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Gabriel e Sílvia Marques têm este ano um menino Jesus em casa: A filha Maria

O casal de manequins antecipou o primeiro Natal da filha mais nova, Maria, que nasceu prematura, no dia 4 de Maio. Com a ajuda da mais velha, Carolina, Gabriel e Sílvia preparam uma festa especial em família.

Joana Brandão
30 de novembro de 2011, 13:41

No final de dezembro comemoram oito anos de casamento e são muito os motivos que Sílvia e Gabriel Marques têm para festejar. Ultrapassado o grande susto que viveram em maio, quando a sua segunda filha, Maria, nasceu prematuramente, às 30 semanas de gestação, com apenas 1,400 quilos, o que a obrigou a passar o primeiro mês e meio numa incubadora, o casal de manequins encara agora com positivismo o futuro. Um otimismo para o qual contribui, também, a alegria e energia de Carolina, a filha mais velha, que queria muito ter irmãos e está sempre atenta a Maria e pronta para ajudar os pais a tratar da bebé.
Cada vez mais apaixonados, Sílvia e Gabriel Marques contaram à CARAS como viveram os últimos meses e anteciparam o primeiro Natal de Maria, que vai ser passado em casa dos pais de Gabriel, e como Carolina está entusiasmada com a ideia de poder partilhar esta época festiva com a irmãzinha.
Depois da angústia que vi-veram com a Maria, esta quadra vai certamente ter um sabor muito especial para a vossa família?
Sílvia –
Sim, vai ser um Natal muito especial. A Carolina adora esta época e este ano temos um Menino Jesus de carne e osso! Ela já está excitadíssima por ter de escrever ao Pai Natal por ela e pela irmã e anda a pensar no que vai pedir para a Maria...
Estes seis primeiros meses da Maria devem ter sido difíceis...
– Apesar de tudo correu bem e os dias de angústia já terminaram. Mas não desejo o que nos aconteceu a ninguém, foi muito complicado. Os médicos já nos tinham avisado que a Maria podia nascer antes do tempo, mas nunca imaginámos que fosse tão mau. Quando a vimos pela primeira vez, na incubadora, nem quis acreditar que era a minha filha, tinha 30 centímetros e 1,400 quilos. Naquele momento dava tudo para que ela ficasse bem.
Durante quase dois meses, tiveram que deixar a vossa filha no hospital, não a puderam levar para casa. Como lidaram com isso?
– Foi complicado, porque deram-me alta e eu não pude levá-la para casa e nem sequer me deixavam dormir lá. Ou seja, só podia estar com ela das oito à meia-noite, depois tinha de ir para casa.
Gabriel Esta experiência fez-nos crescer. Todos os dias, quando chegávamos ao hospital, havia uma novidade na recuperação da Maria. Felizmente, nunca houve regressão no desenvolvimento dela. As últimas semanas foram as mais complicadas, porque já a víamos melhor e queríamos levá-la para casa! Mas ela só saiu com o tempo com que deveria ter nascido e, graças a Deus, está tudo bem.
Emocionalmente, deve ter sido uma fase muito complicada para vocês, principalmente para a Sílvia. Foi uma prova de fogo à vossa união?
– Foi um susto grande, mas felizmente correu tudo bem. Não foi fácil, por tudo o que a Sílvia já disse, mas conseguimos manter-nos unidos ao longo de todo o processo e foi gratificante, porque os resultados eram diariamente animadores. À nossa volta víamos situações menos felizes, nas quais acabámos por nos envolvermos emocionalmente, porque passávamos ali muito tempo. E quando as coisas não corriam tão bem com os que estavam ali connosco, nós também sofríamos. Mas tivemos muita sorte, apesar de tudo. Por isso, quando a Maria teve alta resolvemos ir para o Algarve uma temporada, para recuperarmos em família. E fez-nos muito bem.
– Como explicaram à Carolina o que aconteceu à irmã?
– Tivemos alguma dificuldade. Queríamos levar a Carolina ao hospital para conhecer a irmã, mas achámos que se a mim me tinha custado tanto ver a Maria naquela situação, para a Carolina seria ainda mais traumatizante. Acabámos por falar com os pediatras e eles aconselharam-nos a não deixar a Carolina ver a irmã assim.
Sílvia – Ainda por cima foi ela que nos pediu muito uma irmã... E tinha ali o sonho concretizado... Por isso, só foi ao hospital quando a Maria já estava quase a ter alta. Quando a viu, começou a chorar, foi muito bonito. São momentos que não se explicam, sentem-se, e que nos encheram de alegria.
Passar por isso numa fase como o pós-parto, em que uma mulher já esta normalmente mais vulnerável, deve tê-la fragilizado muito. O Gabriel apoiou-a nessa fase?
– Se eu já gostava do Gabriel, agora gosto mais ainda. Naquele período ele teve que trabalhar pelos dois, teve que tratar da Carolina e da casa, porque eu estava sempre no hospital, e teve que me apoiar a mim. Foi muito difícil e ele foi extraordinário.
Gabriel – A Sílvia está de parabéns. Isto afetou-a muito e podia ter ficado com depressão pós-parto, mas não, está cada vez mais forte. É uma supermãe! Foram dias muito intensos, que ultrapassámos em família, os quatro.
Sílvia – E ficámos ainda mais fortes e unidos. Não é só paixão e amor, simplesmente não conseguimos viver um sem o outro. Vivemos momentos únicos e o resto são pormenores.
– E a Carolina, como recebeu a Maria? Ela parece estar sempre atenta à irmã e pronta a ajudar...
A Carolina está encantadíssima com a irmã. Se pudesse não ia para escola para ficar com a Maria. Diz que é o sonho dela, isso acontecer um dia. Aliás, nós decidimos ter a Maria para dar um irmão à Carolina, que nos estava sempre a pedir. E sim, ela delira com a irmã. São as nossas princesas, a alegria da casa.
– Entretanto, já voltou ao trabalho e, apesar de ter engordado 26 quilos na gravidez, conseguiu recuperar a forma. Foi fácil?
– Não foi nada fácil, mas agora sinto-me bem...
– Gabriel – Ela podia ter começado a trabalhar mais cedo, porque recuperou muito depressa, mas a Sílvia é muito exigente com ela própria.

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