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Helena Coelho: “Não sinto aquela pressão dos 30 para casar ou ter um filho. Já fiz tudo isso”

Aos 30 anos, e com uma filha, Mariana, de dez anos, Helena Coelho acredita que ainda pode voltar a casar-se e ter um segundo filho, mas diz que não vive obcecada com essa ideia.

Rodrigo Freixo
15 de novembro de 2011, 11:10

Já foi casada, tem uma filha, Mariana, de dez anos, e coleciona sucessos a nível pessoal e profissional. Aos 30 anos, Helena Coelho pode simplesmente... voltar a fazer tudo isto de novo. A modelo e apresentadora parece ter atingido uma fase de grande serenidade e apesar de não falar sobre a sua vida emocional, deixando a dúvida se está apaixonada, também não põe de parte possíveis projetos a dois. A CARAS esteve com Helena na apresentação do sistema de engomar PerfectCare, da Philips, o que se tornou num pretexto para uma conversa mais alargada sobre a sua vida.
– Normalmente ouvimos outros a falar sobre si... Desta vez gostava que fosse a Helena a caracterizar-se a si própria.
– Odeio falar sobre mim, essa é uma das minhas principais características, e, sobretudo, ter que me adjetivar. Quando os outros falam sobre mim não me importo nada, cada um tem direito à sua opinião. Eu sou o que sou e estou segura disso, e cada um pensa de mim o que quiser.
– Tem feito alguns trabalhos mais ousados, nomeadamente para marcas de lingerie, em que a sua imagem fica literalmente espalhada pelo país... Não é difícil supor que terá ouvido comentários mais atrevidos...
– Penso que recebi alguns co-mentários normais para uma rapariga que está em lingerie espalhada pela cidade... são ossos do ofício. Mas no fundo não recebi muitos comentários desagradáveis, pelo contrário. E os mais agradáveis que tive vieram de mulheres, o que é ótimo, porque quer dizer que o objetivo foi cumprido e que a mensagem chegou à consumidora final.
– Nessas sessões fotográficas que faz, já não existem muitos segredos para si...
– Depende. Cada produto e marca tem as suas características e eu faço questão de experimentar o produto antes de decidir se vou fazer a campanha.
– Não é só o dinheiro que conta nestas coisas...
– Não. Se estou a vender alguma coisa, tenho que acreditar no que estou a vender, ou não é honesto da minha parte.
– Desta vez encontramo-la a apresentar um ferro de engomar, um produto destinado a donas de casa. Considera-se uma boa dona de casa?
– Sou uma ótima dona de casa. Adoro fazer tudo o que tem a ver com organização, arrumação, decoração. E agora tenho muito mais tempo para isso, o que é ótimo. E este produto da Philips é fantástico, porque eu gosto de passar a ferro, adoro cuidar das minhas coisas. E com estas novas tecnologias é tudo muito mais fácil.
– E quando se trata de engomar camisas de homem? Sempre ouvi dizer que era um drama...
– [risos] Eu tenho várias camisas de homem que uso e nunca foi um drama passá-las.
– E de outras pessoas?
– Também passo, as da minha filha [risos].
– Essas não são de homem...
– Mas são camisas... [risos]
– Pronto, vamos ser diretos: como está a sua vida sentimental?
– Isto é sempre um jogo de troca de palavras não é? Passa, finta, passa, finta e eu tenho que dizer que a baliza está fechada.
– Está solteira?
– Não vou dizer nem que não nem que sim.
– Mas está feliz?
– Estou muito feliz. Sou uma pessoa de sorte, tenho momentos de grande felicidade e muitas oportunidades para isso.
– Pode entender-se que encontrou a pessoa certa para estar a seu lado?
– [risos] Tenho tido sempre as pessoas certas a meu lado ao longo da minha vida. Isso é muito bom.
– A sua filha está quase a entrar numa idade complicada...
– Não, ainda tem dez anos. É muito querida, uma criança cheia de responsabilidade e com grande consciência. É uma grande companheira.
– E já começa a dar mais atenção à profissão da mãe, a imitar poses ou algo do género?
– Não, não é nada de fazer poses. É muito feminina, mas não muito vaidosa. Não dá grande importância ao meu trabalho. Ela tem noção de que o meu trabalho tem alguma exposição, mais não seja pelos colegas de escola que lhe dizem que me viram na televisão, por exemplo. Mas na verdade não falamos muito sobre isso.
– Falam sobre quê?
– Falamos sobre outras coisas: a escola dela, os amigos dela... Damos grandes passeios e falamos muito sobre a natureza. Depois, ela tem uma queda muito grande para a poesia, e escrevemos muito juntas. E questiona-me muito sobre temas da atualidade.
– Assusta-a vê-la crescer, sobretudo nesta fase, em que tudo parece mais rápido?
– Assusta-me pensar que quando chegar aos 35 anos a minha filha terá 15 e poderá trazer um namorado a casa. Para isso é que acho que não estou preparada. Sei que faltam cinco anos, mas passam num instante.
– Mas ter sido mãe cedo também terá vantagens...?
– Tem vantagens ter sido mãe nova porque chego aos 30 anos e tenho uma filha com dez anos, tenho a minha independência e não preciso de quase nada, a não ser alguma coisa que possa acrescentar algo à minha vida. Mas tem que ser algo positivo, ou ponho logo de parte. Já não sinto aquela pressão típica das mulheres de 30 para ter um filho ou casar-me. Já fiz tudo isso.
– O que lhe falta, então?
– Não sou muito de pensar no que me falta. Vou vivendo o momento. Tenho as minhas ambições, claro, mas a vida tem mais prazer quando é vivida de objetivo em objetivo.
– A ausência do pai no crescimento da sua filha tornou-as mais próximas?
– O pai tem, obviamente, o papel dele e ela gosta muito do pai. Mas vivemos sozinhas há dez anos e na verdade nunca senti que tivesse que fazer o papel de mãe ou de pai. Mesmo com o pai ausente, porque vive fora, nunca senti que tinha que fazer algum papel especial.
– Gostaria de voltar a ser mãe?
– Gostava muito de voltar a ser mãe, mas se não acontecer, fico feliz na mesma, porque já tenho uma filha linda.
– E voltar a casar?
– Não sei. Quem sabe? Nunca se diz não.
– A entrar nos 30 começa a sentir-se mais preocupada com a boa forma, a imagem?
– Nunca me preocupei, sempre comi tudo o que queria. Até ao dia em que se faz 30 anos e se pensa que se calhar a lei da gravidade não vai permitir que eu continue a ter esse tipo de alimentação. Posso dizer que estou a começar a pensar em preocupar-me com esse tipo de cuidados.
– A idade não a assusta?
– Há mulheres com rugas tão bonitas e uma beleza tão forte, mesmo sendo mais velhas, que não consigo ter medo da idade. Já sabemos que vai ser assim, por isso, para quê preocuparmo-nos?

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