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Sofia Jardim e Domingos Amaral no Castelo da CARAS com as filhas, Leonor e Luz

A relações-públicas e o jornalista estiveram no Castelo da CARAS, em Palmela, com as filhas, Leonor, de dois anos e sete meses, e Luz, prestes a completar quatro meses.

Marta Mesquita
25 de dezembro de 2011, 17:57

Sofia Jardim, de 37 anos, e Domingos Amaral, de 44, são pais de Leonor, de dois anos, e de Luz, que completa quatro meses no dia 24, e o jornalista tem ainda dois filhos mais velhos, Carolina, de 13 anos, e Duarte, de dez.  Com uma casa cheia, esta quadra festiva é sempre vivida em pleno nesta família, sobretudo este ano, pois é o primeiro Natal de Luz, como nos contaram nesta visita ao Castelo da CARAS, em Palmela.
– O Natal numa casa com três crianças e uma adolescente deve ser muito divertido...
Sofia Jardim
– É ótimo. A casa já está cheia de crianças, com idades diferentes, o que é muito giro. O ano passado a Leonor ainda era muito pequenina e o Natal passou-lhe um bocadinho ao lado, mas este ano está a vibrar imenso com a árvore, com o Pai Natal e com as luzes. É engraçado passar esta quadra com ela.
– Como é a relação da Leonor com a Luz?
– Muito boa. A Luz é como se fosse o bebé da Leonor. Ela quer sempre estar com a irmã, fazer-lhe festinhas... É muito querida com ela. Mas quando as pessoas vão lá a casa e dão mais atenção à Luz, o que é normal, porque é um bebé, a Leonor fica um bocadinho birrenta... Temos tentado gerir isso da melhor maneira.
– Sente que é uma mãe dife­rente para a Luz da que foi para a Leonor?
– Sim, completamente dife­rente. Ninguém está preparado para a maternidade quando se tem o primeiro filho. É uma experiência muito violenta tanto física como psicologicamente. São muitas noites a dormir pouco, a tentar perceber porque é que o bebé está a chorar... E com a Luz  já sabia para o que ia. Penso que transmiti a minha serenidade à Luz, porque ela tem sido uma bebé muito mais calma.
– Se a Luz é calma, a Leonor, por sua vez, é muito ativa e curiosa, como se viu durante esta sessão fotográfica...
– Ela tem uma personalidade muito vincada e sabe perfeitamente o que quer e o que não quer. É muito difícil convencê-la a fazer alguma coisa que ela não queira. Nem é fácil fazê-la mudar de opinião. Agora temos tentado negociar com maquilhagem, que é uma coisa de que ela gosta.
– A vossa dinâmica de casal voltou a mudar com o nascimen­to de mais uma filha?
Domingos Amaral
– As coisas mudaram quando tivemos o primeiro filho, porque é uma fase que exige uma grande adaptação. Agora já estamos muito mais habituados um ao outro e co­nhecemo-nos melhor. Por exem­plo, eu não me importo de ficar mais alerta com as meninas à noite, mas de manhã tenho muita dificuldade em acordar e a Sofia é ao contrário, adormece mais cedo, mas de manhã acorda muito mais facilmente.
– Além de ser jornalista, também é es­cri­tor. É fácil arranjar tempo para a escrita com uma vida familiar tão pre­enchida?
– Temos de ser muito or­ga­­nizados. Então quando se tem um bebé com meses, é mais difícil ainda. Tenho como objetivo escrever um livro de dois em dois anos. E nesse espaço há tempo para escrever. Estou a trabalhar num próximo livro e espero tê-lo pronto para maio. É uma história que se passa em dois tempos diferentes, no presente e em 1975.
– Ser escri­tor ainda não é a sua primeira profissão, digamos assim, mas os seus livros já são co­nhecidos além-fronteiras...
– É verdade... O livro Enquanto Salazar Dormia já tinha sido publicado no Brasil e soube agora que o Quando Lisboa Tremeu também vai ser publicado lá. E estou obvia­mente contente. O primeiro também foi publicado noutros países para além do Brasil. Ter este tipo de novidades é sempre uma alegria, mas é também uma responsabilidade.
– O seu último livro publicado, Quando Lisboa Tremeu, é dedi­cado à Sofia. O que é que ela acrescentou à sua vida?
– Além das meninas? [risos] Sendo pessoas diferentes, somos muito parecidos na maneira como vivemos. Somos tendencialmente pessoas bem dispostas, sociáveis, que gostam de ter os seus amigos à volta, de viver a família, de sair à noite... Uma das razões pelas quais me apaixonei pela Sofia foi sentir que me entendia pela primeira vez na vida quase de olhos fechados com uma pessoa. Sentimo-nos muito bem ao lado um do outro para enfrentar a vida. Precisava de ter ao meu lado alguém que me percebesse... Tudo o que é importante para a Sofia é também para mim. Há uma grande partilha de gostos e sensibilidades... E é algo que cresce com a nossa relação.
– Acredito que a Sofia con­corde com o Domingos...
Sofia
– O Domingos apareceu na minha vida na altura certa. Eu tinha muita energia e quis viajar e fazer outras coisas e não estava muito preparada para casar naquela idade em que normalmente as pessoas o fazem. Precisei de mais tempo... Agora, o Domingos dá-me toda a estabilidade e liberdade que gosto de ter. Ele tem maturidade para me compre­ender tal como sou, e acredito que isso não seja fácil, porque nesta família com muitas mulheres somos educadas para sermos pessoas independentes que apreciam a liberdade... Acho que ele gosta de mim como sou. Sinto-me realizada, estável e bem.
– Já falam na hipótese de se casarem há algum tempo...  Acham que isso vai mudar al­guma coisa na vossa relação?
– O casamento nunca foi um sonho para mim. Por isso, preferi conhecer bem o Domingos, perceber que somos feitos um para o outro e agora sim, começar a pensar no casamento. É importante passar pela maternidade e ver se o casal sobrevive. Nós sobrevivemos! Pelo menos para mim, pensar em casamento faz mais sentido agora do que no início da nossa relação.
– Uma última pergunta, Sofia: qual é o segredo para recuperar tão rapidamente a boa forma fí­sica quando já se tem duas filhas depois dos 30?
– Claro que deve ser da genética, mas mal tenha a autorização do médico, começo logo a fazer ginástica e a controlar a dieta. Obrigo-me mesmo a fazer isso. Também tenho a minha personal trainer, que é a mesma da Diana Chaves, e ela é muito dura. E tento não faltar aos treinos. Ela puxa por mim e é mesmo o que eu preciso. Acho que as depressões pós-parto também devem ter muito a ver com o tempo que o nosso corpo demora a ir ao lugar. É uma questão importante para nós, mulheres.

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