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Paco Bandeira clama inocência

No Tribunal de Oeiras, o músico defendeu-se das acusações de violência doméstica feitas pela ex-mulher, Maria Roseta Ferreira.

Cristiana Rodrigues
10 de janeiro de 2012, 20:06

Pouco antes das 14h00, Paco Bandeira chegava ao Tribunal de Oeiras para a segunda sessão do julgamento. Acompanhado pelas filhas, Paula e São, pela namorada, Marisa de Almeida, e pela mãe desta, Cinda de Almeida, chegou logo atrás da ex-mulher, Maria Roseta Ferreira, e da filha de ambos, Constança, de 12 anos.

Na altura, Paco Bandeira, que tem afirmado a sua inocência em relação às acusações de maus tratos, violência doméstica, devassa da vida privada e posse de arma proibida revelou estar "tranquilo". A filha São também disse estar "confiante" e que acredita na inocência do pai. Ainda antes do julgamento, Paco Bandeira viveu um momento de alguma emoção, quando a sua filha mais nova, Constança, testemunha de acusação, o foi cumprimentar dando-lhe um abraço.
Na sessão de hoje Paco Bandeira, ou melhor, Francisco Veredas Bandeira, clamou inocência e negou todas as acusações, alegando ter sido sempre submisso à vontade da ex-mulher e que Maria Roseta quer dar o "golpe do baú".

Começou por dizer que entre os dois houve um período de "relação difícil a nível de diálogo” e que as discussões aconteciam na presença da filha de ambos por vontade de Maria Roseta. Adianta ainda que esse mau estar na relação se começou a verificar porque "Maria Roseta criava problemas com as minhas filhas [mais velhas]. A Maria Roseta tem a idade da minha filha mais velha e elas nunca se entenderam. Havia uma animosidade entre elas. ".
Confrontado pela juíza sobre o facto de uma semana depois do batizado da filha ter dito a Maria Roseta que tinha na sua posse um vídeo que comprovava a relação desta com o sacerdote de uma igreja e na sequência disso ter afirmado: “És pior que as prostituas . Não vales nada",  o músico disse que não era verdade. “Não percebo o interesse dela em manchar esse período de grande felicidade. Não tenho nem nunca tive ciúmes da Maria Roseta, ela nunca me deu razões para isso", afirmou Paco.

A juíza leu também uma das partes do processo em que diz que o músico chamou “puta, cabra” à mulher, afirmando que se relacionava com outros homens. Paco Bandeira disse que tal coisa nunca aconteceu.

Reitera a sua inocência afirmando ainda que “o comportamento da minha ex-companheira alterou-se por causa da minha vida. Não era eu que tinha ciúmes dela, era ao contrário. Não havia ninguém que se relacionasse comigo que ela não achasse que tinha ido para a cama comigo.”

O músico reafirma: "nunca lhe toquei com dedo" . Quanto à filha Constança, "é a pessoa mais importante da minha vida. Se ela não existisse eu já não estaria em Portugal, e olhe que tenho mais duas filhas e netos que amo bastante."
No decorrer da sessão, Paco Bandeira disse várias vezes que tudo não passava de uma invenção de Maria Roseta, que como técnica superior da Segurança Social nas prisões "está habituada a lidar com grandes criminosos e cria enredos e transporta para a realidade algumas dessas vivências:"é das maiores mentiras que já ouvi (...) é  uma grande invenção da parte da Maria Roseta (...) tem uma grande capacidade inventiva"

Paco Bandeira também foi obrigado a esclarecer os bilhetes escritos, a forma como passaram a comunicar, uma vez que deixou de haver diálogo, assumindo que escreveu alguns e afirmando que outros são falsos.

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