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Mário Soares ‘assume-se’ como um avô muito dedicado aos netos mais novos

O ex-Presidente da República apresentou o seu mais recente livro no CCB.

Marta Mesquita
13 de dezembro de 2011, 11:08

Mário Soares apresentou o seu mais recente livro, Um Político Assume-se, no CCB. Ao longo de centenas de páginas, o fundador do Partido Socialista e o antigo Presidente da República faz uma “reflexão sobre esse longo e conturbado caminho, com altos e baixos, acertos e desacertos, vitórias e derrotas, ao serviço do Povo Português, a que me honro de pertencer” e que resume como “uma espécie de autobiografia política e ideológica”, como explica no prefácio desta obra. Contudo, para além de Mário Soares o político, no dia em que apresentou o livro sobressaiu também o homem e avô, que não se inibe de mostrar as suas emoções em público.
Durante a sessão de autógrafos, os netos mais novos do autor, Jonas, de oito anos, e Lilah, de quatro, filhos de João Soares e Annick Burhenne (João Soares tem mais três filhos de uma anterior relação), estiveram ao pé do avô, que revelou ser bastante carinhoso com eles. Aliás, em declarações à CARAS, João Soares fez questão de sublinhar as qualidades do pai, que sempre soube ser uma figura “presente” e “atenta”: “Sempre foi um pai muitíssimo bom, em relação ao qual não há queixas e só há elogios a fazer. Sempre esteve atento às grandes linhas da nossa educação. O meu pai tem um dos percursos mais ricos da nossa terra. É uma figura marcante deste último século.”
Maria de Jesus Barroso, que está casada com Mário Soares há mais de 60 anos, fez questão de sublinhar a cumplicidade e entreajuda que sempre existiu em sua casa: “Tenho vivido com uma pessoa por quem tenho muita ternura e amizade. Vivi sempre num ambiente muito politizado e por isso foi fácil habituar-me ao estilo de vida do meu marido. Estive sempre ao seu lado em todas as circunstâncias.”
Em jeito de conclusão, Mário Soares partilha no seu livro: “Em dezembro de 2011 farei a bonita idade de 87 anos. Nunca pensei que chegasse tão longe. (...) Nunca pensei na morte – e ainda raramente penso –, mas agora, de vez em quando, vem-me ao cérebro essa ideia. É uma inevitabilidade, quando me vejo ao espelho.”

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