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Isabel Angelino sobre o divórcio: "Não houve justificação. O que me foi dado a perceber é que talvez ele tenha deixado de me amar"

Dois anos e meio depois de se terem casado, a apresentadora da RTP e o cirurgião plástico divorciaram-se. A CARAS deu a notícia em primeira-mão há duas semanas e entretanto Isabel Angelino e Ângelo Rebelo já estão oficialmente divorciados. Leia a entrevista exclusiva à apresentadora.

Andreia Cardinali
7 de setembro de 2011, 16:53


No início de julho, Isabel Angelino e Ângelo Rebelo estiveram alguns dias separados. Depois, reconciliaram-se e foram até passar umas férias românticas a Ibiza. Três semanas decorridas sobre essas férias, o cirurgião plástico e a apresentadora divorciaram-se. Uma notícia algo inesperada, tendo em conta que após a viagem a Ibiza a CARAS esteve com o casal e Ângelo garantiu que os dias em que tinham estado separados não tinham alterado em nada a relação e confessava até que pretendia renovar os votos de casamento: "Os altos e baixos podem ter repercussões, mas este não teve nenhuma em especial para nós. Para mim, o amor tem de ser alimentado pelo próprio casal, sem esforços e sem obrigatoriedades. Estamos com projetos a dois que se vão desenvolvendo e aparecendo com naturalidade e espontaneidade. Se calhar vamos casar-nos outra vez... Sou um romântico e esse romantismo deve ser partilhado com a pessoa que se ama. Antes de me apaixonar pela Isabel estava longe de pensar em voltar a casar-me. Quando me casei com a Isabel foi porque entendi e apostei que era a mulher da minha vida e um casamento para toda a vida."
Uma semana depois destas declarações, o cirurgião plástico pediu o divórcio. Foi com o olhar triste de quem termina um casamento de dois anos e meio, mas com a certeza de que o futuro será sorridente, que a apresentadora falou à CARAS do momento que está a viver.
- Dias depois de nos ter dito que achava que tinham um casamento para toda a vida, o Ângelo pediu o divórcio. O que é que aconteceu?
Isabel Angelino - Nem eu sei qual foi o motivo, sei que foi tudo muito repentino. Os dias passados em Ibiza foram fantásticos para mim e julgo que para o meu ex-marido também, pelo menos assim o demonstrou. Tínhamos inclusive viagens marcadas, uma delas a Paris, a 25 de setembro, para comemorarmos o dia que em que ele me pediu namoro, há três anos.
- Pouco antes de partirem para Ibiza já tinham estado afastados. Terá sido essa separação a causa da rutura?
- Não me parece, crises todos os casais têm e só têm que as superar, parar para conversar, ver o que está mal e seguir em frente, se o amor for forte e valer a pena.
- O Ângelo explicou-lhe por que razão se quis separar?
- Não me foi dada nenhuma justificação, mas o que me foi dado perceber é que talvez ele tenha deixado de me amar. Ou que talvez precisasse de algo novo, de outro estilo de vida. Mas isso só ele pode responder, eu não sei nem quero adivinhar. Aconteceu por vontade dele, e só tenho de respeitar isso. Se ouve terceiros envolvidos ou não, não posso responder porque não sei. O que eu gostaria que ficasse bem claro é que me casei com ele por amor, em regime de separação total de bens, ao contrário do que muitas más-línguas disseram na altura.
- Acredita que esta situação não tem retorno?
- Claro que não, cada um está na sua casa, com as suas coisas. É difícil voltar atrás. Há mágoas que ficam para sempre e que, embora se possam perdoar mais tarde, nunca se esquecem. Apesar de continuar a admirar muito o Ângelo como cirurgião, sinto-me desiludida. Não reconheço o homem com quem me casei a 20 de fevereiro de 2009.
- Houve alguma altura em que percebeu que a rutura era inevitável?
- Não, eu acredito que se deve tentar até ao fim, até porque deve ser bom partilhar uma vida e experiências com alguém que se ama. E disso tenho os meus pais como exemplo. Mas eu sou uma sonhadora e talvez isso me tenha prejudicado em todas as minhas relações. Acredito no amor para sempre e, hoje em dia, isso já não existe, troca-se de parceiro como de camisa, sem remorsos ou sentimentos maiores.
- Como é que um casal que sempre disse publicamente que não descartava a possibilidade de ter filhos e se mostrava tão apaixonado decide viver vidas separadas?
- O Ângelo já teve os filhos dele e não sei se terá mais. Eu, como sonhadora que sou, acreditei que ele seria o pai ideal para os meus filhos também. Já não me sobra muito tempo para os ter, mas também não sofro com isso.
- Foi uma separação amigável?
- Nenhuma o é, é sempre o final de algo em que se acreditou e se investiu emocionalmente. Há, isso sim, que pensar que a seguir a um fim há sempre um início, que poderá ser muito melhor. Os meus pais sempre me ensinaram a não temer a mudança.
- Continuam amigos?
- Até hoje poucos são os meus ex dos quais fiquei amiga, já tiveram o seu tempo, mas a verdade é que também não sou inimiga de ninguém.
- Além da parte pessoal, também estava a trabalhar na clínica. Tudo se mantém, ou a rutura foi em todas as vertentes das vossas vidas?
- Completamente, nunca aceitaria continuar a trabalhar na clínica, mas tenho muito respeito por todas as pessoas que lá trabalham. Tudo o que fiz foi feito com empenho, e isso era visível, mas acabou. Redescobri uma veia criativa em que me superei a mim própria e pretendo dar-lhe seguimento. Sei que enquanto lá estive dei o meu melhor para mostrar ao país que temos um grande cirurgião plástico, reconhecido no mundo.
- Depois de ter apostado nesta relação e o resultado ter sido inesperado, deixou de acreditar no amor?
- Nunca! Se deixarmos de acreditar no amor, morremos. Ninguém consegue sobreviver sem amar e ser amado.
- Quando uma relação termina, há que criar novos hábitos e rotinas. Sente-se com força para recomeçar?
- Já vivi muitos anos sozinha e não desgosto de ser dona de mim própria... Reconheço esse defeito em mim, de gostar de ser independente. E só peço a quem na imprensa seguiu a nossa vida e aos nossos amigos que nos deixem passar este tempo com calma, para fazermos o nosso luto.
 

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