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Lourenço Ortigão: “Sem o apoio dos meus pais nunca teria sido ator”

O ator explica, em entrevista, como trocou uma carreira na área da gestão pela representação, fala do passado, do futuro e da namorada, Sara Matos

Redação CARAS
7 de novembro de 2011, 11:14

No meio em que foi educado, a representação não era propriamente uma opção, mas no seu íntimo Lourenço Ortigão sempre sonhou ser ator. Contudo, os estudos sempre foram prioridade máxima e, no seu caso, o curso de Gestão era o objetivo. Era e é, pois Lourenço tem conseguido ‘gerir’ a sua vida de forma a conciliar tudo com o sonho da representação. Há pouco mais de dois anos, um amigo levou-o a um casting para os Morangos Com Açúcar, foi escolhido e, desde então, não pensa noutra carreira. Ainda assim, garante: “Vou acabar o meu curso, mais tarde ou mais cedo, mas vou acabar”. E, com 22 anos, não é só profissionalmente que Lourenço tem sucesso. Tornar-se ator permitiu-lhe, também, conhecer aquela que é hoje sua namorada, a atriz Sara Matos, de 21 anos, com quem assume ter uma relação estável e que prevê duradoura.

– Foi fácil convencer a sua família de que o seu futuro podia passar pela representação e não por uma carreira de gestor?

Lourenço Ortigão – A minha família queria que eu tirasse o curso, estava no terceiro ano da faculdade, era inconcebível desistir. Consegui, então, fazer um género de um pacto com os meus pais, que foi garantir-lhes que ia acabar o curso. Eles confiam em mim e sabem que eu não tomaria uma decisão levianamente. Temos uma relação muito próxima, assente numa base muito forte e mútua de confiança. E se não tivesse o apoio dos meus pais nem sequer tinha aceite qualquer papel na área da representação.

– Vive muito em torno da sua família, tem uma educação muito tradicionalista nesse campo, não?

– Sim. Tive a sorte de ter os meus pais como base de referência para o que quero e sou ou quero ser. Ouço muito a opinião deles, tanto a nível profissional como pessoal, e é muito importante para mim poder contar sempre com eles, até porque foram esses os valores que me transmitiram. Os valores de duas pessoas que acabam de celebrar 28 anos de casamento. Por vezes sei que a vida não permite que tudo seja como queremos, mas se puder escolher, não tenho medo de me casar e de constituir família cedo.

– Ao que parece está no bom caminho. Tem apenas 22 anos, mas já tem uma relação séria e estável?

– Sim. Posso dizê-lo sem falsas modéstias, eu e a Sara temos uma relação bastante madura e sólida. A idade é um pouco relativa. Acho que tanto eu como a Sara somos bastante maduros para a idade que temos. Uma pessoa que tenha mais dez anos que eu pode não ter vivido tanto, tal como pode haver alguém mais novo que eu que já viveu mais. Mas eu sempre tive uma orientação pessoal para ter estabilidade emocional. Tive duas namoradas e ambas foram de longa data. Tem que ver com a minha mentalidade. A Sara é também uma pessoa muito estável, que me faz bem e me ajuda muito.

– O facto de serem ambos atores facilita ou complica a relação?

– Tem pontos positivos e negativos. Negativos, como os horários, que muitas vezes são incompatíveis, o não conseguirmos conciliar férias e a falta de privacidade, que aumenta por sermos os dois conhecidos. Pontos positivos... compreendemo-nos muito bem, numa profissão em que muitas vezes é complicado para a outra pessoa perceber as coisas, as flutuações de humor, a motivação. A nós faz-nos muito bem estarmos juntos e, na verdade, estes pontos positivos e negativos não nos influenciam muito, estamos muito bem juntos.

– Falou em casar-se cedo... a Sara reúne as condições ideias para ser sua mulher?

– Não quero criar aqui confusões... o que disse é que a ideia não me assusta. Nesta altura não penso mesmo muito nisso, mas se a Sara não reunisse essas condições, não estaríamos juntos. Para se manter uma relação, temos que acreditar que tem futuro. Ou não faz sentido. Mas calma, não pensem que me vou casar já! [risos]

– Tem pouco mais de dois anos de carreira, mas trabalho não lhe tem faltado, mesmo depois de ter saído dos Morangos...

– Esforço-me bastante, mas também tenho tido muita sorte. Muita gente vive numa grande incerteza nesta profissão e nem sempre tem trabalho. Na verdade, tento encarar cada trabalho como se fosse o último, de forma a dar sempre o meu melhor.Isso obriga-me
a uma certa humildade e acho que isso é muito importante.

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