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Maria João Ruela

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João Lima

A escolha de... Maria João Ruela

Natural de Aveiro, a jornalista da SIC deixa perceber, através das suas escolhas, que viajar continua a ser uma enorme paixão.

Joana Carreira
31 de julho de 2011, 01:41

Seja em trabalho ou em lazer, Maria João Ruela, de 41 anos, gosta de aproveitar o que de melhor têm para oferecer os locais que visita, registando num bloco as suas notas, as emoções e impressões com que fica deles. Com o apoio do marido, o editor de imagem da SIC José Ribeiro da Silva - que tem por hábito registar as viagens que fazem juntos através de fotografias - a jornalista acabou por aceitar o desafio de uma editora e partilhou alguns episódios das suas viagens. O resultado encontra-se no livro Histórias Contadas, lançado recentemente pela Esfera dos Livros.

A Música
"Solitary Man", de Johnny Cash
Para ouvir numa viagem de carro sem destino, as músicas de Johnny Cash em Solitary Man. São tristes e alegres ao mesmo tempo, e preenchem, sem incomodar, o vazio das grandes paisagens. Para dançar, a melhor música de todas é, há muitos anos, Sympathy for the Devil, dos eternos The Rolling Stones.

O Livro
"Os Maias", de Eça de Queiroz
O primeiro, o que me mostrou o que é a literatura, foi Os Maias, de Eça de Queiroz. Li a primeira página por obrigação escolar, todas as outras, sôfrega, numa só tarde, por puro prazer. E nunca mais parei de ler... Encontrei outros livros, entretanto, que me surpreenderam, como O Nome da Rosa, de Umberto Eco, que me mostrou que um policial também pode ser erudito; e quase todos os de John le Carré, ótimo espião-escritor, num dos estilos que mais aprecio.

O Restaurante
A Peixaria, em Aveiro
Fica na minha terra, em Aveiro, numa ponta de areia, entre a ria e o mar. É lá que como o melhor peixe do mundo, acompanhado por salada de pimentos, que adoro. Não tem luxos e a ementa varia todos os dias, de acordo com o que o mar dá, mas a simplicidade e simpatia acompanham lindamente as refeições.

A Cidade
Berlim
A primeira vez que estive em Berlim foi em trabalho. Regressei mais tarde de férias. E continuo sempre a regressar, seja verão ou inverno. É uma cidade cosmopolita, capital económica da Europa, mas tem, em simultâneo, uma dimensão acolhedora. Encontro sempre o que fazer. Tenho por hábito, sempre que chego, correr ao último andar do KDW para desfrutar de uma verdadeira experiência gourmet.

A Viagem
Nepal
Fiz muitas viagens de 'sonho', mas continuo a recordar como a mais incrível aquela que me levou ao Nepal, num trekking em torno dos Annapurnas. Pela aventura de passar 15 dias a caminhar nas montanhas, sem guias, apenas com uma mochila às costas. E pela surpresa das gentes e da paisagem. Fiquei sem fôlego perante a força da natureza nos Himalaias e encantada com a simpatia e simplicidade daquele povo.

O Fim de semana
Parque Nacional Peneda Gerês
Pegar numa mochila e caminhar no parque, dormir numa casa-abrigo e comer cabrito assado num restaurante simpático. Ou então mergulhar na nostalgia da Torreira, em Aveiro, com uma pilha de livros.

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