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Paula Neves: "Está na altura de ser mãe"

A atriz confessou o desejo de ter um filho e elogiou o marido, Ricardo Duarte, garantindo que este será um 'pai fantástico'

Redação CARAS
6 de novembro de 2011, 19:19

Paula Neves tem 34 anos de idade, mais de dez de carreira e sete de casamento – com Ricardo Duarte, de 38 –, mas para muitos ainda continua a ser a ‘trinca-espinhas’, alcunha que ganhou há dez anos, com a novela Anjo Selvagem. Contudo, a miúda de outros tempos cresceu, tornou-se mulher, garante conhecer-se melhor, está ainda mais feliz e até acredita que está na altura certa para ser mãe. A atravessar um ótimo momento, a atriz não poupa elogios ao marido, que está no topo das suas prioridades.

– Depois de um período de férias, está de regresso ao trabalho com um papel exigente na nova novela da TVI...

Sim. Depois de uma época de descanso, que calhou no verão – foi perfeito! –, regresso com uma personagem e um projeto muito giro mesmo. Este papel é um verdadeiro bombom. Ainda estou naquela fase de angústia, porque não sei se estou a fazer bem ou não, mas estou a adorar. Não posso falar muito sobre ela, porque a novela só estreia em janeiro, mas vai chamar-se Augusta Santinho e acho que o nome já diz muito.

– Essa felicidade no trabalho reflete-se sempre na vida pessoal, certo?

Completamente. Eu sou mui­to emotiva e, para andar equilibrada, estável, serena, tenho que me sentir realizada no meu trabalho. Isso ajuda-me muito a lidar com o meu forte lado emocional e as minhas mudanças de humor. Quando estou feliz no trabalho, ando sempre bem, com vontade de amar a vida. Agora estou numa fase muito boa profissionalmente e isso reflete-se, claro, na minha vida privada.

– Ou seja, o seu marido agradece que tenha bons projetos...

[risos] Agradece, claro! Mas não é só por me aturar. Ele vive muito as minhas coisas e sabe quando estou feliz ou não. E fica muito contente por saber que estou a ter um desafio que acha que eu merecia e que há muitos anos não tinha. Ele sente isso e acho que fica muito feliz por mim. Vivemos completamente as coisas um do outro. Contamos, partilhamos, falamos e discutimos tudo. Costumo dizer que somos muito o alicerce um do outro, o apoio, a base.

– Com um trabalho como o seu, que pode ser instável, é importante ter a seu lado uma pessoa que a ajude a ultrapassar os piores momentos?

É fundamental. Se não tivesse uma relação equilibrada, segura e estável, acho que seria um pouco perturbada ou que com a minha sanidade mental teria outras cores [risos]. Ter o Ricardo ao meu lado ajuda-me muito a lidar com a instabilidade desta profissão, que é das coisas que mais custa no que faço. E nem o facto de já ter alguns anos de carreira me ajuda a lidar melhor com isso. Porque andamos sempre com o coração nas mãos e a pôr em causa o nosso próprio talento. E isso é angustiante.

– Certo é que é comum neste meio essa instabilidade afetar a vida pessoal. No seu caso, não foi assim, e encontrou cedo o equilíbrio...

Tive muita necessidade de encontrar a minha estabilidade cedo e quando encontrei o Ricardo percebi que não era apenas uma relação, mas sim o companheiro da minha vida. Percebi logo que era a pessoa com quem queria partilhar tudo e até envelhecer. Ele passou a ser a prioridade para mim, tal como sei que sou a prioridade para ele. Nunca trememos na nossa relação. Sabemos que o outro está sempre lá e isso permite-nos enfrentar qualquer desafio.

– Estão juntos há mais de dez anos, casados há sete, continuam felizes e apaixonados... Não acha que é a altura certa para aumentar a família?

Pensamos muito nisso e temos muita vontade, talvez agora seja a altura certa. O Ricardo mudou completamente de área, era administrador de sistemas informáticos e agora é psicólogo, o que implicou alguns anos de dedicação total a essa mudança. E eu também estava sempre com projetos, novelas e, enfim, parecia sempre que nunca era a altura certa. Também já me disseram que a altura certa não existe. É preciso querer e pronto. Nós queremos e já pensamos nisso com consciência para o presente. Só que agora comecei esta novela e quero muito realizar este projeto. Se pudesse ser mãe até aos 60 anos, esperava mais dez... [risos] Como não é assim, eu faço 34 anos em Novembro, o Ricardo fez 38 agora, está na altura certa.

– Uma das coisas que a caracteriza é o seu sorriso e essa alegria de viver que, por vezes, faz parecer que não tem momentos maus...

Mas tenho. Tenho muitas flutuações de humor, muitos altos e baixos, mas sou uma otimista por natureza. Uma vez uma amiga disse-me uma coisa que acho que faz sentido: que eu posso ver um campo destruído, mas se estiver lá um malmequer plantado eu reparo é no malmequer. Tenho uma tendência para ver o lado bom das coisas. E gosto disso. Mas não é constante. Por isso preciso sempre de coisas que me equilibrem, como estar bem com o Ricardo, o meu trabalho ou ir ao ginásio.

– É uma mulher ambiciosa?

As minhas ambições passam por ser feliz e não tanto por coisas materiais. Claro que sonho com uma vida mais desafogada, com o conseguir pagar a minha casa, poder viajar mais, mas o principal é encontrar felicidade, estabilidade, alegria e ser sempre fiel a mim própria.

– Falou em ir ao ginásio... tem cuidados diários com a imagem, o corpo?

Tenho mesmo. Acho que devemos estar sempre o melhor possível e por isso temos que cuidar de nós. Ter uma pele hi­dratada, cabelo bonito, unhas arranjadas, corpo trabalhado, tudo. Tenho cremes para tudo e uso-os, efetivamente. Isso faz-me sentir bem.

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