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Carlos Castro

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Paulo Jorge Figueiredo

As últimas palavras de Carlos Castro: "Ele tem agido como um louco"

Fontes da polícia nova-iorquina revelaram parte da conversa que o cronista teve com uma amiga na véspera de ser assassinado.

Redação CARAS
9 de janeiro de 2011, 22:43

Depois de um fim de ano animado e descontraído, como o próprio Carlos Castro contou a amigos em Portugal, a relação do cronista com Renato Seabra ter-se-á deteriorado e são diversos os relatos de violentas discussões entre os dois. No hotel, foram vários os hóspedes que revelaram ter ouvidos gritos tanto no quarto onde ambos estavam instalados como nos próprios corredores da unidade hoteleira. Testemunhas garantem ainda que os dois estavam bastante exaltados durante um jantar no restaurante Paulinos, em East Village. Um dia antes da sua morte, Carlos Castro encontrou-se com a amiga Vanda Pires e, segundo fontes da Polícia de Nova Iorque, ter-lhe-á confessado que as coisas não estavam a correr bem. "Estou assustado por ter que dormir com ele no quarto", disse o cronista à amiga, segundo fontes policiais. As mesmas fontes revelam ainda que Carlos Castro terá dito à amiga que tinha, inclusivamente, antecipado o regresso a Portugal. "Ele tem agido como um louco", terão sido as palavras usadas pelo cronista português.
No dia seguinte, a mesma amiga voltou ao hotel para se encontrar, de novo, com Carlos, e acabou por ser ela a dar o alerta que levou à descoberta do corpo. No hall do Intercontinental Hotel, Vanda e a filha, Mónica, ainda se cruzaram com Renato Seabra, que lhes disse que Carlos Castro não voltaria a sair do quarto, saindo apressado do local. Andou quatro horas desaparecido, apanhando depois um táxi para o hospital. E foi o próprio taxista quem deu o primeiro alerta à polícia. "Deixei o rapaz que procuram no hospital. Ele estava muito agitado", afirmou o taxista às autoridades. Pouco tempo depois, uma enfermeira viu Renato na sala de espera e reconheceu a sua fotografia da televisão, alertando também as autoridades, que viriam entretanto a prender o modelo português.
 

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