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Stefano e Maria João Saviotti: “O nosso casamento é para sempre”

O casal passa agora grandes temporadas no Brasil, onde inaugurou um ‘resort’ de luxo.

Cristiana Rodrigues
6 de outubro de 2011, 12:00

Estão casados há 35 anos e nunca tiveram dúvidas sobre a solidez desta união, primeiro oficializada pelo civil e 25 anos depois confirmada pela igreja. Maria João e Stefano Saviotti são daqueles casais que se entendem na perfeição e se completam, o que fica bem visível nesta entrevista: enquanto Maria João tomou a seu cargo as respostas sobre a vida pessoal, o empresário italiano preferiu participar na conversa falando sobre o seu mais recente projeto profissional – seu e de um “conjunto de investidores”, como fez questão de sublinhar, o Dom Pedro Laguna. Situado no resort ecológico de luxo Aquiraz Riviera, na praia de Marambaia, no estado brasileiro do Ceará, é ali que o casal vive agora grande parte do ano. “O resort fica a 35 quilómetros do aeroporto de Fortaleza, está sobre uma praia de areia branca, o clima é ótimo e a água do mar é em média de 28 graus. O que é que poderíamos querer mais?”, pergunta o empresário, regozijando-se por poder trabalhar em mangas de camisa: “No Brasil não é preciso usar fato e gravata para se ter mais credibilidade.” Maria João está igualmente satisfeita com a temporada que passa no Brasil: “Nós, os europeus, temos a capacidade de nos adaptarmos facilmente a qualquer cultura e os brasileiros, por seu lado, são um povo bastante amável e muito acolhedor.” Estas são apenas algumas declarações da conversa que deu vida às imagens que ilustram esta matéria e que foram feitas precisamente no Dom Pedro Laguna.
– Estas fotos marcam o seu regresso às revistas sociais?
Maria João – Não tenho passado assim tanto tempo em Portugal, por isso é que não tenho aparecido muito.
– A verdade é que desapareceu das festas e parece que gosta cada vez menos de ser fotografada...
São muitos anos a ser fotografada e por vezes preciso de ficar um pouco mais recatada. Aparecer muito torna-se muito cansativo e a nossa vida acaba por ficar exposta e limitada.
– O facto de passar grande parte do seu tempo no Brasil acaba por ser uma justificação?
Sim, estamos a passar quase metade do nosso tempo no Brasil, que é um país encantador.
– Por causa do vosso novo projeto. Stefano, quer falar-nos um pouco sobre o resort?
Stefano – O Dom Pedro La-guna é um projeto que nasceu há vários anos e é o resultado de um sonho de um conjunto de investidores, brasileiros e portugueses, do qual faço parte. Ao fim de sete anos de trabalho intenso conseguimos levar a cabo este sonho que nos dá uma grande satisfação, porque conseguimos fazer um resort que cumpre as normas ecológicas e que tem uma qualidade e beleza que poucos têm.
– Porquê nesse sítio?
Fica a 35km do aeroporto de Fortaleza. Este era também um obje-tivo, estar perto de um aeroporto intercontinental, de acesso fácil, e estar sobre uma praia. O clima é ótimo, a água do mar está a 28 graus... Além disso, temos tido um grande apoio e acompanhamento do governo do estado do Ceará.
– Viver no hotel não se torna impessoal? Não dá a ideia de que estão sempre a trabalhar?
Maria João – Este hotel é composto por villas e nós vivemos numa delas. Temos a mesma privacidade que em casa.
Stefano – Sim, levamos uma vida normal. O facto de algumas villas estarem ligadas apenas por água dá privacidade e permite o descanso. Essa é também outra das vantagens, conseguimos fazer um hotel diferente do tradicional, onde as pessoas se sentem em casa.
– O seu dia-a-dia é só reuniões e jantares de negócios ou tem tempo para ir à praia?
[risos] Sim, acordo por volta das 5h30 e ou vou à praia ou vou jogar golfe no empreendimento. Depois, às 7h30, começam as reuniões de trabalho. No entanto, consigo trabalhar e ao mesmo tempo desfrutar de alguns prazeres.
– Entre as viagens a Portugal e ao Brasil têm tempo para visitar o seu país, Itália?
Vamos lá muitas vezes, sim, até porque também temos casa em Roma e temos lá muitos amigos.
– Fazer as malas é um pesadelo?
Maria João – Não, já é um ritual. É como deixar a roupa pronta para vestir no dia a seguir. Já estou tão habituada que sei perfeitamente o que levo para cada sítio...
– Quem é que faz a mala do seu marido?
[risos] Sou eu, claro. E essa sim, é mais difícil, porque preciso ter muito cuidado para não lhe faltar nada. Se nós, mulheres, nos esquecermos de alguma coisa, rapidamente vamos a uma loja e compramos. O meu marido não tem a mesma facilidade para encontrar roupa que lhe sirva, principalmente no Brasil, pois é muito alto e tem um estilo diferente do dos brasileiros.
– Está casada há 35 anos. Em alguma altura teve dúvidas sobre a solidez do seu casamento?
Estou casada há 35 anos e conhecemo-nos há 40... Sinceramente, nem dei pela passagem dos anos. E eu nunca duvidei do nosso casamento.
Stefano – Para mim, um casamento é para sempre.
– Portanto, são daqueles casais para quem faz todo o sentido trocar juras de amor eterno...
Maria João – Sim, faz todo o sentido. Nunca tive dúvidas. Casámo-nos primeiro pelo civil e ao fim de 25 anos de casados voltámos a casar-nos pela igreja, o que quer dizer que tínhamos mesmo certeza dos nossos sentimentos.
– Acha que terá deixado de viver algumas coisas para assumir este compromisso que parece ser para toda a vida?
– Não, acho que não perdi nada. Mas a verdade é que também nunca pensei muito nisso, pois estou bem com as opções que fiz.
– Cresceram com os mesmos objetivos?
Na altura eu não tinha um objetivo muito certeiro, por isso assumi os do Stefano. Percebi que a vida dele era aquela, vi o que fazia e por isso adaptei-me bem.
– Não deixou sonhos para trás para seguir os do seu marido?
Acabei por me adaptar aos sonhos do Stefano e não estou nada arrependida. Hoje os sonhos dele são os meus também...
– Disse numa entrevista à CARAS que eram a amizade e a cumplicidade que mantinham a vossa união. Mas e o amor? Ao fim de 40 anos desvanece-se?
Não, não se desvanece... Mas no nosso caso o amor e amizade são as mesma coisa. Só que nem sempre as pessoas estão aos beijinhos e aos abraços. O Stefano é um grande amigo e nós estamos muito presentes na vida um do outro. Hoje em dia as pessoas preocupam-se muito pouco com a pessoa que está ao seu lado. Há menos tolerância, há menos consideração pelo outro. Tem de haver respeito mútuo
– Mas também devem ter momentos em que precisam de estar sozinhos e em silêncio, ou não?
Sim e respeitamos isso. Não vivemos colados um ao outro.
 

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