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Vera Kolodzig vive o sonho do palco

“Fico emocionada quando vejo as pessoas a bater palmas”

Joana Brandão
21 de janeiro de 2012, 17:00

Depois de 11 anos a trabalhar em televisão, Vera Kolodzig, de 26 anos, concretizou um sonho antigo: fazer teatro. A atriz substituiu recentemente Inês Castel-Branco no papel de Anabela Schmidt, uma mulher que tem tanto de bela como de perigosa, na peça 39 Degraus. Uma produção de Paulo Sousa Costa em que contracena com Joaquim Horta, João Didelet e Rui Melo.
Por ocasião da sua estreia em palco, no Porto, a atriz conversou com a CARAS e contou que viajar é uma das suas maiores paixões. Aliás, apesar de ser discreta sobre a sua vida pessoal e preferir não falar sobre a relação que mantém há mais de um ano com o também ator Diogo Amaral, ainda revelou que entre o fim das gravações da novela Espírito Indomável (de que os dois foram o par protagonista) e a estreia da peça esteve de férias com o namorado na Ásia.
– Como se sente em palco?
Vera Kolodzig –
Muito bem, estou muito feliz por ter tido esta oportunidade. Confesso que na estreia estava nervosíssima! O espetáculo estava montado e eles já tinham feito muitas sessões quando eu entrei para substituir a Inês. E como tive poucos ensaios, estava muito nervosa. Mas é esse nervoso miudinho, que também acontece quando estou a iniciar um trabalho em televisão, que me alimenta. Em palco, no entanto, a adrenalina é mais intensa.
– E sente uma maior responsabilidade pelo facto de estar a substituir a Inês Castel-Branco?
– Não penso muito nisso. Sou amicíssima da Inês e admiro-a como profissional. Além disso,  tive de trabalhar esta personagem com base naquilo que ela tinha construído. Obviamente que adaptei algumas coisas para dar o meu toque pessoal, mas é natural. Ou seja, faço aquilo que a Inês fez, mas à minha maneira.
– Conta já com 11 anos de televisão, ou seja, tinha apenas 15 quando se estreou como protagonista de Jardins Proibidos. Como surge a representação na sua vida?
– Não me lembro de querer ser outra coisa que não atriz. Comecei a fazer publicidade com seis anos e foi muito engraçado. Com 11 entrei para o Grupo de Teatro Amador de Thiago Justino, em São João do Estoril, e nunca mais parei.
– Se sempre sonhou ser atriz, sente-se realizada com apenas 26 anos?
– Agora mais do que nunca, porque queria mesmo  fazer teatro! Estava a precisar de um desafio assim. Estou a viver um sonho e fico emocionada quando vejo as pessoas a bater palmas. É mesmo muito bom!
– Passou parte da adolescência a trabalhar. Olhando para trás, acha que teve de abdicar de al­guma coisa para chegar aqui?
– Não sinto que tenha perdido nada. Provavelmente, tive de crescer mais depressa, de aprender a gerir o meu tempo e o meu dinheiro mais cedo. Na altura, estudava e trabalhava ao mesmo tempo e sabia que queria ir para Londres aos 18 anos. Logo, estava fora de questão repetir um ano. Foi difícil, porque como protagonista gravava muitas horas, mas consegui. A esse nível, sim, cresci de forma diferente. Fora isso, não creio que tenha perdido nada. Não me arrependo de nada.

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