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Ao lado da filha, Inês, São José Lapa apresenta a neta

A atriz e a filha partilharam como têm sido as primeiras semanas ao lado de Beatriz.

Marta Mesquita
1 de dezembro de 2011, 18:33

São José Lapa sempre teve uma relação muito próxima com a sua única filha, Inês, que nasceu do seu casamento com o encenador Alberto Lopes. Agora, a atriz tem mais uma mulher na sua vida, a neta Beatriz, que nasceu no dia 29 de setembro. Apesar de não ser a “típica avó”, a fundadora do projeto cooperativo Espaço das Aguncheiras, que funciona perto do Cabo Espichel, adianta que quer “participar o mais possível na vida da Beatriz.”
Foi durante uma tarde passada em casa de Inês e do ator Rui Pedro Cardoso que a CARAS ficou a conhecer Beatriz e a esfera de afetos que a rodeia.
– Como se sente por já ser avó?
São José Lapa
– Sinto que estou velha! [risos] É uma verdadeira alegria  ver que a criança ao fim de um mês está a crescer de forma tão saudável, porque a minha filha lhe deu de mamar. O meu pai dizia que a primeira coisa que via nas filhas quando nasciam era se tinham os dedos todos e se respiravam.
– E é mais uma menina...
– É verdade. Confesso que preferia um rapaz, porque já temos muitas mulheres na família! E assim não se continua com o nome! [risos] Gostava de ter um rapaz... Quando a Inês nasceu, eu estava cheia de dores, e à primeira vista, achei que era um rapaz e fiquei toda feliz!
– Como tem acompanhado este primeiro mês da vida da Beatriz?
– Ela é uma bebé maravilhosa. Adoro estar com ela e fazer-lhe aquelas massagens na barriguinha por causa das cólicas. Não passo a vida em casa da minha filha, porque tenho as minhas próprias coisas do outro lado [o Espaço das Aguncheiras, em Sesimbra]. Mas quero ajudá-los no que for preciso e no que puder. Quero participar o mais possível na vida da Beatriz.
Inês Lapa Lopes –  A minha mãe não é uma avó nada chata. Ela queria estar mais presente, mas também devido às solicitações da vida, não é possível. Ela não é a típica avó que vem para a nossa casa e fica cá.
– E para a Inês é bom ir aprendendo a lidar com a bebé sem estar sempre a ouvir conselhos de outras pessoas...
– Sim e não é possível de outra maneira. Não tinha o grande desejo de ser mãe, nunca tive. Mas quando a Beatriz nasceu, ao olhar para ela, fiquei apaixonadíssima. É mesmo uma paixão. Nesta fase, sou eu que tenho de estar com ela o tempo todo!
São José – A Inês tem sido uma mãe maravilhosa! Ela está a gostar muito de conhecer a Beatriz e está sempre com ela. É uma bênção. E não é uma mãe muito stressada e preocupada com tudo.
O que é que a fez então mudar de ideias e querer ter um filho?
Inês
– Durante muitos anos, não queria mesmo ter filhos, porque fazemos tanto mal ao nosso planeta que não achava correto pôr uma criança no mundo que viria a sofrer com os erros que temos cometido. Mas depois deve ter havido qualquer mudança hormonal em mim, pois, apesar de tudo isto, quis engravidar. E nasceu esta coisa linda!
– E sente que mudou enquanto pessoa?
– Sim. Agora sinto uma ne­cessidade de fazer planos a longo prazo e antes nunca os tinha feito. Mesmo quando estava grávida, percebi que tinha de mudar nesse aspeto.
– Que tipo de valores ou de atitudes a São José passou à Inês e gostaria de ensinar à sua neta?
São José
– O principal é sermos verdadeiros, honestos, amigos e solidários. Uma coisa que me faz confusão é ouvir algumas pessoas dizerem que acham estranho ser-se amigo dos filhos... Não percebo então qual o conceito de amizade que têm! Eu não poderia nunca deixar de ser amiga de alguém que dei à luz. Quando já temos filhos adultos, podemos partilhar tudo com eles, porque tudo pode ser discutido.
– Este primeiro mês é de en­cantamento, mas acredito que também exija uma grande adaptação por parte dos pais...
Inês
– Há algumas coisas com­plicadas... Estamos a lidar com uma pessoa muito pequena, que não conhecemos. Ela esteve dentro de mim, mas ainda não a leio totalmente. O primeiro mês é uma altura de descoberta.  Se ela chora e eu não percebo porquê, entro em pânico. Mas é uma bebé muito querida, só chora quando está com as cólicas. É um encanto.
– São uma família que vive muito a época de Natal?
– Durante alguns anos fizemos caminhadas no dia de Natal. Íamos um grupo de amigos e fazíamos um piquenique. Mas a consoada costumamos passar com o lado do meu pai.
– Em termos profissionais, estão muito dedicadas ao Espaço das Aguncheiras, um projeto de intervenção cultural. A São José não quer voltar à televisão?
São José
– Tenho tido alguns convites, mas infelizmente não tenho participado, porque na altura que surge a oportunidade já estou envolvida noutras coisas. Mas sempre que puder, aceito. De facto, centro-me muito no Espaço das Aguncheiras. O ano passado fizemos um trabalho que se chamava Porque Vale a Pena Viver e que nos deu muito gozo. Em princípio vamos avançar para o Porque Vale a Pena Viver II. Depois, continuamos um projeto com as escolas do concelho de Sesimbra. O panorama económico obriga-nos a fazer as coisas com muita criatividade.

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