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Odília Pereirinha e Renato Seabra

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D.R.

Odília Pereirinha teme pela saúde do filho, Renato Seabra

Na entrevista exclusiva ao semanário 'SOL', a mãe do jovem modelo confessou estar muito preocupada com o estado de saúde do filho, que achou "muito perturbado, muito perdido".

Andreia Guerreiro
22 de janeiro de 2011, 17:30

Passadas duas semanas sobre a morte de Carlos Castro, Renato Seabra, para já acusado de homicídio em segundo grau, continua detido na ala prisional do Bellevue Hospital, em Nova Iorque. A mãe, Odília Pereirinha, que regressou a Portugal na última segunda-feira, 17 de janeiro, depois de uma semana nos Estados Unidos, confessou, em entrevista ao semanário SOL, que teme pela saúde do filho. "Vi-o muito perturbado, muito perdido. Tenho muito medo que este estado possa ser irreversível. E ele precisa de mim para recuperar", disse Odília Pereirinha, que já pôs à venda a casa da família, em Cantanhede, e se está a desfazer de outros bens para poder pagar a defesa do jovem modelo. "Ele está mesmo muito afetado psicologicamente. São os médicos que não o deixam sair", acrescenta, refutando a ideia de que mantê-lo no hospital pode ser estratégia da defesa.

Nesta entrevista, a enfermeira garantiu ainda que nunca desconfiou da relação do filho com Carlos Castro, uma vez que a orientação sexual de Renato sempre esteve bem definida e o facto do cronista social ser homossexual não a preocupou. Além disso, Carlos Castro sempre fez questão de a tranquilizar. "O Carlos queria sempre falar comigo para me dar tranquilidade. E o Renato ligava-me sempre, estivesse onde estivesse, fosse a que horas fosse", diz Odília Pereirinha, depois que recordar que foi ela quem levou o filho ao primeiro encontro com o cronista social e que este lhe prometeu ajuda para ter sucesso no mundo da moda.

Das conversas sobre as viagens de Renato com Carlos Castro, a Londres e Madrid, a enfermeira recorda apenas que o filho as definia como "uma vida de muita luxúria" e que lhe contava que "o Carlos tinha máxima concentração nele, não lhe dava espaço".

Já sobre as últimas vezes em que falou com o filho antes do crime, Odília Pereirinha garante que o sentiu muito perturbado, razão pela qual lhe marcou a viagem de regresso a Portugal. "Nesse mesmo dia à tarde, ligou-me de outro número, que não era do Carlos Castro, e eu atendi. Senti que era um pedido de socorro, notei pela voz dele", afirma, antes de relembrar as palavras do manequim: "Não te esqueças que te amo muito, quero ir para Portugal, só junto de ti é que estou em segurança".

*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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