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Viviane abriu as ‘Gavetas do Amor’: “Queria misturar os universos musicais que fazem parte de mim”

A CARAS falou com a cantora no Porto a propósito da apresentação do seu mais recente trabalho a solo, 'As Pequenas Gavetas do Amor'.

Joana Brandão
23 de novembro de 2011, 01:25

Da cidade francesa de Nice, onde nasceu, Viviane mudou-se, aos 13 anos, para o Algarve. E foi nesta região que, há 20 anos, iniciou com o companheiro, Tó Viegas, a sua carreira musical, formando os Entre Aspas. Peculiar na forma de interpretar canções, Viviane estreou-se a solo em 2005 com Amores Imperfeitos e desde então é em nome próprio que tem vingado. Seguiu-se o homónimo Viviane, em 2007, e o convite para integrar o projeto Rua da Sauda-de, ao lado Mafalda Arnauth, Susana Félix e Luanda Cozetti. No Porto para apresentar o seu mais recente trabalho a solo, As Pequenas Gavetas do Amor, a cantora conversou com a CARAS sobre os seus 20 anos de carreira, mostrando-se realizada profissional e pessoalmente. Com graça, conta que o filho, Rafael, de oito anos, distingue a mãe da Viviane artista.
– Prepara-se para apresentar As Pequenas Gavetas do Amor ao vivo em Lisboa, Porto e Faro. Como descreve estas ‘gavetas’?
Viviane – É um álbum muito importante na minha carreira, talvez por ser o terceiro. O três é um número especial para mim. A temática do disco é o amor e as suas diferentes formas: o amor que sentimos pelos outros, o amor que sentimos pela natureza, o amor que devemos descobrir e colocar em cada coisa que fazemos, em cada momento que vivemos.
– Vinte anos depois de se ter estreado na música, com os Entre Aspas, hoje é a sua carreira a solo que a realiza?
– Há já alguns anos que tinha ideia de fazer música em nome próprio, para poder misturar todas as influências e universos musicais que fazem parte de mim.
Tem uma forma peculiar de cantar, interpretar os poemas, também graças ao sotaque algarvio. É intencional o destaque que dá a cada palavra?
– A palavra é importantíssima no meu trabalho. Já a minha forma de cantar é a soma de várias experiências que tenho vindo a acumular ao longo destes 20 anos. Confesso que tenho muita influência do fado e da chanson francesa, que têm uma grande carga emocional. A soma de tudo isto faz com que tenha esta forma de cantar. E fico muito contente, porque sinto que as pessoas me identificam pelo meu timbre. Sempre procurei o meu estilo e é muito gratificante saber que o encontrei.
Como tem sido manter uma carreira musical a partir do Algarve?
– Gosto de descentralizar. Por isso, fazer esta entrevista no Porto é muito bom, porque normalmente faço-as em Lisboa. Ao contrário do que acontecia há 20 anos, hoje já consigo trabalhar e fazer as minhas coisas a partir de casa. Não trocava por nada a qualidade de vida que tenho no Algarve. Vivo na casa que era dos meus avós e tenho lá o meu estúdio de gravação. Aquele espaço é minha cara, só me sinto bem ali, lá sou feliz.
– Como é que o seu filho lida com a popularidade da mãe?
– Ele não gosta de partilhar a mãe com as outras pessoas. Às vezes as pessoas dizem-lhe que me viram no jornal ou numa revista e ele distancia-se, diz que não é a mãe dele. Sei que ele está atento às coisas, mas é reservado, não gosta de mostrar os sentimentos e eu respeito isso. Acho piada porque ele não usa os pais como vaidade. Na maior parte das vezes são os amigos que falam dele como o filho da Viviane, e ele fica muito envergonhado.
– Com os Entre Aspas nasceu também a sua história de amor com Tó Viegas. Como é partilhar a vida pessoal e profissional com o seu companheiro?
– Estamos juntos há 21 anos e é giro, porque é o meu cúmplice. Há respeito pelo espaço de cada um e trabalhamos em conjunto sabendo o que cada um quer fazer. Mas o importante é que chegamos sempre a uma conclusão comum, que é a melhor. Gosto muito de trabalhar com ele e há uma confiança extrema.

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