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Constança Lino e Nuno Ribeiro da Cunha: "Criar quatro rapazes é divertido"

A arquiteta, de 36 anos, e o ‘private banker’, de 37, são pais de Vasco, de nove anos, José Maria, de seis, Martim, de cinco, e Nuno, de seis meses, e afirmam que a sua vida é uma aventura.

Inês Mestre
24 de dezembro de 2011, 18:30

Vasco, de nove anos, José Maria, de seis, Martim, de cinco, e Nuno, de seis meses, dão alegria e cor à vida de Constança Lino, de 36 anos, e de Nuno Ribeiro da Cunha, de 37. Mas também provocam muita confusão e, de vez em quando, até o caos na casa da arquiteta e do private banker do BIC.
Juntos há 16 anos, Constança e Nuno confessam que gostavam de ter tido uma menina, mas que ter quatro rapazes é muito divertido. Ter uma família grande sempre foi o sonho da arquiteta, e estes quatro filhos foram planeados. Mas diz que vão parar por aqui.
A CARAS esteve em casa de Constança e Nuno, que nos contaram como gerem uma família numerosa e como vivem esta época festiva.
Ter quatro filhos não deve ser fácil. Como são os vossos dias?
Constança Lino
– As crianças, a gestão da escola, da casa e das atividades fica a meu cargo, pois tenho essa possibilidade. A minha profissão permite-me que vá gerindo os projetos que tenho conforme o meu tempo livre, para poder dar-me ao luxo de levar os meus filhos à escola, ir buscá-los às 16h30, chegar a casa e estar a brincar com eles. Porque hoje em dia isso é mesmo um luxo!
E as coisas nunca ficam caóticas?
– Às vezes! Há dias em que estamos mais cansados e as coisas não correm tão bem, mas quando correm bem é fabuloso, divertidíssimo. Eu venho de famílias muito numerosas – da parte do meu pai eram 17 irmãos e da minha mãe 13 – por isso estou habituada a ter muita gente à minha volta.
Calculo que tenham de ser muito organizados...
– Tentamos ser, mas nem sempre conseguimos!
Nuno Ribeiro da Cunha – À medida que vai nascendo mais um filho, a desorganização vai aumentando!
Constança – E também vamos abdicando de manias e de hábitos que tínhamos. Eu sou paranoica com a arrumação e organização e tento descontrair, mas também tenho de  manter as coisas minimamente organizadas  para isto não descambar!
Como é viver rodeada por cinco homens?
– Os miúdos são muito queridos e meiguinhos. E também são bastante descomplicados e sem dramas, comparando com algumas filhas de amigas minhas! Eles são muito brutos, mas, ao mesmo tempo, são uns cavalheiros. Seguram-me a porta, perguntam-me se eu preciso de ajuda com os sacos e eu derreto-me com eles! Adoro andar com os quatro atrás de mim, tipo mãe patinha. Gostava de ter tido uma filha, mas acho que era a ideia de ter uma companhia, pois não tarda muito eles vão sair com o pai para as motas, o râguebi, e eu não tenho ninguém para me fazer companhia nas compras ou no cabeleireiro. Mas eles são todos muito boa companhia.
Nuno – Isso também se aplica a mim, certo?
Constança – Claro! [risos]
Os filhos também podem criar algum stresse numa relação...
– Em termos de educação, estamos sempre em sintonia, e quando um repreende, o outro não desautoriza.
Nuno – E quando um de nós ‘se passa’, o outro acaba por suavizar as coisas e acalmar a situação. Um de nós é sempre o árbitro entre nós e os filhos. O problema é quando vamos os dois ao redline...
Constança – Aí vão os quatro  para o quarto, para nos acalmarmos todos um bocadinho! Mas estamos sempre de acordo em termos de educação.
Como são os vossos Natais?
Nuno –
Passamos o tempo na estrada a tentar estar com a família toda! Acabamos o Natal cansados, porque fazemos cerca de mil quilómetros nestes dias. Mas é bom, porque os miúdos precisam de estar com os avós, tios e primos do meu lado e do lado da Constança. E eles sentem isso, que o Natal não são só os presentes, mas, sobretudo, o estar com a família.
Constança – Eu adoro o Natal, mas acho que é mesmo para as crianças, até porque eles é que têm prazer em abrir os presentes, que muitas vezes não têm de ser coisas grande ou caras.
Nuno – Eu também tenho prazer em abrir presentes! [risos]
Nesta altura de crise, tentam explicar aos vossos filhos que é preciso gerir o dinheiro?
– Estamos a viver tempos difíceis, e isso é mais um desafio na vida de um casal. Nós até temos uma vida simpática, vivemos acima da média da maior parte dos portugueses, mas os nossos filhos não estão habituados a ter muitos luxos. Enfim, têm alguns brinquedos a mais...
Constança –Têm tudo aquilo de que precisam e mais alguma coisa, o que por si só já é um luxo. Mas tentamos explicar-lhes que é preciso poupar, e se eles interiorizarem isso desde crianças, o futuro vai ser mais fácil. Acho que esta crise vai servir para nos abrir os olhos, vai servir para as pessoas acalmarem e pararem com este consumo excessivo e desnecessário.
Qual é a razão do sucesso da vossa relação, que já dura há 16 anos?
– As pessoas não podem desistir à mínima situação de stresse, nem baixar os braços ao primeiro problema. Temos de ter espírito de sacrifício, saber dar a volta às situações e fazer cedências.
Os sentimentos mudam ao longo do tempo?
– Para melhor! Eu digo sempre ao Nuno que gosto mais dele agora do que quando o conheci. E é verdade. Quanto mais o conheço e vejo o pai e marido que ele se tornou e as tais cedências que fez, mais gosto dele. E ele fez muitas cedências desde que nos casámos! Só o facto de dizer que queria dois filhos e deixar-me ter quatro é uma cedência extraordinária! Têm sido 16 anos fantásticos. De ano para ano, a nossa relação vai-se tornando maisestreita e mais cúmplice. Tem sido uma grande aventura.
 

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