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Gonçalo Sequeira aproveitou a adversidade e cumpriu um sonho

“Quando o cenário parece não estar a nosso favor, por que não tentar virá-lo? e como tive o apoio fundamental da família...” (Gonçalo Sequeira)

Esmeralda Costa
24 de dezembro de 2011, 18:30

Aprovar que nunca é tarde para mudar, Gonçalo Sequeira, de 48 anos, tirou partido do facto de ter ficado desempregado para ir atrás de um sonho antigo: ter um restaurante. Foi em Santo Amaro de Oeiras, na Quinta dos Sete Castelos, onde brincou mui­tas vezes durante a infância, que concretizou esse desejo, graças a um concurso lançado pela Câmara Municipal de Oeiras. Hoje, é um dos cinco sócios do restaurante Sete Castelos, aberto há sete meses. Um projeto em que tem o apoio incondicional da mulher, Isabel, e dos dois filhos, Vasco e Tomás,
que se envolveram em pleno, dando-lhe propostas entusiastas e criativas, mas também não lhe poupando críticas.
Como surge a mudança da área das energias eólicas para a restauração?
Gonçalo Sequeira – Não só por estar desocupado, mas por achar que o local tem imenso potencial, deixei o ‘bichinho’ da restauração falar mais alto. Perce­bi que era um espaço agradável onde podia realizar o meu sonho. E, assim, juntou-se a necessidade ao agradável e ao útil.
– Então foi a adversidade de ter ficado desempregado que o fez avançar para seu sonho?
– Há alturas na vida em que temos de mudar, e se isto era o meu sonho, algo que sempre quis fazer, por que não? Quando o cenário parece não estar a nosso favor, por que não tentar virá-lo? E como tive o apoio fundamental da Isabel, dos miúdos e dos meus irmãos...
– E porquê a escolha da Quinta dos Sete Castelos?
– Por ser em Santo Amaro de Oeiras, onde vivo. Aliás, moro a dois quarteirões da quinta, vou a pé para o trabalho [risos] e não contribuo para o buraco na camada do ozono. E porque a Quinta dos Sete Castelos é uma pérola no meio de Santo Amaro.
– O facto de estar perto de casa também lhe deve deixar mais tempo para a família...
– Sim, nas horas em que preciso de estar com os meus filhos, consigo fazê-lo. Como o Vasco joga râguebi no Cascais e o Tomás no Belenenses, tento organizar-me para estar presente nos dias dos jogos. Sei que gostam de me sentir ali. A Isabel, por ter um cargo diretivo no BES, tem um ritmo complicado, sempre chegou tarde a casa, mas nos dias em que não há treinos, jantamos sempre os quatro.
– Trabalhar num restaurante provocou mudanças nos seus hábitos alimentares?
– Não. Tanto eu como o meu sócio Nicolau emagrecemos dez quilos [risos]. Provavelmente, daqui a uns meses estamos com 20 quilos a mais!
– Leva receitas para casa?
– Trago receitas de casa para o restaurante. A Isabel cozinha lindamente! Pena tenho eu que ela não esteja aqui...
– E todos participam neste novo projeto?
– Muito. Só assim damos por bem empregues as horas que não passamos juntos. Valorizamos o tempo em família, que é muito bem vivido e de qualidade. Por outro lado, estão todos contentes, até porque assim não estou em casa para os chatear [risos]!

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