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Rita Ferro provoca risos e lágrimas ao apresentar autobiografia

A apresentação do livro da autora decorreu no Museu de Arte Popular, em Lisboa.

Redação CARAS
30 de outubro de 2011, 11:47

A escolha do local não foi inocente, antes fortemente simbólica. Rita Ferro deu a conhecer o seu mais recente livro, o romance autobiográfico “A Menina é Filha de Quem?”, no Museu de Arte Popular, em Lisboa, do qual foi fundador, em 1948, o seu avô António Ferro. Num livro em que dá a conhecer três gerações da sua família, a escritora relata alegrias e tristezas que, durante a apresentação, levaram a autora e convidados a fortes emoções, entre gargalhadas e algumas lágrimas.
Com três dedicatórias “formais e afetivas” a Isabel Rocha e Mello, Patrícia Cunha e Lourenço Ortigão, inscritas no romance e destacadas na apresentação, as palavras mais emocionadas de Rita Ferro surgiram quando prestou homenagem à mãe, Paulina Roquete, que morreu já durante a escrita deste romance autobiográfico: “É evidente que a figura que está por detrás deste livro é a minha mãe que, no entanto, não carece de dedicatória, porque ao lerem vão perceber que o livro é inspirado nela e a ela é dedicado. (...) Enquanto escritora, autora ou observadora, nunca imaginei que a morte de uma mãe fosse uma coisa tão estranha, um luto tão difícil. Senti um silêncio aterrador porque os filhos não têm a noção da parte das suas vidas que as mães preenchem. É um sentimento de perda irreparável, porque as pessoas que me conhecem sabem que tinha uma relação muito especial com a minha mãe.”
Entre os muitos familiares e amigos presentes no Museu de Arte Popular estavam Marta Gautier e Salvador Martinha, os dois filhos de Rita Ferro. “Quero desejar aos meus filhos o maior sucesso para as suas carreiras e dizer, publicamente, uma frase que achei muito bonita: tenho pelos meus filhos uma admiração pessoal que transcende a maternidade. Tenho o privilégio de privar com eles os dois. Além de pilares afetivos, fazem-me muito feliz”, destacou a autora.
Na primeira fila da assistência estava Manuela Ferreira Leite, que, reconhecendo que nem sempre concorda com as opiniões da autora, destacou as qualidades de Rita Ferro: “É uma pessoa honesta e muito íntegra, uma amiga leal, em suma, uma pessoa de bem.”

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