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Raquel Strada: “Quando se ama a pessoa certa, tudo é fácil e faz sentido”

A apresentadora, de 28 anos, fala de dietas, de trabalho e do namorado, o gestor João Brilha.

Rodrigo Freixo
7 de outubro de 2011, 16:07

Raquel Strada tinha pouco mais de 20 anos quando começou a sua carreira na televisão, destacando-se na altura pelo sorriso rasgado e o ar de menina. Hoje, a cerca de um mês de completar 29 anos, mantém essas duas características que lhe conferem um estilo único e diferente. Mantém também o namorado, João Brilha, gestor na área de marketing, com quem vive desde os 21 anos.
– Faz 29 anos em novembro, o que quer dizer que se aproxima dos 30... A idade assusta-a?
Raquel Strada – [Risos] Não, e ainda me falta mais de um ano para os 30. Assusta-me a solidão, isso sim. Ter 80 anos e sentir-me sozinha. Disso tenho medo. Mas na realidade não é algo com que me preocupe todos os dias.
– Apesar de tudo, continua a ter ar de menina...
– Sinto que, se eu parecesse mais velha, passaria uma imagem mais credível. Mas de qualquer forma tento aproveitar também o que advém do meu ar mais menineiro [risos]. Muitas das oportunidades que tenho tido a nível profissional, como ser a Sofia, na Rebelde Way, uma personagem de 17 anos que fiz aos 26, fazer a 1.ª emissão da SIC K, fazer as emissões dos festivais de Verão para a SIC Radical e para a SIC Mulher, ser animadora no programa da manhã, numa rádio nitidamente jovem... são só alguns exemplos de coisas boas que me aconteceram devido ao meu ar mais de menina. Cada coisa a seu tempo.
– Considera-se uma mulher de dietas?
– Nada. Adoro comer. Não me imagino nada a fechar a boca... [risos]. Além disso, acho que uma mulher se quer com curvas, senão, não tem graça.
– Que cuidados tem com a imagem?
– Não gosto muito de fazer desporto nem de massagens, por isso ando quase sempre de transportes públicos, para fazer algum exercício. Mas adoro, por exemplo, McDonald’s, e andava a comer 3 vezes por semana ou mais a seguir ao jantar... consegue imaginar?! Estava a ficar um pequeno pote... [risos] Mas agora parei.
– Consegue sair à rua sem maquilhagem, por exemplo?
– Gosto sempre de pôr um bocadinho de blush e rímel...
– Incomoda-a ter um rosto que não passa indiferente?
– Nunca tinha pensado nisso. Mas se trabalhamos com a imagem, é importante que as pessoas se lembrem de nós. Por isso, se, como diz, o meu rosto não é indiferente, tanto melhor.
– Tudo começou cedo na sua vida, sobretudo no campo pessoal. Aos 21 anos foi viver com o seu namorado... Como consegue manter a intensidade na relação passado tanto tempo?
– Eu tive a sorte de encontrar a minha metade... bem novinha [risos]. E claro que a paixão não é uma constante, mas quando se ama a pessoa certa, sente-se que tudo é fácil e faz sentido. E é isso que eu sinto.
– Há dois anos dizia-nos numa entrevista que já começa a pensar em filhos... Diria que está a chegar a altura? 
– Tenho mais uma sobrinha, que nasceu a semana passada, a Carolina. Estou a dizer isto porque quando olhei para ela pensei: “Tão pequenina, tão frágil.” E senti que é um privilégio colocar mais uma pessoa no mundo, mas, ao mesmo tempo, uma responsabilidade tremenda. Ou seja, percebi que esta dualidade de sentimentos vai estar sempre presente, aliás, eu seria completamente inconsciente se não pensasse assim. Nunca vai haver uma altura certa, por isso, quando acontecer, aconteceu.
– E casarem-se, pensam nisso?
– Sim, mas pelo João mais depressa temos um filho do que nos casamos.
– Não será fácil manter uma relação entre pessoas que trabalham em meios tão distintos...
– Não acho, porque temos mundos diferentes para partilhar um com outro, o que se torna enriquecedor para os dois. A minha profissão é um bocadinho mais exposta, mas eu respeito o espaço dele e ele o meu.
– Pensa muito no futuro e no que este pode reservar?
– Claro, esta profissão é uma incerteza constante. Mas é por isso que acho importante investir noutras áreas nas quais me sinto igualmente realizada, como a rádio ou o jornalismo. Cada vez mais acho que as pessoas têm de ser polivalentes. Quantas mais valências tiver, mais oportunidades terei no futuro.
– Profissionalmente, tem estado em várias frentes... onde se sente mais realizada?
– Tudo o que faço faço com paixão. Adoro estar na rádio SudoesteTmn, está a ser uma experiência extraordinária. Quer pelo próprio horário (acordar todos os dias às 5h30 da manhã não é fácil) quer pelas pessoas. Estar na redação do Querida Júlia a aprender com grandes profissionais, está a ser uma escola, impossível de se ter em qualquer outro local. Poder fazer o Extra aos fins de semana a seguir ao Fama Show também é engraçado, porque edito as minhas peças e trabalho com várias marcas e registos diferentes. Por isso, escolher... Não consigo!
 

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