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Catarina Larcher

Renato Seabra: Mais pormenores da audiência

O jovem, acusado do homicídio de Carlos Castro, foi ontem ouvido pelo juiz, numa audiência que durou apenas 54 segundos e durante a qual viu recusado o direito a fiança.

Andreia Guerreiro
15 de janeiro de 2011, 16:57

Renato Seabra, que continua internado no Bellevue Hospital, em Nova Iorque, foi ontem ouvido pelo Tribunal Criminal de Manhattan por videoconferência. Durante a audiência, que durou apenas 54 segundos e que tinha como objetivo definir em que condições ficava a aguardar a acusação formal pelo assassínio de Carlos Castro, foi possível ver o jovem, que vestia a farda hospitalar e se manteve quase sempre de cabeça baixa, excepto quando o juiz decretou que não poderiam ser captadas imagens. Perante esta decisão, o manequim levantou a cabeça e esboçou um ligeiro sorriso, como que em sinal de alívio. A seu lado, Renato Seabra teve o advogado contratado pela família para a sua defesa, David Touger, especialista em Direito Criminal.

Próxima audiência a 1 de fevereiro

O juiz decidiu que o modelo aguardará a próxima audiência, a 1 de fevereiro, em prisão preventiva, na ala prisional do Bellevue Hospital, e sem direito a ser libertado sob fiança. Foi também comunicado que o Grande Júri (júri é composto por 23 cidadãos) reuniu ontem e deliberou que o caso segue mesmo para tribunal, agora para o Supremo. Nessa altura, se Renato Seabra se declarar culpado na audiência, não irá a julgamento, uma vez que a sentença pode ser determinada pelo juiz ou resultar de um acordo entre a defesa e a acusação.

Detalhes do crime "violento"

Ontem, a procuradora Maxine Rosenthal definiu este caso como "um crime muito grave e violento", como pode ler-se num resumo da acusação da procuradoria entregue aos jornalistas. Neste documento são ainda relatados mais pormenores da agressão ao cronista social, que culminou na sua morte. "Asfixiou-o", "apunhalou-o com um saca-rolhas", "pisou-o", "bateu com a cabeça de Carlos Castro contra um monitor de televisão" e "cortou-lhe os testículos", são alguns termos usadas no referido documento.

Recorde-se que a autópsia de Carlos Castro revelou morte por asfixia e golpes na cabeça. Ontem foi feita uma descrição mais pormenorizada: marcas de sapato no rosto, compressões no pescoço, vários cortes, traumatismo na cabeça causada por forte impacto e castração dos testículos. Concluiu-se ainda que Carlos Castro foi morto às 14h00 locais (19h00 em Lisboa) e o corpo só foi encontrado às 19h00, depois das amigas Mónica e Vanda Pires terem alertado os funcionários do hotel, o que significa que Renato Seabra terá estado durante mais de quatro horas com o cadáver do cronista social.

Missas em Newark e Lisboa

Esta tarde foi celebrada em memória de Carlos Castro uma missa na igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Newark, onde reside uma grande comunidade portuguesa e onde, inclusivamente, moram alguns amigos do cronista social.

Também em Lisboa será rezada uma missa, pelas 19horas, na Basílica da Estrela.

*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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