Nas Bancas

Ana Antunes confidencia: "A casa é o nosso refúgio"

Ao lado do marido, Pedro Filipe-Santos, e do filho, Martim, a decoradora mostrou como vive o Natal na sua casa, no Chiado.

Joana Carreira
25 de dezembro de 2010, 17:31

Juntos há sensivelmente dez anos, Ana Antunes e Pedro Filipe-Santos são a equipa perfeita dentro e fora de casa. Quando se conheceram, Pedro trabalhava na área da publicidade e marketing e Ana já se movia no meio da produção televisiva. Ambos com um forte sentido de empreendedorismo, decidiram unir-se também na área profissional e criaram a produtora de televisão Briskman, responsável por programas como Querido, Mudei a Casa, conceito que o casal trouxe para Portugal.
Para além de mudar muitas casas e, consequentemente, as rotinas de muitas famílias, este programa de decoração mudou também a vida de Ana, que ganhou coragem e passou para a frente das câmaras, sendo hoje uma das decoradoras deste projeto televisivo. Ana Antunes abriu as portas da sua casa, no Chiado, e ao lado do marido e do filho, Martim, de cinco anos, contou como tem conciliado a realização dos seus sonhos profissionais com uma vida familiar estável e plena de afetos.

- Como é que uma produtora de televisão vai parar à decoração?
Ana Antunes - Toda a minha vida estive rodeada de pessoas ligadas à arte. A minha mãe era pintora e fazia vitrais, o meu tio [António Augusto] é costureiro, a minha avó era uma pessoa com uma personalidade muito forte e, por isso, eu tinha de fazer qualquer coisa numa área mais criativa. A produção de televisão deu-me o que preciso para que hoje, na decoração, seja uma profissional mais prática, rápida e eficaz. Quando a minha mãe convidava alguém para ir lá a casa, tínhamos invariavelmente uma mesa decorada. Ela sempre foi atenta a esses pormenores e passou-me isso. E o Querido, Mudei a Casa surgiu precisamente da minha paixão pela decoração. Mesmo antes do programa, já brincava aos decoradores na minha casa e nas casas dos meus amigos. E durante a adolescência ia para o ateliê do meu tio ver os tecidos.

Ana Antunes e Pedro Filipe-Santos
Ana Antunes e Pedro Filipe-Santos
Mike Sergeant
- Mas não deve ter sido fácil para si, que sempre esteve atrás das câmaras, passar de repente a ser uma decoradora profissional e logo na televisão...

- Foi um passo muito difícil para mim. Já estava a fazer o programa há quase seis anos quando, por força das circunstâncias, tive de substituir um decorador e passar para a frente das câmaras. Foi difícil, porque, como produtora de televisão, estou muito mais consciente dos erros de quem dá a cara. Sou a pior cliente de mim própria, porque sou muito exigente. Mas depois a transição acabou por ser algo natural... Como produtora, já acompanhava, mesmo em termos de decoração, todos os projetos...


- Como é óbvio, dá especial atenção à decoração da sua casa. O que é que ela pode dizer sobre si e a sua família?

- A casa é o nosso refúgio. Gostamos de conforto, de peças bonitas. Tanto eu como o meu marido somos muito atentos à estética. Damos importância à cor... Gostamos de receber e no Natal fazemos questão de enfeitar a casa, não apenas a árvore, mas com vários pormenores alusivos à época. Também gosto de flores, e na cozinha os desenhos do meu filho estão expostos na parede.


Ana Antunes com o filho, Martim
Ana Antunes com o filho, Martim
Mike Sergeant
- Falou agora de algumas semelhanças que existem entre si e o seu marido. Têm personalidades parecidas ou são bastante diferentes um do outro?

- Ele é mais brincalhão. Eu não tenho o sentido de humor do meu marido. As pessoas perguntam-nos como é que conseguimos trabalhar juntos. E para nós estranho seria não trabalharmos os dois na mesma coisa, porque se assim não fosse quase não estaríamos juntos. E temos muita empatia, gostamos do mesmo tipo de coisas, temos a mesma noção estética e, quando produzimos algo, somos mesmo obcecados com a imagem e com os pormenores.


- Deve ser difícil não trazerem o trabalho para casa...

- Nós conseguimos fazer bem essa distinção, sobretudo a partir do momento em que fomos pais. Quando entramos em casa, a nossa atenção centra-se no Martim e naquilo que precisamos de fazer enquanto família. É óbvio que às vezes temos de falar de trabalho, mas na nossa cabeça faz-se um clique sempre que passamos aquela porta.


- Ser mãe mudou muito a sua vida e as suas rotinas?

- Muito. Fiquei mais sensível a determinadas coisas. Hoje em dia, fazer os programas que envolvem instituições de solidariedade mexe muito comigo. Tornei-me muito mais sensível a essas realidades. E descobri que passei a ter um coração fora de mim, que é o meu filho. Ele é o meu coração. O ser mãe é a minha razão de viver.


- Planeiam ter mais filhos?

- Nós não queremos que o Martim seja filho único, mas o
Querido
tem sido o nosso segundo filho... E para ter um bebé preciso de tempo.


*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras