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Gracinha Viterbo: “Gosto de viver segundo as regras e quebrá-las na altura certa”

A 'designer' de interiores partilhou com a CARAS como concilia uma carreira de sucesso com a gestão de uma família numerosa.

Marta Mesquita
26 de outubro de 2011, 11:51

Fotos: Victor Freitas
 

Gracinha Viterbo já é considerada um exemplo de estilo em Portugal. Sempre com um visual irrepreensível, a designer de interiores é presença obrigatória na lista das mulheres mais elegantes. Contudo, não se contenta apenas em estar bem por fora e trabalha diariamente para ser um exemplo, seja como mãe, mulher ou profissional.

Casada há seis anos com Miguel Vieira da Rocha, Gracinha consegue conciliar a educação dos quatro filhos, Santiago, de seis anos, Guilherme, de quatro, Benjamim, de três, e Alice, de um ano, com a sua exigente carreira, que está a construir ao lado da mãe, a também designer de interiores Graça Viterbo.

Foi a propósito da sua apresentação enquanto embaixadora da coleção de acessórios da linha Pixie, da Nespresso, que a CARAS conversou com a designer.
 

– Hoje falou-se do prazer de beber café, que é para muitos um ritual diário. A Gracinha é uma pessoa de rituais?

Gracinha Viterbo – Sim, e como mãe de família, adoro inventar rituais. Aliás, criar é algo que faço constantemente.
 

– E que rituais não dispensa no dia-a-dia?

– Não dispenso o café nem abdico de dizer o bom dia às pessoas de quem gosto... E a nível profissional tenho uma série de rituais, porque sou muito metódica.
 

– Admite ser uma pessoa que trabalha muito, mas pela maneira como fala disso não parece ser um peso...

– O trabalho não é um peso, é uma paixão e percebe-se pela maneira como me empenho em cada projeto. Só consigo conciliar os dois mundos na minha vida se gostar muito dos dois. Sou perita em organização. É como se tudo fosse uma orquestra e eu o maestro.
 

– E isso não deixa pouco espaço para a evasão?

– Não olho para a maternidade nem para a profissão como obrigações. As pessoas têm de olhar para a vida com otimismo e com a atitude de let’s do it. O impossível só é impossível até tentarmos fazer e percebermos que, afinal, é possível.
 

– Mas como é que lida com aqueles momentos em que também se vai abaixo e não se sente tão entusiasmada?

– Com otimismo. Tenho sorte com a vida que tenho. Sei que trabalho muito e nada me veio parar às mãos com facilidade. O casamento não é fácil, as pessoas têm de trabalhar para serem felizes, bem como o ser mãe... Tenho de dar graças a Deus pelo que tenho.
 

– Pensa sempre muito bem antes de tomar uma decisão ou também é impulsiva?

– Não sou impulsiva. Quer dizer, depende... Sou muito intuitiva, sobretudo no meu lado pessoal. Na minha vida profissional sou muito organizada, planeio bastante e, de alguma maneira, isso também passa para o lado pessoal.
 

– O trabalho que tem desenvolvido já foi distinguido com vários prémios. Não se sente pressionada a ser cada vez melhor?

– Eu sou uma perfeccionista, o que acaba por ser uma qualidade e um defeito, simultaneamente. O perfeccionismo exige que façamos tudo bem e melhor, mas para mim isso não é um peso. Todos os dias acordo e apetece-me ser uma pessoa melhor. Estar em pleno no meu dia-a-dia, ser mais bondosa, encontrar a paz... E o meu lado lutador ajuda-me a perceber que tenho uma grande responsabilidade em manter uma marca pela qual a minha mãe sempre lutou.
 

– Sendo perfeccionista e metódica, como lida com a imprevisibilidade de ter quatro crianças em casa?

– Com muito sentido de humor! Eu não vivia sem ele. As crianças são de uma inocência e es­pontaneidade que requer energia e atenção, mas tentamos fazer desses momentos os melhores das nossas vidas.
 

– A arte e a criatividade são áreas que transgridem as regras. A Gracinha é uma pessoa que segue as normas ou gosta de as transgredir?

– Gosto de viver segundo as regras, mas como sou gémeos, também gosto de quebrá-las. Tem é de ser na altura certa, respeitando tudo o que tem de ser respeitado. E gosto das regras no dia-a-dia. Sou uma pessoa de horários. Se não tenho essa orientação, as coisas ficam desequilibradas. Mas saio da ‘caixa’ no que diz respeito à criatividade. Gosto de ser diferente, de estar à frente das tendências... Tenho segurança nas minhas ideias, não sou uma pessoa insegura. 
 

– É sempre distinguida como uma das mulheres mais elegantes do país. Mas é também capaz de estar em casa, descontraída e de pantufas, por exemplo?

– Também gosto, sim. Uma coisa que a minha mãe me passou foi a importância de estarmos bem, seja em casa ou fora. E é algo que faço com naturalidade... Gosto de me arranjar e isso é mais uma forma de exercer a minha criatividade. Dá-me muito gozo pensar no que vou vestir.

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