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Carlos Castro morreu há um ano

Um ano depois, Renato Seabra continua detido na prisão de Rikers Island, em Nova Iorque. O julgamento só deverá ter início no final de fevereiro.

Redação CARAS
7 de janeiro de 2012, 02:24

Recorde a cronologia dos factos de um crime que chocou Portugal:
29 de dezembro

- Carlos Castro e Renato Seabra viajam para Nova Iorque e fazem check in no Intercontinental Hotel, em Times Square, partilhando o quarto 3416.
30 de dezembro

- Carlos Castro fala com amigos em Portugal, confessa estar muito apaixonado e diz que tudo está a correr muito bem em Nova Iorque.

- Por seu lado, Renato Seabra, que nunca revelou aos amigos ser homossexual, dizia à família que ia participar num desfile de moda e fazer alguns trabalhos em Nova Iorque.

- Os dois fizeram vários programas pela cidade e assistiram a um espetáculo da Broadway, Spider Man.
31 de dezembro

- Carlos Castro e Renato Seabra passam o fim de ano juntos em Times Square, Nova Iorque, aparentemente felizes, e chegam a encontrar-se com outros portugueses.
1 de janeiro

- Carlos envia mensagens para Portugal, nas quais fala da sua felicidade e da noite de fim de ano, que tinha corrido muito bem.
2 de janeiro

- Começam as discussões entre os dois, com várias testemunhas a virem a público confirmar que ouviam constantemente gritos no quarto e até no corredor do hotel.

- Renato fala com a família e diz que não se tem sentido muito bem, mas que provavelmente seria da comida.
3 de janeiro

- Num jantar no Paulinos, um restaurante em East Village, os dois foram vistos numa acesa discussão, durante a qual o jovem modelo terá dito a Carlos Castro que não era gay e que não estava interessado em nada que fosse dele. Outras fontes revelam que Renato cobrava ao jornalista as promessas que este lhe havia feito quando viajaram para Nova Iorque.
5 de janeiro

- Renato terá, alegadamente, tido alguns flirts com raparigas, o que poderá ter provocado uma crise de ciúmes a Carlos Castro.

- As discussões acentuam-se entre os dois.
6 de janeiro

- Carlos e Renato tomam café com Vanda Pires e a filha desta, Mónica, também filha do jornalista português Luís Pires, que viria a ser o principal interlocutor da notícia para Portugal.

- Carlos terá confessado, mais tarde, à amiga portuguesa que estava assustado com as atitudes do rapaz e que pretendia antecipar o regresso a Portugal. Combinaram jantar no dia seguinte. O encontro estava marcado para as 19 horas no hall do Intercontinental Hotel.
7 de janeiro

- Às 19 horas locais (meia-noite em Portugal) Vanda e Mónica Pires chegam ao hotel, onde combinaram encontrar-se com Carlos Castro e cruzam-se na receção com Renato Seabra, que lhes disse que o Carlos já não saía do hotel. Depois, o jovem modelo abandonou o hotel apressadamente.

- Preocupadas, as duas mulheres começam a insistir com os funcionários do hotel para que lhes abram a porta do quarto até serem bem sucedidas.

- O corpo do jornalista português é encontrado no quarto, envolto numa poça de sangue, nu e com cortes profundos na cabeça e mutilações nos órgãos genitais. A morte é confirmada no local pelo médico legista, mas o corpo permanece no hotel para investigação policial.

- A fotografia de Renato Seabra, retirada do Facebook, é distribuída à imprensa e espalhada pelos táxis e hospitais da cidade pela polícia de Nova Iorque.

- Quatro horas depois de sair do hotel, o modelo português apanha um táxi que o leva ao hospital, onde pretendia tratar alguns golpes na cara e cortes nos pulsos, aparentemente feitos pelo próprio.

- O taxista identifica o jovem e liga para a polícia. Mais tarde uma enfermeira do hospital também reconhece Renato na sala de espera da unidade e contacta as autoridades. Renato é sedado no hospital e detido pelas autoridades americanas, que o transportam depois para a ala de psiquiatria do Bellevue Hospital.
8 de janeiro

- A notícia da morte de Carlos Castro corre na imprensa de todo o Mundo e choca Portugal.

- A polícia permanece no hotel onde estavam hospedados os dois homens, analisa o local do crime e fala com hóspedes e outras testemunhas.

- Renato permanece sob custódia policial na ala psiquiátrica do Bellevue Hospital.

- Vanda Pires é a primeira a ser interrogada pela polícia, tendo sido ouvida durante cerca de oito horas.

- Fontes policiais dizem que a amiga de Carlos Castro revelou, durante o interrogatório, que o jornalista português estava assustado com as atitudes do jovem que o acompanhava.

- Ao final do dia, o corpo de Carlos Castro é transportado, finalmente, do hotel para a morgue e é autopsiado. Golpes profundos na cabeça e estrangulamento são consideradas as causas da morte, havendo também no relatório da autópsia alusão à mutilação dos órgãos genitais do cronista social.
9 de janeiro

- Família de Carlos Castro começa a preparar a viagem para Nova Iorque onde pretende cumprir o sonho do jornalista, que manifestou o desejo de ver as suas cinzas espalhadas em Manhattan.

- Odília Pereirinha, mãe do modelo e principal suspeito no caso, sai em defesa do filho, afirmando que este "não era namorado de Carlos Castro", nem homossexual. Viaja neste mesmo dia para Nova Iorque.

- Renato Seabra começa a ser ouvido pela polícia e, segundo fontes das autoridades americanas, acaba por confessar o crime.
10 de janeiro

- Renato Seabra é acusado de homicídio em 2.º grau.

Recorde a confissão de Renato Seabra
Conheça a acusação de Renato Seabra
 

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