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Carolina Patrocínio mostra o seu lado privado: "Sou bastante competitiva comigo própria e só me contento com o melhor"

A apresentadora confessa ser uma mulher emotiva, que gosta de sonhar. Contudo, a vida tem-lhe ensinado a ser mais racional e a saber esperar pelas oportunidades.

Joana Carreira
3 de junho de 2011, 15:27

A completar 24 anos esta semana (dia 27), Carolina Patrocínio sente-se realizada a nível profissional e pessoal. Contudo, isso não a impede de continuar a sonhar e querer mais. "Ambiciosa, mas de forma saudável", a apresentadora da rubrica O Mundo de Carolina, integrada no programa Fama Show, sabe muito bem aquilo que quer, e já mostra a maturidade e a paciência necessárias para saber esperar pelas oportunidades.
Apesar de adorar trabalhar em televisão, Carolina gostava de se dedicar a um negócio próprio, conciliando-o sempre com a realização dos seus sonhos mais pessoais. Assim, ainda este ano, a apresentadora quer fazer algumas viagens, nomeadamente à Nova Zelândia, para assistir ao campeonato mundial de râguebi, modalidade praticada pelo seu namorado, Gonçalo Uva. Juntos há sensivelmente três anos, Carolina confessa ter uma relação feliz, na qual está "tudo ótimo". Apesar de a sua irmã mais velha estar prestes a casar-se, a apresentadora ainda não sente vontade de também ela subir ao altar.
Foi a propósito da inauguração do espaço Häagen-Dazs Secret Sensations Lounge, entre o Príncipe Real e o Bairro Alto, que a CARAS conversou com Carolina sobre a mulher que é hoje e a que quer ser amanhã.

Carolina Patrocínio
Carolina Patrocínio
Natacha Brigham


- Hoje, o que a traz aqui são os gelados. É uma pessoa gulosa?

Carolina Patrocínio
- Estes gelados são os melhores do mundo. Quando era criança dizia que queria ser adulta para fazer duas coisas: poder estar acordada até tarde e comer gelados quando quisesse. E posso dizer que tenho realizado este último desejo! Sou gulosa, sobretudo por gelados e chocolates.


- Mas parece não engordar... Como é que consegue manter a boa forma?

- O segredo é levar uma vida relativamente saudável, dormir bem, acordar cedo e praticar desporto. Fecho pouco a boca, mas faço exercício físico. Não consigo ser uma pessoa regrada em relação à alimentação.


- Preocupa-se muito com a sua imagem?

- Acho que estou cada vez mais preocupada com a imagem. Também estou mais atenta às tendências da moda, a profissão assim o obriga e sei que quando vamos a eventos temos de estar bem. Tenho uma imagem pública a defender. Acima de tudo, sou muito feminina.


- Perde a cabeça com roupa e acessórios?

- Não, sou uma pessoa bastante contida. Peço muitas coisas à minha avó, pois tem um estilo muito
vintage
que nunca sai de moda. Portanto, uso muitas coisas de família. Tenho a sorte de ter cinco irmãs e partilhamos os nossos armários dando a sensação de que temos muito mais roupa do que a que temos na realidade.

Carolina Patrocínio
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Natacha Brigham

-
Têm gostos semelhantes ou cada uma tem o seu próprio estilo?

- Cada uma tem o seu estilo, mas hoje na moda vale tudo. Sou apologista de que menos é mais, mas podemos conjugar estilos diferentes. Por isso, posso usar a roupa mais clássica da minha irmã
Mariana
, que é mais velha, ou optar por um estilo mais
vintage
da minha irmã
Inês
. Acabo por ter vários estilos.


- O que é que mais gosta em si?

- Acima de tudo, sou uma pessoa otimista, o que me tem ajudado bastante. Consigo encontrar oportunidades nas dificuldades. É importante ter uma boa atitude, positiva e criativa, perante a vida. É aquilo que destaco na minha personalidade. O resto, é melhor serem os outros a dizer...


- E que defeitos tenta melhorar?

- Tento ser cada vez mais generosa, e viver numa família grande assim o impõe, porque tenho de saber partilhar as minhas coisas. Mas nem sempre é fácil... Também tenho aprendido a dizer que não. Comecei a trabalhar em televisão, que é uma indústria difícil, muito nova. É importante dizer que não, assumir a nossa posição sem medo.

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Natacha Brigham

- É uma pessoa egoísta?

- Não. Mas como somos uma família grande, temos de aprender desde o início que nada é mesmo nosso. Se as minhas irmãs, que são as pessoas de quem mais gosto na vida, me pedem alguma coisa, tenho de emprestar. Temos de saber perder aquele sentimento de posse.


- O que é que tem sido o melhor e o pior de ter crescido numa família numerosa?

- Em relação a isso, só me consigo lembrar de coisas boas... E quero proporcionar aos meus filhos a mesma experiência que tive e ainda tenho. Somos muito unidos. É difícil encontrar uma família tão cúmplice como a nossa.


- A Carolina de hoje é muito diferente da Carolina que começou a trabalhar em televisão com 16 anos?

- Sim, sou muito diferente. Estou numa indústria que tem regras muito próprias e, como costumo dizer, não posso mudar a direção do vento, mas tenho conseguido bastante bem ajustar as minhas velas para sobreviver na televisão e conseguir aquilo que quero. Tenho alguns objetivos por cumprir, mas até agora tem-me corrido tudo bem.

Carolina Patrocínio
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Natacha Brigham

- É ambiciosa?

- Sou ambiciosa, mas de forma saudável. Quero sempre melhorar. Sou bastante competitiva comigo própria e só me contento com o melhor.


- E como é que lida com aquelas alturas em que não tem o trabalho que quer e em que as coisas não correm assim tão bem?

- Sou uma pessoa paciente, até porque ao trabalhar em televisão temos de saber esperar pelas oportunidades certas. O que quero é conseguir mostrar o meu talento em todos os projetos que aceito. Até agora tenho tido a minha vida académica paralela ao trabalho, o que me tem preenchido bastante e não tenho sentido esse vazio por não haver tanto trabalho.


- Tem medo de ser posta na 'prateleira'?

- Por agora não penso nisso. Como disse, temos de encontrar oportunidades em cada situação e a melhor forma de uma pessoa dar valor ao seu próprio trabalho é imaginar como seria a sua vida sem ele.


- Imagina-se sem estar a trabalhar em televisão?

- Se isso acontecesse, seria uma pessoa bastante mais infeliz. Gosto muito daquilo que faço.

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Natacha Brigham

- Que tipo de projetos gostaria de ter em televisão?

- Gostava de voltar a apresentar programas em que trabalhasse com o público infantil, como fiz no
Disney Kids
. É o público mais honesto de todos. Mas ainda há várias coisas a nível pessoal que quero fazer e que ultrapassam a minha vida na televisão.


- E que coisas são essas?

- Viagens, por exemplo. Gostava de ter um negócio meu, ainda não sei é qual. Temos todos de procurar uma coisa que gostemos mesmo de fazer. Assim, não seria trabalho e sim algo que nos dá prazer. Ainda estou a descobrir o que é que quero fazer.


- A proximidade do casamento da sua irmã Mariana fá-la desejar casar-se também?

- A minha irmã vai casar-se e estamos todos muito contentes. Eu, como madrinha e irmã, também estou empolgada, mas isso não quer dizer que comece a pensar no meu casamento.


- Mas casar-se é um objetivo de vida?

- Sempre tive o sonho de me casar e ter uma família. Gostava de proporcionar aos meus filhos a família e as oportunidades que também tive.

Carolina Patrocínio
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Natacha Brigham

- A Carolina e o Gonçalo já namoram há cerca de três anos. Para si é importante ter um namoro longo antes de assumir um compromisso mais sério como o casamento?

- E difícil de dizer, porque cada caso é um caso e não quero ser moralista e dizer que é preciso namorar muitos anos antes de dar esse passo. O que posso dizer é que estou contente com a minha relação. Está tudo ótimo entre nós.


- Ainda não entraram naquela fase em que se instala alguma monotonia?

- Felizmente, não.


- Este espaço onde estamos chama-se Secret Sensations. A Carolina é uma pessoa de segredos ou é alguém completamente transparente?

- Sou uma pessoa que sabe guardar os segredos. Sou de confiança nesse sentido. Também gosto que guardem os meus. Mas os segredos que são íntimos e privados não devem ser contados. Como diz a minha avó,
"um segredo, minha amiga, não o contes a ninguém, pois uma amiga tem amigas, e outra amiga amigas tem."
Em algumas áreas sou reservada.

Carolina Patrocínio
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Natacha Brigham

- E é uma pessoa mais racional ou emotiva?

- Sou genuinamente emotiva, mas a vida tem-me ensinado que temos de ser bastante racionais em determinados assuntos. Mas o meu lado emocional está muito mais presente.


- E já há projetos para os próximos tempos?

- Por enquanto, vai continuar tudo como está. Entreguei a minha tese de mestrado e a continuação dos meus estudos está em
stand by
. A nível profissional, continuo com a minha rubrica.

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