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Catarina Avelar insiste em manter o espírito de família

A relações-públicas tem um trabalho intenso, mas não prescinde de apoiar os filhos, Salvador e Sebastião.

Manuela Silva Reis
25 de dezembro de 2011, 17:07

Quando se fala com Catarina Avelar salta à vista que, aos 35 anos, é uma mulher madura, feliz e arreigada aos princípios de família que lhe fo­ram passados pelos avós e pelos pais, e que tenta transmitir aos dois filhos, Sebastião, de nove anos, e Salvador, de seis, nascidos do seu casamento com José Galhardo Carvalhal, de quem está divorciada. A conversa que mantivemos com Catarina, que é responsável pela comunicação e relações-públicas da Bacardi/Martini Portugal, foi informal, sentida e adoçada por um sol outonal, e teve como pano de fundo a Pousada Vale do Gaio, “que é muitas vezes o meu retiro para descansar”, explicou.
– É feliz com o que faz profissionalmente?
Catarina Avelar – Estou muito feliz. Acho que esta é uma fase de mudança para todos e, quando há grandes mudanças, ou nos deixamos levar por elas ou então investimos e acabamos por aprender imenso com os desafios que  a mudança nos traz, quer profissional quer pessoalmente.
– Casou-se bastante nova, tinha apenas 25 anos, esse também foi um desafio?
– Foi, com certeza. Um desafio em que me empenhei muito, mas que terminou quando tinha de terminar.
– Há algo que nunca termina, e que é o facto de ser mãe...
– Acho que a vida nos ensina que o amor incondicional é o que sentimos pelos nossos filhos. Ser mãe é alimentar esse amor todos os dias, é orientar os filhos para serem pessoas bem formadas, com bons valores e lutadores, porque a vida não é um mar de rosas. Muitas vezes temos de os chamar à razão, dizer-lhes que não, para perceberem que têm de ser pessoas íntegras. E isso são atos de amor, que um dia, quando eles forem crescidos, vão perceber.
– É uma mulher de paixões ou tem os pés assentes na terra?
– Acho que sou mais uma mulher que se entrega. Uma das coisas que a vida me ensinou é que as paixões são efémeras. O que conta é o que vem a seguir, e que também é difícil de alimentar nos dias de hoje. As pessoas não têm tempo, não têm disponibilidade, nem mental, nem física, para isso, porque a vida é uma correria, mas quando queremos construir uma família, temos de ter isso em mente. Mais do que uma grande paixão, numa relação é preciso uma entrega consciente. Acho que hoje em dia as pessoas desistem facilmente.
– É uma mulher preparada para relações longas?
– Quando sei o que quero, sim. Sou persistente. Luto muito pelas coisas que quero. Acima de tudo, porque os meus pais sempre me ensinaram a ter os pés na terra e sempre me disseram que as coisas não são fáceis e que temos de ter a capacidade de nos pormos no lugar dos outros. E isso fez de mim uma pessoa que persiste e que tenta levar as coisas a bom porto. Mas às vezes chega-se a um ponto em que não se consegue e então o melhor é ficarmos em paz.
– Como eram os Natais da sua infância?
– Sempre foram uma festa, porque venho de uma família grande. A minha mãe tem sete irmãos e o meu pai tem cinco. O Natal era a época mais esperada do ano, porque éramos muitos primos. Quando somos crianças, o Natal tem uma magia diferente de qualquer outra época festiva, é das alturas mais bonitas do ano. E eu incuto isso nos meus filhos. O Salvador tem seis anos e ainda acredita no Pai Natal, que ainda nos bate à porta... Consegui passar-lhes toda essa magia e quero muito que continue assim.
– Onde é que costuma passar estas festas?
– Nos últimos anos tem sido em minha casa, porque adoro receber e organizar as coisas para a minha família, como a minha avó fazia antigamente. Ela era a mulher que eu via como perfeita e que promovia a união da família e gosto de ter tomado um bocadinho esse papel. Organizo tudo com muito prazer.
– Os seus filhos percebem que o Natal não é só presentes?
– Sim. Os miúdos fazem o presépio, sabem a história, sabem que o espírito desta época é de renovação, de estarmos em família, em redor de algo tão importante como é o amor dos nossos, os únicos em quem sempre nos poderemos refugiar, aqueles que certamente nunca nos fecharão o coração.
– Numa família grande, foi a única menina entre muitos rapazes...
– Sim, tenho dois irmãos rapazes e sou a única mulher em 16 netos! Por isso era uma maria-rapaz, andava de skate, fazia pinos e rodas, não fazia renda ou tricô [risos].

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