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Mãe há oito meses, Madalena Brandão fala sobre a experiência da maternidade

No Castelo da CARAS, a atriz revela o que mudou na sua vida desde que o filho, Duarte, nasceu.

Cláudia Alegria
25 de dezembro de 2011, 12:30

Na última produção fotográfica que fez para a CARAS, em abril de 2008, Madalena Brandão assegurava ainda ter “muito para aprender, amadurecer e viver antes de pensar em ter filhos”. No entanto, dias depois desta conversa com a CARAS, Madalena acabaria por conhecer o homem que mudou o rumo da sua vida: o publicitário João Correia Pereira. Ao seu lado, a atriz, que se tornou conhecida do grande público depois da sua participação na série Superpai, passou a fazer planos que incluíam uma vida a dois, aliás, a três, já que entretanto Madalena foi mãe de Duarte, que nasceu no início do ano,  a 2 de abril. Foi precisamente para nos contar como correu a gravidez e estes primeiros meses de vida do filho que voltámos a marcar encontro com a atriz.
– A sua vida deu uma grande volta no espaço de três anos... Mas vamos por partes: como correu a gravidez?
Madalena Brandão – A gravidez foi a fase mais emocionante da minha vida. As expectativas, os sonhos, o corpo a mudar, foi tudo vivido muito intensamente. Nessa altura tivemos de começar a tomar muitas opções, escolher o médico, o sítio onde queríamos que decorresse o parto, como queríamos que acontecesse. No fundo, idealizei o parto que queria, aquilo que, para nós, fazia sentido, mas nada correu conforme planeado. Com muita pena minha, o Duarte acabou por nascer de cesariana. Entendo que os hospitais não possam correr riscos, mas lamento que os partos nos hospitais, em Portugal, sejam encarados como um ato médico e não como a coisa mais natural do mundo. É chocante o número de cesarianas que se fazem em Portugal. Seria importante  que o parto hospitalar fosse mais humanizado. Gostava muito de passar por um parto normal e acredito que o próximo o será. Era importante para mim, enquanto mulher, passar por essa experiência.
– E como têm corrido estes primeiros meses de vida do Duarte?
– O nosso objetivo é educar o Duarte com amor, paciência, tempo e dedicação. Tentamos não ser influenciados por tudo aquilo que nos é dito. Toda a gente parece ter uma opinião a dar e, no entanto, durante a gravidez, sentimos vontade de seguir um caminho nosso e de nos informarmos mais sobre temas como a saúde, alimentação e a educação de um bebé em geral, para podermos tomar decisões conscientes. Queremos que ele cresça da forma mais natural possível, tendo, contudo, algumas preocupações, nomeadamente em relação à alimentação. Ainda estou a amamentar e tudo o que ele come é feito por mim. Espero que ele nunca tenha de comer papas instantâneas, pois, na minha opinião, não são a melhor opção para um bebé.
– Tem sido um bebé tranquilo?
– Tranquilo e muito feliz. Como todas as crianças, precisa de atenção e nós estamos cá para lhe dar toda a atenção e amor do mundo. É assim que quero educar o meu filho, com amor. Acho que o amor e os mimos nunca são demasiados, como muitas vezes me tentam fazer acreditar. Quando me dizem que estou a dar-lhe muitos mimos, respondo sempre que é esse o objetivo, dar-lhe todo o mimo do mundo! Se não doseio a quantidade de mimo que dou ao meu namorado, porque haveria de o fazer com o meu filho? Será muito mimado, no bom sentido, claro! Acredito que isso só irá fortalecer a sua autoconfiança.
– Quando nascem os filhos, os pais tendem a fazer muitos planos. Foi o vosso caso?
Claro! Quero que seja livre, feliz, sensível, quero que seja meu amigo, que respeite a vida, os outros e a ele mesmo. Quero que brinque muito, quero dar-lhe liberdade, respeitá-lo e passar-lhe um bom exemplo de um estilo de vida saudável e consciente. Gostávamos que crescesse perto da natureza, daí termos há pouco tempo comprado uma casa no campo, no Alentejo. É uma casa sustentável, com animais à volta, e acho que tanto para ele como para nós vai ser muito importante ter esse contacto com a vida. Quero que ele brinque ao ar livre, viva e explore a natureza, cresça sendo um bebé ativo  para se desenvolver de forma saudável. As crianças hoje em dia passam muito tempo num mundo virtual, a ver televisão e a jogar computador, e eu gostava que isso não acontecesse com o Duarte.
– O casamento continua a não fazer parte dos vossos planos?
– O João é uma pessoa incrível, foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, mas o casamento, para nós, não é uma prioridade. Ter um filho era mais importante do que casar. Claro que já falámos disso muitas vezes, só que nunca conseguimos encontrar a celebração de casamento ideal para nós. Quem sabe um dia... O importante é mostrar ao Duarte que duas pessoas podem ser felizes para sempre, independentemente de assinarem um papel.
– Já se sente preparada para regressar ao trabalho?
Tenho conseguido regressar de forma gradual, o que, para mim, é um privilégio. Tenho feito algumas locuções e participações como atriz. Assim, tanto eu como o Duarte nos estamos a preparar para uma separação maior, quando eu começar a trabalhar mais intensamente.
 

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