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O casamento da maestrina Joana Carneiro com o médico José de Assunção Gonçalves

O enlace realizou-se na Igreja do Espírito Santo do Sobral, no Sobralinho.

Redação CARAS
21 de setembro de 2011, 16:08

A maestrina Joana Carneiro, de 35 anos, viveu um momento memorável no dia do seu casamento com José de Assunção Gonçalves, a 17 de setembro. No altar da Igreja do Espírito Santo do Sobral, no Sobralinho, ouviu uma Avé Maria muito especial: a Avé Maria Patuá, do premiado compositor Eurico Carrapatoso, uma escolha do pai, Roberto Carneiro, inspirada nas origens macaenses da família.

No livro distribuído aos mais de 200 convidados, entre eles 70 estrangeiros, com o guião da eucaristia, o professor e antigo ministro e a mulher, Maria do Rosário Carneiro, assinavam um texto em que explicavam a escolha: "Quisemos que, no momento porventura mais alto e transcendente da sua vida, aquele em que a Joana confia a sua união com o Zé nas mãos da sempre atenta e acolhedora Mãe celestial e terrena, se cantasse uma Avé Maria. Mas não uma Avé Maria qualquer. Antes uma Avé Maria macaense, recitada em patuá da nossa terra, com letra adaptada da autoria de Miguel Senna Fernandes (...) e ensaios de voz de Rui de Matos (...) Esta Avé Maria traduz a grande devoção macaense a Nossa Senhora, protetora da Cidade do Santo Nome de Deus, e interpreta seguramente, neste caso concreto, um sonho familiar claro, assumido e determinado da Joana e do Zé."



FOTOS: Paulo Jorge Figueiredo

Os noivos conheceram-se há cerca de um ano através da irmã do médico, que neste dia se confessava "muito nervoso, mas muito feliz", explicando: "Até aqui fiz o que me aconselhou uma amiga, que foi viver intensamente todos os preparativos do casamento porque, diz ela, o dia passa muito depressa." Emocionado, o noivo declarou, sobre a noiva: "É o meu anjo."

Joana é a quinta dos nove filhos de Roberto Carneiro a casar-se e os irmãos, todos músicos, formaram a orquestra que acompanhou o casamento. Violoncelo, violino, viola de arco, flauta, guitarra e vozes acompanharam a irmã maestrina, que desta vez se regeu pela batuta da fé e terminou a leitura do Livro do Cântico dos Cânticos declarando: "O meu amado é para mim e eu para ele, ele é o pastor entre os lírios. A seus olhos me transformei naquela que traz a paz."

Joana Carneiro vestiu um modelo de corte sereia da autoria de Nuno Baltazar. "Não podia ser outro, porque adoro o trabalho dele", justificou, de sorriso rasgado, já no final da cerimónia religiosa. Radiante, Joana Carneiro cumprimentou todos os convidados e ainda declarou aos jornalistas presentes que este foi "um dia mágico, cheio de surpresas e emoções".

Depois da cerimónia, convidados e noivos seguiram a pé para o Palácio do Sobralinho, onde decorreu o copo-de-água, e Joana e José foram recebendo os cumprimentos da população anónima que se cruzava com o grupo e reconhecia a maestrina.

A lua-de-mel será passada no norte do país, mas terá de ser interrompida pela agenda profissional do médico, como o próprio confessou. Um pequeno contratempo que os noivos encararam com naturalidade, até porque se preparam para conciliar vidas profissionais em países diferentes: Joana continuará a dirigir a Orquestra Sinfónica de Berkeley e o marido a exercer em Portugal. "Vamos conseguir conciliar tudo", garantem.

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