Nas Bancas

António Gentil Martins com os netos em tarde solidária

O consagrado cirurgião pediátrico partilhou com dez dos seus 22 netos o seu lado filantrópico, apresentando-lhes os peluches Soft Toys do Ikea em parceria com a UNICEF e a Save The Children, que beneficiará a educação de crianças em todo o mundo

Andreia Cardinali
8 de dezembro de 2011, 10:35

Proveniente de uma família desde há muito ligada à medicina, António Gentil Martins é um dos mais conceituados cirurgiões pediátricos portugueses e um reconhecido especialista em cirurgia plástica, reconstrutiva e estética. Foi presidente da Ordem dos Médicos durante dez anos e criou a primeira Unidade Multidisciplinar de Oncologia Pediátrica a nível mundial, no Instituto Português de Oncologia. É ainda reconhecido o seu lado filantrópico, por isso, aceitou de imediato o convite para fazer parte da campanha Soft Toys do Ikea em parceria com a UNICEF e a Save The Children, que beneficiará a educação de crianças em todo o mundo através da venda de peluches.
Foi junto de dez dos seus 22 netos que o cirurgião, de 81 anos, conversou com a CARAS.
– Com uma vida profissional tão cheia, como consegue ter tempo para oito filhos e 22 netos?
António Gentil Martins –
Quem sofreu muito foi a minha mulher e os meus filhos, e essa é a única coisa de que me penitencio na vida. Quando se é médico, a família é a única entidade prejudicada.
– E enquanto avô, tem sido mais presente?
Não muito. Gosto muito dos meus netos, mas não sou muito presente. Sempre me refugiei um pouco no meu trabalho, pois é uma coisa de que gosto. Depois, também estou envolvido em diversas organizações de solidariedade, pois acho que não devemos viver só para dentro. Aliás, vir ao Ikea com os meus netos é mais por causa disso, devido à campanha dos peluches. Tenho o desejo de ajudar e para isso estou sempre disponível.
– Esse lado solidário foi transmitido aos seus filhos e netos?
Em parte. Eles são todos muito diferentes, mas são todos boas pessoas, sérias, trabalhadoras e preocupadas com os outros. Hoje em dia, as pessoas não são só fruto do exemplo da família, embora eu continue a acreditar que esta seja a base de tudo. Agora as pessoas pensam que só têm direitos e esquecem-se de que têm deveres.
– Referiu que não é muito presente enquanto avô, mas como é a sua relação com os seus netos?
Quando estou com eles é ótima. Tenho uma vida ainda bastante ocupada e confio mais que os pais tratem deles. Gosto muito de estar com eles, mas não tenho muito tempo. Graças a Deus não sou reformado, vejo bem, a mão não treme, por isso, vou operando e acho que enquanto estiver assim não devo parar.
– Costuma intervir na educação dos seus netos ou acredita que essa função pertence somente aos pais?
Ninguém é infalível, mas acho que temos obrigação de de­fender aquilo em que acreditamos. Como nem se­quer estou muito presente, são basi­camente os pais, e acho que assim é que deve ser.
– Alguma vez a sua família lhe cobrou o tempo que dedica aos outros?
Sinceramente, nunca foram egoístas a esse ponto. Tento dar-lhes o tempo que penso que eles precisam e sempre aceitaram o que posso fazer. Tenho tido muita sorte.
– Como vai ser o vosso Natal? Presumo que seja difícil reunir toda a família...
Pois, é bastante difícil. Nor­malmente vemo-nos por grupos. Penso que vai ser o chamado Natal partilhado, mas na verdade ainda não está decidido.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras