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Carla Matadinho: "Jamais abandonaria o Paulo"

A manequim tem sido um pilar na vida do namorado, Paulo Sousa Costa, após a morte do filho deste.

Andreia Cardinali
13 de dezembro de 2011, 23:57

Desde que se apaixonou por Paulo Sousa Costa, a vida de Carla Matadinho nunca mais foi a mesma. Ao lado do jornalista e produtor conheceu o amor incondicional e tem vivido sentimentos que desconhecia. Um ano depois da morte de Paulinho, filho do companheiro, a manequim tem mostrado uma força inabalável, acompanhando o namorado em todo este percurso que para ambos é de cura, embora, obviamente, de maneiras diferentes. Como seria de esperar, o Natal é uma época que a manequim não faz grandes planos para celebrar e que será, à semelhança do ano passado, decidida em cima da hora.
– Mas já sabe como vão passar esta época, ou deixaram de fazer planos?
Carla Matadinho –
Deixámos de fazer planos. Logo se vê como vamos estar, como é que o Paulo se sente e depois decidir-se-á. Tanto o Natal como a passagem de ano deixaram de ter importância.
– Também para si?
Infelizmente, sim. Era uma época de que o Paulinho gostava muito, era vivida com muita alegria e intensidade, e obviamente isso perdeu-se. Era impossível que assim não fosse. Agora o Natal já não tem significado.
– E tenta contrariar esse sentimento, ou também é impossível?
Tento ser positiva ao máximo, mas acredito que há tempo para tudo. É preciso dar espaço e tempo para que as coisas vão mudando aos poucos.
– O facto de ter estudado psicologia e sociologia tem-na ajudado a gerir esta fase?
Deu-me uma bagagem diferente, claro, mas estudos alguns nos preparam para o que quer que seja. A minha maneira de ser, a educação e as experiências de vida é que me deram alicerces para ter esta força interior.
– Referiu anteriormente que os planos dependem um pouco de como o Paulo se sentir. O seu dia-a-dia e estado de espírito é também influenciado por isso?
É sempre, pois quando amamos alguém, queremos é que essa pessoa esteja bem. Se não o sinto bem, é complicado. Preocupo-me muito com o Paulo e o meu maior sonho era fazê-lo feliz. Claro que absorvo tudo o que ele sente e a forma como se comporta.
– Alguma vez pensou que, de alguma forma, esta perda poderia fortalecer o vosso amor?
Não. A única diferença é que, devido a esta desgraça, as pessoas ficaram mais atentas a nós e perceberam que somos um casal muito unido. Sempre fomos. Sempre passámos o máximo de tempo juntos, sempre tivemos um amor muito grande um pelo outro e nada disso mudou. Temos uma relação forte como tínhamos, mas diferente por ser um momento de luto.
– Sente que as pessoas agora a encaram de outra maneira?
Sim, mas na realidade sempre fui assim. Se não fosse a pessoa que sou hoje e que já era, o Paulo não estaria comigo, não estaríamos juntos há tanto tempo.
– Mas o Paulo agora é inevitavelmente diferente daquele por quem se apaixonou...
Sim, quando um pai perde um filho nunca mais volta a ser a mesma pessoa. É impossível. O Paulo não é exceção. Está lá a essência, mas é uma pessoa diferente e eu continuo apaixonada por ele.
– Quando tudo aconteceu, namoravam há dois anos. O caminho mais fácil seria ter-se afastado e seguido com a sua vida...
Nunca vi as coisas dessa forma, apesar de outras pessoas me terem dito isso. Quando se ama alguém e se tem uma vida em conjunto que outra coisa se pode fazer?! Apesar de estarmos juntos há quase três anos, parece que estamos há bem mais. Sempre disse que este é um processo com o qual temos de lidar e estou aqui para voltar a ter o meu Paulo e um dia sermos novamente felizes. Tudo a seu tempo, mas jamais o abandonaria. Iríamos sofrer os dois, pois amamo-nos e queremos estar juntos.
– Também tem trabalhado com o Paulo na organização de eventos e espetáculos. Como é estarem juntos 24 sobre 24 horas?
É bom, fazemos uma boa dupla. Apesar de trabalharmos juntos, nem sempre estamos no mesmo local em simultâneo.
– A cumplicidade a nível pessoal nunca vos trouxe dissabores a nível profissional?
Tem de haver bom senso e perceção de que não podemos misturar as coisas. Há um equilíbrio saudável.
– A nível de moda também está com bas­tante trabalho: tem feito desfiles, campanhas, publicidade...
Sim. Sempre tive muito trabalho em moda, mas há alturas em que se torna mais visível e de facto tenho feito muitas campanhas. Estou numa fase diferente da minha vida e fico satisfeita por verem cada vez mais em mim uma imagem credível.
Agradecemos a colaboração de: Seat, Pousada do Castelo de Palmela - www.pousadas.pt, Dior e Carlos Filipe.

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