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Susana e José Sassetti falam da felicidade da sua grande família

O engenheiro agrónomo já era pai de três raparigas, Maria, de 19 anos, que não esteve nesta produção, Francisca, de 17, e Joana, de 16, quando se casou com Susana, com quem teve três rapazes, Manuel Maria, de oito, Martim, de seis, e Nuno de Santa Maria, de dois. José Sassetti diz que todos se dão bem.

Marta Mesquita
14 de dezembro de 2011, 17:06

José Sassetti cresceu rodeado por seis irmãos e sempre encarou com toda a naturalidade a ideia de ter vários filhos. Quando conheceu Susana, com quem está casado há dez anos, o engenheiro agrónomo já era pai de Maria, hoje com 19 anos, de Francisca, de 17, e de Joana, de 16, das quais a engenheira agro­industrial rapidamente se tornou amiga e cúmplice. Uma relação que não ficou melindrada com o nascimento dos três rapazes que entretanto José e Susana tiveram em comum, Manuel Maria, de oito anos, Martim, de seis, e Nuno de Santa Maria, de dois.
Foi durante uma tarde passada na Ajuda, em Lisboa, que José, Susana e cinco dos seis filhos – à exceção de Maria – partilharam como se vive o Natal numa casa em que não faltam amor e companheirismo.
– Acredito que numa família com seis filhos, o Natal seja uma época vivida com entusiasmo...
José Sassetti – Vivemos muito o espírito do Natal e conseguimos abstrair-nos de todo o ruído que se cria à volta desta época.
Susana – Vivemos o Natal e o advento como católicos. Tentamos parar para perceber aquilo que é mais importante. Nesta altura, fazemos questão de ter o chamado “ami­go secreto”, alguém que temos de mimar e dar atenção durante o advento.
José – Em outubro e novembro  compramos uma lembrança para cada um, despachamos toda a parte material, para depois ficarmos com tempo para viver aquilo que realmente é importante. Depois, passamos a consoada com toda a família – e só do meu lado somos sete irmãos. Para nós, enquanto católicos, é importante viver esta época intensamente e de forma espiritual.
– Como têm tantos filhos, é natural que não os mimem com muitos presentes. Eles aceitam bem isso?
Susana – Eles não são nada exigentes, sobretudo as mais velhas. E tentamos sempre dar-lhes aquilo que querem. Não são miúdas que exijam vestir só roupa de marca, por exemplo.
José – Eles têm noção do que podem pedir. O facto de haver limitações económicas só nos faz bem, porque nos leva a perceber que há coisas mais importantes que o dinheiro não compra, como o espírito de família e o amor que sentimos. A parte material é importante dentro da medida certa.
– O que é o mais gratificante, e o mais difícil no facto de terem uma família numerosa?
– O mais gratificante é ver o quão amigos eles são uns dos outros.
Susana – Há pouco tempo fomos ao teatro e a Joana teve de subir ao palco. Nessa altura, perguntaram-lhe: “O que é o pai para si?” E ela respondeu: “É um exemplo.” São estas as coisas que realmente ficam. Rezamos antes das refeições e percebemos que os nossos filhos são agradecidos pelas coisas que têm. Ter uma família numerosa é ótimo. E é muito bom terem esta diferença de idades, porque eles olham para elas como exemplos.
José – Sou uma pessoa otimista e feliz, por isso encaro as dificuldades como experiências que nos ajudam a crescer. Tirar partido do que é mau é o que nos faz ser melhores. Ainda bem que às vezes erramos, porque é isso que nos permite ir vendo qual é o caminho. Tudo isto para dizer que não consigo ver realmente coisas complicadas nesta experiência de família.
– Quando a Susana conheceu o José, ele já tinha três filhas. Foi fácil conquistá-las?
Susana– Foi um desafio. Ga­nhei imenso com elas, porque são fantásticas. E deu para criar uma relação particular com cada uma.
– Com seis filhos há tempo para criar uma relação exclusiva com cada um?
José – Há tempo e é um privilégio enor­me, porque cada um é único. A minha mãe dizia que tinha sete filhos únicos. E isso é muito enriquecedor, porque temos de mimar cada um à sua maneira, dar o tempo de que cada um precisa... Depois, em termos de organização, também é fácil gerir as coisas, sobretudo porque a Susana é ótima nisso. Até temos uma escala de serviço para sabermos quem põe a mesa ou arruma a cozinha. Um casal com um filho deve ter muito mais rotinas do que nós. Temos uma vida muito intensa.
– E essa gestão permite-lhes tempo para estarem só os dois?
– Há sempre pouco tempo, o que é preciso é aproveitá-lo bem, com qualidade. Tentamos viver o tempo que temos um para o outro de forma intensa e apaixonada. E conseguimos. Agora fomos a Fátima com mais alguns casais e fez-nos tão bem! Foram três dias só nossos.
Susana – É verdade... Temos de criar determinados momentos e não nos perdermos nas rotinas do dia-a-dia.

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