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Tiago Caramujo

Sónia Brazão ouvida na qualidade de arguida na PJ

A atriz foi ouvida esta manhã pela Polícia Judiciária na qualidade de arguida. Sónia Brazão é suspeita de ter provocado a explosão no seu apartamento. Contactado pela CARAS, o agente da atriz, Ricardo Azedo, esclareceu que "não podemos nem queremos prestar declarações sobre este assunto".

Pedro Amante
26 de julho de 2011, 16:21

Três dias antes de ter sido ouvida na PJ, a atriz deu uma entrevista à CARAS (que pode ler na íntegra nas edições em papel e ipad desta semana), onde garante que não se recorda do que aconteceu no dia da violenta explosão em sua casa, há um mês e meio.

- Agora que teve alta, que tipo de tratamentos implica a sua recuperação?
Sónia Brazão - Essencialmente, faço fisioterapia dia sim, dia não, muita hidratação da pele e laser nas partes que estavam com menos mobilidade, em especial no braço esquerdo, a que fui operada.

(...)

- Se sofreu queimaduras de segundo e terceiro, graus como é que ficou sem marcas?
- Não temos a noção do trabalho de uma unidade de queimados e de como as coisas estão a evoluir! Como é algo que nos faz muita impressão, preferimos ignorar. As queimaduras foram de segundo e terceiro graus, mas a minha pele regenerou muito bem.

- O tratamento passou pela utilização de membranas amnióticas?
- Sim. Mas é um tratamento que só dá para queimaduras de segundo grau. Assim que me tiraram a ventilação, as coisas foram encaixando umas nas outras e o milagre aconteceu. Graças a Deus a pele reagiu muito bem ao tratamento e começou a cicatrizar de uma forma espantosa, com melhorias de dia para dia.

(...)

- Tem sido muito acarinhada por todos, em especial pela sua mãe...
- Sim, ela é uma força da natureza! Foi muito duro para mim, mas para quem acompanha é igualmente difícil, pois vive a realidade, enquanto nós, de certa forma, estamos numa redoma. A minha mãe levou com a pressão cá de fora, com as incertezas, agora está muito cansada...

- Foi difícil ver a dor da sua mãe?
- Muito. As dores físicas estavam atordoadas pela medicação, agora ver a incerteza nos olhos da minha mãe e do meu irmão... Isso foi o mais difícil. Depois, o facto de me estarem a ver assim e não me poderem tocar... Foram momentos muito emocionantes e que me custaram muito. Por isso, a primeira coisa que disse à minha mãe foi: "Eu vou sair daqui, prometo."

- O amor deles foi fundamental...
- O amor deles é que me deu força.

- Como é que reage às notícias de que teria tentado suicidar-se?
- Há imprensa que quer vender papel seja como for, independentemente de ser verdade ou mentira. Não posso fazer nada contra isso... Palavras leva-as o vento e só têm importância naquela semana. Pelo senso comum, ninguém se mete dentro de uma casa para se queimar!

- E já foi contactada pela polícia?
- Ainda não, o meu irmão é que está a tratar de tudo. Para já, o objetivo é tratar de mim, até porque essa é a indicação dos médicos.

(...)

- O acidente mudou as suas prioridades?
- Completamente. Vou passar a dar importância às pequeninas coisas que dava como garantidas.

- Não se recorda do que passou...
- Não e para já os médicos nem querem. Há coisas que apaguei e, segundo os médicos, é um mecanismo de defesa. Sofri um traumatismo craniano, tenho uma cicatriz na cabeça e não sei se também será por isso... O facto é que não tenho qualquer memória.

- Está com uma grande sede de viver?
- Estou com vontade de saborear a vida.

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