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Maria Botelho Moniz assume: "Sou irritantemente certinha"

A apresentadora do ‘Curto-Circuito’ e atriz conta que é perfeccionista e que representar é a sua paixão.

Marta Mesquita
8 de janeiro de 2012, 16:20

Maria Botelho Moniz, de 27 anos, é atualmente uma das caras do programa Curto-Circuito, mas a sua grande paixão é a representação. Com apenas 18 anos foi para os Estados Unidos estudar na The American Academy of Dramatic Arts. Passados cinco anos, regressou a Portugal. Nunca desistindo do seu sonho, a atriz conseguiu integrar os elencos de Podia Acabar o Mundo e de Laços de Sangue e aguarda agora novas oportunidades da representação.
Foi sobre a mulher que é todos os dias e os sonhos ainda por realizar que a CARAS conversou com a apresentadora e atriz.
– Como é que uma atriz vai parar à apresentação?
Maria Botelho Moniz
– Con­fesso que fui um bocadinho por necessidade, porque na vida de um ator há alturas em que não surgem projetos novos. Como não gosto de estar parada, fui ao casting do Curto-Circuito. Não concorri para ganhar, mas sim para aprender coisas novas e para mostrar que estava disponível para outros projetos. Mas acabei por ficar.
– E a apresentação já a con­quistou?
– A apresentação começou por ser uma opção de recurso e acredito que a minha vocação é ser atriz, foi para isso que estudei. Mas estes meses de Curto-Circuito têm-me conquistado. É mais difícil conquistar o público na apresentação do que na representação, porque ali sou eu e não uma personagem.
– E quem é a ‘personagem’ Maria Botelho Moniz?
– Sou uma pessoa muito cal­ma e prática, não gosto de complicar as coisas... Sou irritantemente certinha, até me irrito a mim própria, porque fico stressada quando as coisas não correm como estava a planear.
– É perfeccionista?
– Sim, sou muito perfeccionista e isso consome-me. O Curto-Cir­cuito é um programa em direto, com imprevistos, e quando falha em alguma coisa massacro-me o resto do dia. Lido mal com as falhas e os erros, mas acho que com a idade isso terá tendência a melhorar.
– O que é que os anos que viveu nos EUA lhe ensinaram?
– Ensinaram-me a ser mais independente. Aprendi a desen­vencilhar-me sozinha, porque não tinha lá os meus pais e irmãos. Fiquei muito mais segura de mim própria. Digamos que ganhei uma carapaça que me ajudou a lidar sozinha com os fracassos e com os momentos de tristeza.
O facto de ter ido estudar para fora significa que sonha com uma carreira internacional?
– Sonho e não faz sentido so­nhar baixinho, que é uma coisa muito portuguesa. Não quero chegar só até à porta do lado, porque o meu objetivo é alcançar o terraço. Projeto alto, depois, se acontece ou não, logo se vê, mas é importante ter metas maiores do que nós.
– A Maria tem namorado?
– Olha agora... Vamos deixar os miúdos continuarem a sonhar com a apresentadora do Curto-Circuito. [risos]
–  Casar e formar a sua própria família é um sonho por realizar?
– Quero casar-me e ter filhos. Gostava de ter uma família numerosa e uma casa com muito barulho. Sou uma pessoa muito tradicional e gostava de ter um casamento com tudo aquilo a que tenho direito. Mas sou menina para alinhar numa loucura se me fizerem a proposta certa. Sou uma romântica... Afinal de contas, cresci com os filmes da Disney. Deixem-me lá sonhar um bocadinho.

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