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Sara Esteves Cardoso: "Há uma fase na vida em que já estamos fartos de despedidas"

Aos 30 anos, a licenciada em Psicologia está feliz na condição de solteira e revela que não pretende perder tempo com relações de fachada.

Joana Carreira
9 de setembro de 2011, 10:24

Apesar da sua aparente tranquilidade, Sara Esteves Cardoso, de 30 anos, só sabe viver a vida com intensidade e jamais recusa um desafio. Por isso, foi com agrado que aceitou o convite para ser a relações-públicas do Meo Spot Summer Sessions, em Portimão, até porque o facto de trabalhar somente à noite permite-lhe ter o dia livre para terminar o seu mais recente projeto: um romance.
Foi sobre esta sua paixão pela escrita - dever-se-á em parte à carga genética, não fosse ela filha do escritor e jornalista Miguel Esteves Cardoso - e sobre a forma como lida com a solidão, visto que está solteira, que conversámos com Sara.

Sara Esteves Cardoso
Sara Esteves Cardoso
Nuno Miguel Sousa
- Soube que está a escrever um romance...

Sara Esteves Cardoso -
[risos] É verdade e aqui aproveito para criar um ritmo e uma rotina para isso, o que em Lisboa não estava a conseguir. Comecei por escrevê-lo no ano passado, quando estava numa situação idêntica a esta e também no Algarve. Aqui consigo fazer praia de dia, escrever ao final da tarde, no lusco-fusco, durante duas horas, e trabalhar à noite.


- Herdou do seu pai essa paixão pela escrita?

-
Nasci e cresci no meio dos livros, da arte e da música. E a escrita é uma das minhas formas, visceral, de comunicar. Com certeza que esta paixão já vem do ADN do meu pai [risos].


- E ele foi a primeira pessoa a saber da existência deste livro?

-
Estou ciente de que estou a pisar um terreno em que o meu pai é um dos melhores e, por isso, considero que é um ato de coragem... Ele é o meu maior crítico e por isso mostrei-lhe só três páginas, para que ele visse se tenho jeito ou não. Ele adorou... E chorou...


- Receia as comparações que provavelmente serão feitas?

-
Não. Somos ambos românticos incuráveis, mas cada pessoa é um ser uno e tem as suas

fantasias. Acho que Lisboa precisa de uma história de amor. Amar é um ato de coragem e vive-se num corrupio tão grande que nem se tem tempo para sentir. Se eu puder contribuir para que um
target
muito pequenino não veja o amor como um lugar estranho, já fico muito feliz.

Sara Esteves Cardoso
Sara Esteves Cardoso
Nuno Miguel Sousa
- Sendo uma mulher tão apaixonada que gosta de escrever sobre o amor, como é que lida com a solidão?

-
Comecei a namorar muito cedo e aos 14 anos tive logo uma relação de cinco anos... Há uma fase da vida em que já estamos fartos de despedidas, de começar e acabar. E estar sozinha faz bem. Temos de ser exigentes e verdadeiros connosco e estar só por estar, não estou. Neste momento o meu namoro é o meu romance, onde partilho as minha fantasias, choro e me dedico. Adoro estar comigo e não tenho medo nenhum de estar sozinha.


- E essa forma de pensar não condiciona o futuro?

-
Talvez, mas penso em viver o dia-a-dia e esperar as surpresas que daí possam vir. Não tenho essa ansiedade, e é por essa forma de pensar que muitas pessoas ficam com outras somente porque é mais confortável.


- Mas casar e ter filhos faz parte dos seus planos?

-
Claro que sim. Adoro o sentido de família. Tenho uma paixão incondicional por crianças e sempre que posso estou com o meu sobrinho
António
[de dois anos e cinco meses, filho da sua irmã gémea,
Tristana
]. Penso nisso tudo, quero ter uma família, casar-me se for o caso, partilhar a vida, mas cada coisa a seu tempo. Não tenho urgência... Sei exatamente o que quero e até poderia já me ter casado e ter tido filhos, mas na altura não eram as pessoas certas.

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