Nas Bancas

Manoel de Oliveira recebe doutoramento honoris causa

“O meu ofício é o cinema e fico orgulhoso quando é reconhecido”.

Joana Brandão
23 de novembro de 2011, 16:10

A dias de comemorar 103 anos – a 11 de dezembro –, Manoel de Oliveira recebeu o doutoramento Honoris Causa da Universidade Portucalense e viu ser criada, pela primeira vez, uma cátedra com o seu nome: a Cátedra Manoel de Oliveira de Cultura e Criatividade. Com as atenções concentradas em si, o realizador declarou: “O meu ofício é o cinema e fico orgulhoso quando é reconhecido. Ainda para mais por ser na minha cidade.” Depois, este apaixonado pela arte em que trabalha há 80 anos, defendeu: “É uma invenção extraordinária, a que mais se aproxima da vida. Alguém disse, certa vez, que o cinema é o espelho da vida e não posso deixar de lhe dar razão.”
Ativo e cheio de projetos, o mestre aproveitou ainda para falar da sua mais recente obra, O Gebo e a Sombra, uma adaptação de um conto de Raul Brandão. Crítico em relação à falta de apoios estatais, o mais antigo realizador do mundo em atividade concluiu: “Ajudar o cinema não é nenhum favor. É uma obrigação. Na Grécia Antiga, o Estado pagava às pessoas para assistirem às peças. Fazia-o porque sabia que as artes contribuem para a formação do indivíduo.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras