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Pedro Teixeira: “Não faço questão de ver as cenas da Cláudia com outros homens”

Na telenovela ‘Rosa Fogo’, a personagem de Cláudia Vieira vive dividida entre Estevão e Diogo, interpretados pelos atores Ângelo Rodrigues e José Fidalgo, respetivamente. Pedro Teixeira confessa que as cenas sensuais protagonizadas pela sua companheira não lhe provocam ciúmes, pois sabe que são ficção.

Rodrigo Freixo
8 de janeiro de 2012, 10:00

Aos 31 anos – completados a 20 de dezembro – Pedro Teixeira vive um momento especialmente gratificante tanto a nível profissional como pessoal: o papel de Matias na novela Anjo Meu (cujas gravações terminou recentemente) valeu-lhe grande protagonismo, e a relação com Cláudia Vieira, feita de respeito mútuo e cumplicidade, está ainda mais sólida desde que foram pais de Maria, há um ano. Disso tudo nos falou o ator, numa conversa em que confessou, ainda, que o facto de Cláudia estar neste momento a ser “disputada” no pequeno ecrã por José Fidalgo e Ângelo Rodrigues não lhe provoca ciúmes, pois sabe que é ficção, mas que não faz muita questão de a ver nessas cenas.
– Trabalha na TVI, a Cláudia na SIC… a rivalidade entre canais afeta de alguma forma a vossa relação? Conversam sobre trabalho, trocam conselhos, críticas?
Pedro Teixeira – Não deixa de ser curioso que na vida profissional tenhamos casas “rivais”, mas acabamos por nos rir disso. Estamos sempre a picar-nos, a ‘criticar’ as produções de cada um quando chegamos a casa e as vemos na televisão, mas fazemo-lo na brincadeira, claro. E tentamos ‘manipular’ os nossos amigos quando estão a jantar lá em casa [risos]! Falando mais a sério, respeitamos muito o trabalho um do outro e sabemos compreender que as audiências não nos tocam diretamente. O importante é que cada um faça o melhor que pode na nossa arte, que é a representação.
– Em Rosa Fogo, a Cláudia envolve-se com dois galãs. Sente algum tipo de ciúmes?
– Não, é uma coisa com a qual lidamos de forma muito natural. Faz parte do nosso trabalho e há que relativizar. Agora, se me perguntar se faço questão de ver essas cenas, a resposta é não [risos]!
– Por seu turno, o Pedro também tem de fazer algumas cenas mais arrojadas. A Cláudia lida bem com isso?
– Como referi, eu e a Cláudia temos uma forma de encarar o facto de sermos concorrentes de uma maneira divertida e o mesmo se passa com as contracenas com outras pessoas. Tudo isso é profissional. Nós conhecemo-nos numa série dos Morangos Com Açúcar, como é sabido, onde existiam imensos namoricos, e sempre soubemos entender que este é o nosso trabalho, a nossa vida, e que temos a capacidade de sermos profissionais o suficiente para perceber que é ficção e que, quando o assistente de realização diz “corta”, essa parte acaba também.
– Entretanto, há um ano nasceu a Maria. Como tem sido a experiência da paternidade?
– A melhor de todas!
– Participa nas tarefas normais de cuidar dela, como mudar as fraldas ou dar o biberão?
– Claro, sou um pai muito prático. Consigo mudar uma fralda com muita rapidez e eficiência. Estou ‘pro’ nisso!
– Como conseguem, sendo os dois atores e com horários por vezes complicados, conciliar a vida profissional com a pessoal e, sobretudo, com a recente condição de pais?
– Como outros casais que trabalhem doze horas por dia, vamos dividindo tarefas. Além disso, não pretendemos que a nossa vida mude demasiado em função de um filho, preferimos que a Maria se adapte ao nosso estilo de vida, que passe fins de semana connosco, que vá almoçar fora, passear, ou seja, que seja um membro da nossa família de forma natural e não forçada. E temos a sorte de ter amigos com filhos da idade da Maria e, assim, é fácil combinarmos programas juntos que sejam divertidos para as duas gerações.
– O facto de serem duas das figuras públicas mais mediáticas do país faz com que tenham uma vida mais reservada agora que têm uma filha?
– Não, preferimos não viver com esse tipo de restrições. Aliás, sabemos que costumamos ter um fotógrafo à porta de casa, porque saem vários paparazzi nossos, e não fazemos grande caso disso. Mesmo quando estamos com um aspeto de quem acabou de acordar ou com o carro cheio de tralhas porque vamos passar um fim de semana fora...
– Hoje sente que a sua carreira está consolidada e que as memórias dos Morangos não passam disso mesmo?
– Sinto que o tempo passa a voar e que cada vez mais tenho de aproveitar cada projeto que integro. Mas terei sempre uma gratidão enorme para com os Morangos, que foram a minha primeira escola.
– Agora que as gravações da novela chegaram ao fim, tem outros projetos em vista?
– Neste momento vou tirar um tempo para me dedicar à família, mas depois disso pretendo concentrar-me em novos projetos.

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