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Leila Lopes no Castelo da CARAS em Nova Iorque

Leila Lopes no Castelo da CARAS em Nova Iorque

CARAS Brasil

Miss Universo entrevistada pela CARAS

A angolana Leila Lopes foi entrevistada no Castelo da CARAS, em Nova Iorque.

CARAS Brasil
13 de outubro de 2011, 11:42

Carismática, inteligente, com os pés bem assentes na terra e muito bonita, a angolana Leila Lopes, de 25 anos, foi eleita a Miss Universo 2011 e, da noite para o dia, tornou-se conhecida em todo o mundo. Agora, Leila mudou-se para Nova Iorque e viu a sua agenda ser preenchida com eventos e reuniões, passando a viver um conto de fadas moderno. O Castelo de CARAS, em Tarrytown, foi a primeira paragem na Big Apple. Com o coração repleto de esperança, a mente cheia de planos e uma preciosa coroa adornando as madeixas, Leila conta os seus projetos e promete lutar pelo bem-estar das crianças e portadores do vírus HIV durante o seu reinado.
– Já ‘caiu a ficha’?
– Quando cheguei a Nova Iorque, entendi a dimensão do concurso, que é incrível, arrasta multidões. Estou a adorar a minha nova vida.
– Ser miss era um objetivo a alcançar?
– Confesso que, durante muito tempo, lutei contra ele. O trabalho da miss não é só a coroa, a faixa, as festas e o glamour e não me sentia preparada para lidar com o outro lado, como o contacto com pessoas doentes ou extremamente pobres. Só aceitei concorrer quando me senti preparada para encarar esses desafios e realmente ajudar o próximo.
– Que causas vai defender?
– Crianças necessitadas, porque não haverá um futuro melhor para todos nós se não investirmos nas crianças agora. E também portadores do vírus HIV em todo o mundo. O preconceito que eles e suas famílias sofrem corta-me coração, é devastador e mata.
– Já conhecia Nova Iorque?
– Nem Nova Iorque, nem os Estados Unidos! Tinha muita curiosidade para conhecer a cidade. Estudava Gestão de Empresas em Ipswich, Inglaterra, e costumava dizer a brincar que um dia faria mestrado aqui.
– Como era o seu dia-a-dia antes de se tornar Miss Angola, em dezembro, e se preparar para o concurso Miss Universo?
– Vivi em Angola até 2007, até me mudar para Inglaterra para estudar. Até ser Miss Angola, a minha vida era a de estudante: aulas, ginásio, morava na universidade... Cozinhava as minhas refeições e, às vezes, para um batalhão de amigos! Quando ganhei o concurso, congelei a matrícula para me dedicar ao novo posto. Era importante voltar ao meu país, visitar instituições e estar com o meu povo, que tanto me incentivou.
– Pretende voltar a estudar?
– Sim! Cresci a sonhar com Medicina, fiz o secundário, mas desisti pois tinha horror a sangue. Comecei Engenharia Ambiental, mas deixei. Com Gestão foi diferente. Fiquei encantada, imaginava meu próprio negócio... A formação académica é fundamental, algo que ninguém nos tira.
– Em que área quer investir?
– Em beleza; cosméticos, que, no meu país, são de difícil acesso e caros. Elas fazem milagres para comprar uma simples base! Adoraria ter Donald Trump, responsável pelo concurso Miss Universo, como mentor.
– É muito vaidosa?
– Sou, mas não compro tudo o que gosto. Uso um perfume até acabar, antes de experimentar outro. Se tiver uma maquilhagem mais carregada nos olhos, uso só gloss nos lábios. E uso cabelo preso para realçar meu rosto.
– O que gosta de vestir?
– Não uso nada muito justo! Tenho muitas calças de cintura alta, é chique e alonga a silhueta. Adoro camisas de seda e sou louca por vestidos, tenho muitos, muitos, muitos! (risos)
– Tem namorado?
– O meu namorado é angolano, apoia-me bastante e ficou muito feliz com a minha vitória.
– Como é ser uma negra de sucesso e lidar com o preconceito?
– Justamente pelo racismo é que tenho mais orgulho de ser negra e ter vencido o concurso. Os negros são inteligentes, bonitos e batalhadores como qualquer outra pessoa. Gostem ou não, os negros estão cá para brilhar!

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