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Rita Seguro e Luís Baeta: Receita para uma família equilibrada

Juntos há quatro anos e casados há ano e meio, a atriz e apresentadora, o piloto e os dois filhos de cada um formam uma família coesa e feliz.

Manuela Silva Reis
24 de dezembro de 2011, 10:30

Rita Seguro e Luís Baeta estão juntos há quatro anos, casados há ano e meio e a relação vai de vento em popa a julgar pela declaração bem disposta do piloto da TAP sobre o assunto: “Vamos os dois ficar viúvos, vai ser até ao fim.” Juntos têm quatro filhos, os dois gémeos da atriz e apresentadora, Martim e Afonso, de nove anos, e os dois filhos do piloto, Marta, de nove anos, e Duarte, de sete. O entendimento entre as crianças é perfeito e os papéis de pai e mãe são desempenhados de igual maneira para as quatro crianças. E foi na companhia delas que falaram sobre a época natalícia e como pretendem passá-la.
– O Natal foi sempre uma época especial para si?
Rita Seguro – Para mim o Natal nunca foi nada de especial até ter os miúdos. Em criança gostava da parte de abrir as prendas. Depois disso, deixou de ser uma altura especial. Não adoro, confesso, e às vezes até acho cansativo, mas com os miúdos passou a ter uma importância diferente e também um stresse acrescido, porque tentamos incutir-lhes o tal espírito natalício para ver se o valorizam mais do que eu valorizo. Gosto do Natal com famílias grandes e agora já somos uma família maior, e já temos uma mesa mais generosa...
Luís Baeta – Natal é família. Este ano já avisámos que as prendas vão ser reduzidas, até para se perder o espírito consumista. O espírito natalício tornou-se espírito de consumo. Como este ano a crise está instalada, vamos reavivar os valores antigos, juntar a família e conviver no Natal como antigamente.
– Imagino que nunca tenha sido muito participativa nas decorações de Natal...
Rita – Não, nunca fui. A mi­nha mãe é que fazia, e faz ainda, essas coisas...
– Nem mesmo na cozinha?
Nem isso. Graças a Deus tínhamos uma excelente cozinheira, a Cocas, que era a nossa avó emprestada, e se ainda hoje me lembro dos sabores do Natal é através dos doces dela. Tenho pena de que ela já não tenha saúde para os fazer. Mas este ano já disse que vou experimentar, eu própria, fazer as famosas filhós de abóbora que eram uma receita da minha avó. Este ano vou experimentar...
Luís – E eu vou comê-las. [risos]
– Os vossos filhos são de pedir presentes?
Sim, mas nós estipulamos limites...
Rita – Tentamos ir ao encontro dos gostos deles, que neste momento são os jogos de computador, até porque se torna difícil dar outras coisas. Quando tentamos dar jogos de tabuleiro como os que nós gostávamos em criança, eles não apreciam. Eles querem tudo mais imediato, não têm paciência para esperar e lançar os dados.
– O facto de os vossos filhos terem idades muito próximas facilitou a compreensão entre todos?
Luís – Integraram-se mais facilmente. Além de ganharem irmãos novos, arranjaram amigos que têm as mesmas brincadeiras. São irmãos da mesma idade, o que é um bónus.
– Como é a vossa atitude em relação aos filhos um do outro?
Luís – É igual para todos. Os filhos da Rita são como meus filhos e têm a mesma educação que os meus têm. E os meus filhos são filhos da Rita quando estão lá em casa.
– Está a acabar a novela Anjo Meu. Decidiu investir só na carreira de atriz?
Rita – Estou só como atriz porque não me tem surgido nenhuma oportunidade para trabalhar como apresentadora, mas obviamente que gostaria de voltar a apresentar programas e trabalhar como atriz, acho que as duas coisas são compatíveis. A novela Anjo Meu vai acabar e, ao fim de 20 anos, vejo-me pela primeira vez na situação de não saber o que me vai acontecer a seguir. Agora tenho uma família e fico um pouco angustiada por estar nesta situação sabendo, ainda por cima, que sou boa profissional.
– Está a ficar muito preocupada ou consegue viver um dia de cada vez?
Essa do dia de cada vez foi no princípio da novela, em que sabia que ia ter dez meses de trabalho. Agora que está a acabar, claro que estou preocupada e sinto-me apreensiva. O mercado em que trabalho não é fácil, entristece-me que ao fim de tanto tempo nem sempre sejam o talento e o profissionalismo a ser premiados.

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