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Paulo Jorge Figueiredo

A escolha de... Eurico Lopes

O ator, de 42 anos, iniciou a sua formação teatral em 1988, tendo desde então participado em inúmeras peças de teatro, séries de televisão e telenovelas.

Joana Carreira
6 de agosto de 2011, 10:00

Conhecido ator de televisão, cinema e teatro, entre vivências e interrogações Eurico Lopes enfrenta os desafios como estímulos. Membro fundador da companhia de teatro Meia Preta, já trabalhou com Ariane Mnouchkine no Théatre du Soleil em Paris, com Ferruccio Soleri no Teatro Olímpico de Vicenza, em Itália, e, recentemente, aceitou o convite do Teatro Nacional D. Maria II para participar nas Leituras no Sofá, dando corpo a textos diversos da obra de Fernando Pessoa.
Sempre que consegue, gosta de viajar até Madrid, onde dá continuidade ao trabalho de formação com o diretor do Estúdio Corazza, Juan Carlos Corazza.

O Livro
"O Livro do Desassossego"
O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa), que é em si uma organização de escolhas, traduz exemplarmente os tempos e estados multifacetados do indivíduo na sua condição mais interior, volátil e humana.

A Peça de teatro
"Do Desassossego", na Comuna
Assisti à peça de teatro Do Desassossego, no Teatro da Comuna, com encenação de João Mota, aquando da preparação do trabalho-desafio lançado pelo Teatro Nacional D. Maria II. O mesmo tema da procura interior, a poética dessa busca na sua relação com o exterior, um magnetismo que potencia o pensar.

O Filme
"Filme do Desassossego", de João Botelho
Talvez esteja vivendo momentos Fernando Pessoa... Momentos do pensar com todos os sentidos sem ter medo de arriscar. O Filme do Desassossego, de João Botelho, potencia esse ser fractal, os meus eus. Difícil de falar, fácil de sentir, A Árvore da Vida, de Terrence Malick, noutro registo, revela esse humano processo, o do eu nas suas contradições abrindo-se ao mundo que o rodeia.

O CD
"High Violet", dos The National
Um disco algo ensimesmado, embalou a minha melancolia e densidade nesta ambiência pessoana.

O Hotel
Silken Puerta América, em Madrid
Apenas para certas noites e memoráveis dias, no Silken Puerta América escolho o segundo andar, concebido por Zaha Hadid. Transporta-me a um branco luminoso monumental e futurista, abrindo uma vista contemplativa sobre a capital espanhola, onde as histórias se enlaçam.

A Exposição
Casa das Histórias Paula Rego
Construir a Revolução - Arte e Arquitectura na Rússia 1915-1935: fotos, desenhos, pinturas e maquetas documentam os primeiros 15 anos de História da União Soviética, na CaixaForum Madrid. De regresso à capital lusa, uma visita à Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, é viver fora por dentro, mesmo aqui ao lado.

O Restaurante
O Fidalgo, em Lisboa
Em deambulações pelas ruas de Lisboa, um dos caminhos certos é o que vai dar ao clássico O Fidalgo, com cozinha tradicional portuguesa e garrafeira diversificada. Já n'O Bueno Aires, embarco para outras viagens.

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