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Após o divórcio, José Carlos Araújo admite: "Sou um pai muito presente"

O jornalista esteve com os filhos, André e Marta, no Castelo da CARAS, onde falou do seu lado mais privado.

Joana Carreira
24 de dezembro de 2010, 17:29

Quem vê José Carlos Araújo na TVI 24 pode não perceber que por detrás do homem sério, que não mostra emoções, está um pai carinhoso, que tem nos filhos, André, de oito anos, e Marta, de 11, a sua grande prioridade. Por isso, o pivô tenta ter sempre nota máxima na sua prestação como pai e não se importa de sacrificar a sua vida pessoal se isso significar mais tempo de qualidade ao lado dos filhos.
Há alguns meses, e após 12 anos de casamento, o jornalista e a mãe dos filhos, Ana Cristina Barros, divorciaram-se. Apesar desta decisão influenciar a vida de André e de Marta, José Carlos garante que "a transição foi perfeitamente harmoniosa, cordial e tranquila" e, como nos confessou no Castelo da CARAS, em Alcácer do Sal, a sua vida familiar continua bastante equilibrada.

- O José Carlos tanto parece ser o pai que dá mimo como aquele que impõe disciplina...
José Carlos Araújo - E acho que sou uma mistura dos dois. Confesso que gosto de organização, que é um conceito que me agrada mais do que o de disciplina. Os meus filhos, quando estão comigo, sabem que há alturas para tudo, para brincar e para fazer o que é necessário. De forma genérica, sou um pai muito presente na vida dos meus filhos. Há dias em que lhes posso dar mais liberdade de ação, noutros sou mais controlador.

José Carlos Araújo com os filhos
José Carlos Araújo com os filhos
António Bernardo
- As preocupações que tem com a Marta devem ser bastante diferentes das que tem com o André e vice-versa...

- Claro, porque eles são diferentes. Apesar de as regras e as orientações serem as mesmas, a forma de lidar com um e outro não é igual. O André tem uma personalidade muito mais interventiva e ativa, assume o protagonismo com muito mais à-vontade do que a Marta, que é uma criança muito mais ponderada e recatada. Ela é menos impulsiva e espontânea. Mas nas manifestações de carinho e atenção são muito semelhantes e se em algum dia me veem mais atarefado, perguntam logo se preciso de ajuda.


- O que é o melhor e o pior, para os seus filhos, de terem um pai que é jornalista?

- O melhor, e não sei se eles têm perceção disso de uma forma objetiva, é o pai considerar-se uma pessoa informada, que acompanha o dia-a-dia social e que está desperto para lhes transmitir determinados conceitos e ideias, que considero importantes para a construção das suas personalidades. O pior talvez seja o tempo, que é curto para estar com eles. Em Portugal, estamos preocupados em reequacionar o sistema financeiro, mas acho que devíamos parar e reequacionar o sistema familiar. Também me queixo de que tenho pouco tempo útil para estar com os meus filhos.


Os filhos do jornalista, Marta e André
Os filhos do jornalista, Marta e André
António Bernardo
- Sente que, de alguma maneira, quer compensar os seus filhos por se ter divorciado e já não poder estar sempre com eles?

- Não. A minha postura enquanto pai não mudou. A nossa relação a quatro mantém-se equilibrada e sintonizada o suficiente para que eles tenham um ambiente muito confortável. Conseguimos um equilíbrio que permite à Marta e ao André gerirem esta situação com naturalidade.


- Não foi difícil prepará-los para o vosso divórcio?

- Eu continuei a viver com eles com a mesma intensidade com que vivia. E o ir buscá-los à escola, levá-los, estar com eles nas atividades pós-escola, que é um tempo em que eu e a mãe estamos muito presentes, traz-lhes conforto. Eles sentem que os pais estão por perto. E não estão afastados nem da mãe nem do pai dias a fio.


- Acredito que o facto de os seus filhos terem lidado bem com o vosso divórcio também o tenha ajudado a encarar esta nova fase da sua vida...

- Sim, a transição foi perfeitamente harmoniosa, cordial e tranquila. É claro que as crianças estão a crescer, vão entrar numa fase mais complicada, as personalidades delas vão mudar, mas até agora o processo de transição tem sido feito com bastante serenidade. Os meus filhos já eram a prioridade na minha vida e continuam a sê-lo.


José Carlos Araújo com os filhos
José Carlos Araújo com os filhos
António Bernardo
- Mas não sente que encontrar o seu próprio equilíbrio e espaço nesta nova fase da vida também é importante?

- Às vezes acho que não penso tanto nisso quanto devia. [risos] Os meus filhos são mesmo a minha prioridade e, nesta fase do crescimento deles, quero acompanhá-los bastante. Mas vou pensando nisso... A minha atividade profissional e o ser pai ocupam grande parte do meu dia-a-dia... Mas tenho amigos com quem vou conseguindo estar, apesar de não tantas vezes quanto queria. As nossas vidas são
puzzles
e por vezes não é fácil encaixar outras peças.


- Na televisão parece ser uma pessoa muito séria...

- Sou uma pessoa atenta, mas divertida, ainda que por vezes a minha expressão facial e o meu tom de voz não indiciem isso. Estou sempre pronto para desconstruir o mais óbvio e consigo encontrar olhares alternativos para as situações do dia-a-dia. Tento não dramatizar a vida quotidiana... Mas não sou tão sério como aparento.

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