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Carla Ascenção: "Não sou mais uma cara bonita num canal de TV por cabo"

Assertiva, perfeccionista e decidida em relação ao que pretende para o seu futuro profissional, a jornalista do Porto Canal está noiva e vive uma fase feliz junto de Pedro Ribeiro.

Joana Carreira
6 de agosto de 2011, 15:00

Comunicadora nata, Carla Ascenção, de 30 anos, passou pela RTP e pela RTPN e é um dos rostos mais conhecidos do Porto Canal, com a apresentação do programa Consultório. Carla garante que sempre sonhou ser jornalista e que, apesar de as suas médias escolares serem tão elevadas que lhe permitiam seguir Medicina, optou pelo curso de Comunicação Social.
Perfeccionista e decidida a manter os seus valores, demonstrando sempre que não é somente uma cara bonita da televisão, Carla tem como objetivo construir uma carreira na área da informação.
É junto do noivo, Pedro Ribeiro, gestor de centros comerciais, com quem planeia casar-se em junho do próximo ano e por quem garante estar muito apaixonada, que a jornalista passa todo o seu tempo livre. Dos seus planos faz ainda parte mudar-se para Lisboa, para uma maior evolução pessoal e profissional.

- Sempre quis ser jornalista, na área televisiva?
Carla Ascenção - Sim, porque me atrai muito a forma de comunicar em televisão e o impacto que tem junto do público. Para mim, é um meio privilegiado para informar e educar as pessoas.

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Luís Coelho


- Se tinha média para seguir Medicina, terá sido com certeza uma aluna aplicada e uma adolescente pouco rebelde?

-
Tive notas muito elevadas e entrei em jornalismo com média de 19. Sempre gostei muito de estudar e sempre procurei em tudo - e procuro ainda hoje, pois sou muito perfeccionista -, fazer as coisas com valores e não ser apenas mais uma. Gosto de ultrapassar os meus limites, de me pôr à prova.


- Vive então a vida com muita dedicação...

-
Sim, sempre.

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Luís Coelho


- Apresenta o programa Consultório diariamente, mas, sendo uma apaixonada pela informação, o seu sonho é ser pivô?

-
Adoro o programa que apresento, pois é muito enriquecedor e dá-me muita bagagem, mas não escondo que ser pivô de um telejornal é um sonho que gostava de concretizar.


- Está no meio da comunicação há nove anos. Os passos que tem dado têm-se revelado evolutivos?

-
Sim, tem sido uma carreira com muito esforço, muita luta e muito empenho. Todas as oportunidades que me foram dadas agarrei-as e não viro as costas a um desafio. Prefiro dar um passo de cada vez do que dar um falso.


- Mudando um pouco de assunto, está noiva...
-
Sim, vamos casar-nos no próximo ano. Estou muito feliz, apaixonadíssima. Estamos juntos há ano e meio e, por nós, casávamo-nos já, mas como somos ambos muito dedicados à profissão, ainda não foi possível. Queremos fazer um casamento tradicional, com tudo a que temos direito e isso implica tempo.
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- O facto de as profissões de ambos exigirem muita dedicação ajuda a que entendam as ausências um do outro?

-
Exatamente. O Pedro é uma pessoa com uma vida profissional muito preenchida e que lhe ocupa muito tempo, assim como eu. Por isso, durante a semana temos pouco tempo para estarmos juntos, até porque estamos em cidades diferentes, visto que eu moro no Porto e o Pedro passa mais tempo em Lisboa, mas sempre que podemos dedicamos o tempo um ao outro e os fins de semana são passados juntos. Esta distância de cidades entre nós faz também com que eu pretenda dar o passo profissional de vir para Lisboa assim que nos casarmos. Adoro a minha cidade, mas espero que o meu futuro passe por Lisboa, pois as grandes oportunidades na minha área estão aqui.


- Essa não é também uma prova de amor para com o Pedro, visto que vai deixar a segurança pessoal e profissional do Porto?

-
Claro que também é uma prova de amor, mas, como disse, tenho dado um passo de cada vez. Mesmo que ao vir para cá não tenha um programa meu como o que faço agora, fazer outra coisa na minha área dentro de um grande canal será para mim um voto de confiança. Sei muito bem o que quero, tenho objetivos muito elevados e vou lutar por eles com calma.


- Então só viverão juntos depois do casamento, está preparada para essas alterações?

-
Preparadíssima e acho que vai ser maravilhoso.


- E como foi o pedido de casamento, já estava à espera?

-
Sim, era algo que desejávamos muito. O Pedro pedia-me muitas vezes em brincadeira se queria casar-me com ele e a 12 de fevereiro, no meu aniversário, fiquei noiva. Tivemos um jantar em minha casa, o Pedro falou com os meus pais e fez o pedido. Fiquei felicíssima e vivo nesse estado desde então [risos].


- Sempre sonhou com o dia do seu casamento?

-
Sim. Quero que seja um dia inesquecível, sei muito bem o que quero e quase que já tenho tudo decidido na minha cabeça [risos].


- Não a incomoda que o vosso empenho profissional esteja a atrasar esse dia?

-
Obviamente que estamos a adiar um pouco a data devido a isso, mas vivemos tudo com muita naturalidade. Vivemos o dia-a-dia de uma forma feliz e sem pressões. Casar é um momento de felicidade e não uma imposição nem uma fase de stresse. Vai tudo acontecer com muita naturalidade.


- Percebe-se que está realmente muito apaixonada...

-
Sim [risos]. Somos muito parecidos e às vezes partilhamos um olhar, uma expressão em que percebemos tudo. Apoiamo-nos muito e isso é maravilhoso. Temos uma excelente relação de amizade.
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Luís Coelho


- O Pedro é um homem romântico?

-
Muito e eu também. Entre nós, o romantismo é instintivo.


- Percebe-se que é uma mulher bastante assertiva...

-
Sim. Sou muito assertiva, objetiva, decidida e sei muito bem o que quero ou não. Sempre fui assim.


- Com as mudanças que viverá após o seu casamento, deduzo que ter filhos não seja um desejo a curto prazo...

-
Não, nem pensar. Faz parte dos nossos objetivos futuros, mas não para já. Nunca senti o apelo da maternidade de que tantas mulheres falam, mas acho que esse dia chegará. Hoje em dia a mulher pode ser mãe até mais tarde e não me importo que isso aconteça. Terá de ser, sim, na altura em que o desejar.


- O facto de trabalhar em televisão faz com que tenha muitos cuidados com o aspeto exterior?

- Gosto de me sentir bem comigo própria, cuido da minha imagem, mas não tenho nenhuma obrigatoriedade. Acho que a imagem em televisão é importante, mas, acima de tudo, as pessoas têm de ter cultura, maturidade, currículo e experiência. E eu tenho. Se é coisa que não sou é mais uma cara bonita num canal de TV por cabo.

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