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Patrícia D’Orey: “Sinto-me muito feliz, não posso pedir mais nada ao Pai Natal”

A pintora brasileira recebeu-nos em sua casa, no Porto, na companhia dos três filhos, com os quais vai passar o Natal a Washington.

Joana Brandão
10 de dezembro de 2011, 10:50

Chegou ao Porto com 16 anos, para estudar Gestão Hoteleira e, 20 anos depois, Patrícia d’Orey, que hoje se dedica a tempo inteiro à pintura, sente-se em casa na Invicta. Afinal, é esta a cidade natal dos seus três filhos, José Pedro, de 16 anos, Catarina, de 15, e Mafalda, de 13. Nascidos do seu primeiro casamento, com Marcos Barbosa Leão, são eles a prioridade da pintora, que apesar de viajar com frequência para o Brasil e para os EUA, onde vivem os seus pais, é no Porto que quer continuar.

Numa relação com o arquiteto Pedro Lima há dois anos e meio, Patrícia d’Orey recebeu-nos em sua casa para nos falar deste Natal, que passará em Washington, na companhia dos filhos, do namorado e da sua família.
– Tem família no Brasil e nos EUA. Como vão festejar o Natal?
Patrícia d’Orey – Este ano vamos passar as férias de Natal em Washington. Os meus pais estão lá e eu vou com os meus filhos do Porto e as minhas irmãs vão do Rio de Janeiro e de Miami. É uma época especial, de família, que gosto de passar fora do Porto, porque só assim consigo desligar e descansar.
Nos EUA, as tradições natalícias são diferentes das nossas. Como festejam na vossa casa?
– A minha mãe, como boa portuguesa que é, faz questão de seguir a tradição, e não falta bacalhau nem bolo-rei na mesa. A única coisa diferente são as prendas que, por estarmos todos a viajar, têm de ser pequenas e leves [risos].
– Tem uma relação muito próxima com os seus filhos. É uma mãe jovem e eles estão a atravessar a adolescência. Como tem lidado com esta fase?
– Estou a adorar esta fase deles. Os meus filhos são super divertidos e quando estamos juntos é uma risota. Têm sempre histórias para contar e é muito bom vê-los crescer assim, felizes. Mas também é verdade que estão a ficar independentes... e essa é a parte de que menos gosto. Quando os tive tão seguidos, há 16, 15 e 13 anos, não me lembrei que quando crescessem iam ser todos adolescentes ao mesmo tempo!
– Considera que a curta diferença de idades entre si e os seus filhos é uma vantagem?
– Temos uma relação muito próxima mas, acima de tudo, de muito respeito. Tive sempre o cuidado, por ser uma mãe jovem, de não os deixar abusar nem permitir que eles confundam os papéis. Felizmente, tenho três filhos muito meigos e carinhosos e que me respeitam muito.
– Eles são protetores consigo? Como é a relação deles com o seu namorado?
– São muito protetores, principalmente o Zé Pedro. Felizmente, a relação dos meus filhos com o Pedro é ótima. Ele é muito amigo deles e dão-se todos bem, o que é maravilhoso e me deixa muito feliz.
– A pintura ocupa-lhe cada vez mais tempo. Montar o ateliê em casa foi a opção certa?
– Foi a melhor coisa que fiz, porque todas as funções que tenho de executar podem ser feitas no mesmo espaço. Perdia imenso tempo em viagens e tinha gastos extra que aqui não preciso de ter. Por norma, pinto diariamente, durante o período em que os miúdos estão na escola. Com eles em casa, não me consigo concentrar, há sempre coisas para fazer.
– Parece uma pessoa de bem com a vida...
– Sim, tento ao máximo sorrir para a vida, para a vida me sorrir; trabalhar para colher os frutos, tanto na pintura como nas relações. Tudo dá trabalho, eu não paro um segundo, mas quando deito a cabeça na almofada sinto-me muito feliz. Não podia pedir mais nada ao Pai Natal.

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