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Ellen Hansén: Uma sueca apaixonada por Portugal

A representante da marca 'Odd Molly' no nosso país abriu as portas da sua casa e posou ao lado das filhas, Filipa e Katerina.

Marta Mesquita
3 de dezembro de 2011, 09:21

Portugal entrou na história de Ellen Hansén quando tinha apenas dois anos. Expressiva e muito emotiva, a menina sueca identificou-se de imediato com este país latino, que anos mais tarde se tornou a sua casa. Já mulher, Ellen conheceu Luís Mesquita, um empresário português por quem se apaixonou à primeira vista. “O meu marido é o homem por quem esperei a minha vida inteira”, explica a representante da marca de roupa Odd Molly em Portugal. Depois de alguns anos sem filhos, há nove anos foram pais de Katerina e há sete de Filipa, que, segundo a mãe, “têm muito mimo, mas não são crianças mimadas”. Foi precisamente na companhia das filhas que Ellen abriu as portas da sua casa, em S. Pedro do Estoril, e partilhou a sua história de vida, que tem sido escrita em duas línguas diferentes, mas sempre com muito amor.
– Durante vários anos o seu pai trabalhou em Portugal e, por isso,  a Ellen e a sua família vinham cá muitas vezes. Como é que foi a vossa adaptação a um país latino?
Ellen Hansén
– Para mim e para o meu pai foi muito fácil, porque nunca nos sentimos muito suecos. Também não me sinto portuguesa... Acho que sou uma cidadã universal.
– Porque é que não se sente sueca?
– Não sei... Eu gosto muito de expressar as minhas emoções, o que não é muito comum na Suécia. Eu adoro os suecos, mas acho que têm uma atitude mais rígida perante a vida. E a Suécia não tem a luz de Portugal, que é única. Acho que aqui sente-se mais a vida.
– Por isso, depois de vários anos entre Portugal e a Suécia, decidiu mesmo vir morar para cá...
– Sim. Estava decidido que ia acabar o 12.º ano na Suécia e viria para cá. Infelizmente, o meu pai morreu três meses antes, mas eu vim na mesma. Estive cá quatro anos, mas acabei por regressar ao meu país para tirar o curso de professora. Trabalhei lá durante três anos e depois regressei a Portugal. Entretanto, fui estudar para Los Angeles, mas continuei a vir a Portugal e foi numa dessas visitas que conheci o meu marido. Aí, percebi logo que queria que ele fosse o pai dos meus filhos.
– Entre si e o Luís foi amor à primeira vista?
– Pode dizer-se que sim. Eu estava num restaurante com uma amiga e ela disse-me que um amigo vinha jantar connosco. Ele estava a chegar, olhei para a porta e não o vi, porque só via uma luz! Estranhíssimo! Estivemos a falar a noite inteira. Foi uma paixão imediata, mas serena. Namorávamos há três semanas quando o meu marido me pediu em casamento! Mesmo assim, achei que ele demorou muito a fazer o pedido, porque para mim era óbvio que tínhamos de ficar juntos.
– O que é que a levou a acreditar que aquele português era o homem da sua vida?
– Sigo sempre a minha intuição e com o Luís nunca hesitei. Somos completamente diferentes, mas entre nós foi sempre tudo muito natural. O meu marido é o homem por quem esperei a minha vida inteira. Passados 11 meses de namoro, casámo-nos.
– Estiveram alguns anos sem filhos. Foi importante viverem esse período dedicados um ao outro?
– Foi muito importante, porque foi quando construímos os pilares para a relação que temos hoje. Na altura, queríamos logo ser pais, mas tivemos de esperar porque tive um problema de tiroide. Os filhos dão uma volta incrível à nossa vida e trazem-nos muito amor, mas nunca mais temos o mesmo espaço para o casal.
– E depois, foi fácil passar a ser mãe?
– Quando eu e as minhas amigas andávamos na escola e nos perguntavam o que queríamos ser quando crescêssemos, elas respondiam que queriam ser médicas ou enfermeiras e eu dizia que queria ter filhos. Eu nasci mesmo para ser mãe. É a função mais importante da minha vida e é também a mais difícil. É o que nos dá mais alegria e trabalho. Somos muito gratos pelas nossas filhas.
–O que é que lhes transmitiu da Suécia?
– Muita coisa. Para já, as mi­nhas filhas são bilingues e andam na escola sueca. Depois, tento ter com elas os horários suecos, que implica deitarem-se e levantarem-se mais cedo. E gostava muito que elas fossem fazer a faculdade em Estocolmo.
– E o que é que importa para Portugal do Natal sueco?
– Só o fiambre sueco, que é obrigatório no Natal. Depois, os presentes são abertos um a um e todos comentam. Não abrimos os presentes ao mesmo tempo, como se faz em Portugal.

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