Nas Bancas

João Nabais: “Estar nas mãos do aleatório é estranho e medonho”

Depois de se ter despistado na A1, a caminho de Coimbra, o advogado foi atropelado por outro automóvel. Desde então, tem estado internado em Santa Maria.

Redação CARAS
3 de dezembro de 2011, 14:55

No passado dia 21, JoãoNabais sofreu um despiste na A1 a caminho de Coimbra e assim que saiu doautomóvel para colocar o triângulo de sinalização foi atropelado. O advogadofoi de imediato levado para o Hospital de Coimbra, de onde foi transferido nodia seguinte para o Hospital de Santa Maria, onde permanecerá mais trêssemanas. Apesar de não correr perigo de vida, João sofreu múltiplas fraturas,nomeadamente em duas costelas, na zona do sacro na parte posterior da bacia, nazona pélvica, no perónio esquerdo, e um esfacelamento na cabeça, na zonafrontal, que o obrigam a estar em repouso absoluto, daí a razão do seuinternamento. Desde então, o advogado tem contado com as visitas regulares doscinco filhos, Tiago, de 33 anos, Sérgio e Diogo, de 27, Ana,de 22, e Martim, de 11.
Dias depois, foi com a boa disposição que o caracteriza que João conversou coma CARAS e contou como tem vivido estes últimos dias.
– Foi um grande susto...
João Nabais – Muitíssimo grande, terrível mesmo.
– Apesar das fraturas, não foi operado...
Não fui operado nem se prevê que seja, pois felizmente as fraturas sãoconsistentes. Com muito repouso e sossego tendencialmente tudo irá ao lugar.Não me posso mexer e tenho de estar sossegadíssimo. Presumo que possa vir aprecisar de fisioterapia, mas neste momento estou somente engessado na perna.
– Quando tempo deverá ficar internado?
Em princípio, três semanas, mas logo se verá. Estou a contar já estarem casa no Natal.
– Sendo um homem tão ativo, deve ser difícil estar quase imobilizado...
Custa um pouco, mas além de aproveitar para descansar, tenho tambémalgumas coisas com que me entreter. Também tenho encontrado pessoas muitosimpáticas e o tempo acaba por passar com alguma tranquilidade. Felizmente,isto não é propriamente um tormento nem um martírio.
– Para os seus filhos também deve ter sido complicado...
Claro que sim. Eles têm sido fantásticos, muito atenciosos e têm vindovisitar-me sempre com boa disposição, o que é ótimo.
– Acha que terá receio de voltar a conduzir?
Acredito que não vou ter receio de conduzir, pois acho que este é,sinceramente, um assunto que na minha cabeça está resolvido. É evidente que sóquando for confrontado com a situação concreta saberei, mas não me parece queisto me tenha deixado alguma marca psicológica.
– Temeu o pior?
Sim, cheguei a temer o pior. Quando me despistei no meio do granizo, sim.O carro ficou completamente descontrolado, embati em tudo o que era sítio e umapessoa tem noção de que só vai parar quando tiver de ser. Estar nas mãos doaleatório é estranho e medonho.
– Sendo um homem tão dedicado à carreira e a viver sempre intensamente, esteacidente poderá fazê-lo relativizar determinadas coisas e até tornar-se maisatento à família?
– Sempre fui preocupado, atento com os meus filhos e um pai presente, masjulgo que irá mudar algumas coisas na minha vida, até porque aprendemos semprecom este género de situações.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras