pinto Coelho, especialista em drogas. Desabafei e ele perguntou-me se eu não teria tomado nada naquela ocasião, uma taça de champanhe... Respondi que era muito possível que sim e cheguei à conclusão de que me deram, sem eu saber, a ‘droga do amor’. Quando se toma essa droga fica-se sem consciência de nada. E na regressão comecei a fazer um puzzle. Depois de sair do quarto deles e de ir para a suíte onde estávamos instalados, o Ulisses, o cabeleireiro que estava lá para nos arranjar, perguntou: “O que é que tu andaste a tomar?” E eu disse que estava com uma grande dor de cabeça e fui-me deitar.
– A Betty e o seu filho, Gui­lherme, nunca duvidaram desta versão da história?
– Nunca, eles sempre acreditaram em mim. O Guilherme sempre me disse: “Oh pai, está preocupado com quê? Se fez sexo com alguém foi com pessoas adultas, não foi com crianças nem com ani­mais.” Eu só lhe disse: “Se tive sexo não me lembro.” E chorei. Como é de que ia ter sexo com aquela gente? Para mim seria um grande crime, porque por opção fiz votos de castidade. Tudo isto ainda nos uniu mais. A minha relação com a Betty é tão espiritual e em simultâneo tão física... Não tem nada a ver com sexo, mas é uma coisa de pele... Dormimos até mais aconchegados e nunca adormeço sem estarmos de mão dada. Ela tem sido a minha fortaleza. As pessoas veem-me com todo este cenário, mas eu sou um ser humano como outro qualquer. Também sangro.
Betty Grafstein – Sempre acreditei no José e sabia que algo de muito errado se tinha passado nesta história. Ele nunca se lembrou do que se passou naquele quarto e quis esclarecer tudo. Foi definitivamente uma armadilha, foi tudo montado e esperaram pelo momento certo. O José e eu estamos muito unidos.
– Entraram de forma exuberante no tribunal. Foi mais uma forma de mostrar que não têm nada a esconder?
José C. B.
– As minhas entradas em qualquer sítio são sempre exuberantes! Não deixo de ser quem sou só pelo facto de ir a tribunal. E agora estou mais aliviado... Mas é um pesadelo que ainda não acabou e estou a começar a despertar para uma realidade que nunca quis aceitar...

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