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Sylvia Patoir: "Sou espanhola, francesa e quase portuguesa"

Jurista de formação e empresária por paixão, Sylvia apaixonou-se por Portugal há dez anos e já não se imagina a viver noutro país.  

Joana Carreira
9 de dezembro de 2010, 10:24

A simpatia e descontração de Sylvia Patoir conquistam qualquer pessoa que com ela se cruze. Divertida, conversadora, empenhada e disciplinada, a empresária, de 37 anos, só se intimida quando lhe pedem para posar para a máquina fotográfica...Filha de mãe francesa e pai sevilhano, Sylvia nasceu em Espanha, passou a infância em África, na Libéria, e regressou a Sevilha, onde terminou o curso de advocacia e um MBA em Gestão de Empresas. Foi após o seu casamento com Jerome Chaila, diretor financeiro da Decathlon em Portugal, que Sylvia decidiu abandonar a sua carreira, para poder acompanhar o marido. Os dois chegaram ao nosso país há dez anos, e a empresária garante que não tencionam deixar este país que tão bem os acolheu. Foi em sua casa, na zona do Príncipe Real, que Sylvia recebeu a CARAS e nos apresentou os dois filhos, Gonçalo, de oito anos, e Eduardo, de seis.

Sylvia Patoir com os filhos, Eduardo e Gonçalo
Sylvia Patoir com os filhos, Eduardo e Gonçalo
Luís Coelho
- Dizem que não há amor como o primeiro. Quando se casaram, vieram logo morar para Portugal, e parece que se apaixonaram pelo nosso país...
Sylvia Patoir -
Sim, éramos para ficar só dois anos e já cá moramos há dez! Gostámos tanto de Portugal, que decidimos fazer a nossa vida cá e já não conseguimos sair. Tivemos imensas oportunidades de ir para outros sítios, mas optámos por valorizar a qualidade de vida em vez da carreira... É um país muito acolhedor e um local ótimo para criar filhos.


Sylvia Patoir
Sylvia Patoir
Luís Coelho
- Nessa altura acabou por enveredar por uma área de negócios que não tem nada que ver com a sua área de formação?
- Absolutamente nada! Sou mulher de grandes mudanças. [risos] Formei-me em advocacia, trabalhei muitos anos em organização de eventos, e nos departamentos jurídicos de empresas do ramo imobiliário, mas, quando conheci o meu marido, tive de abandonar tudo, porque as leis mudam de um país para outro. Mas como não sou de ficar parada, comecei a trabalhar num banco depois de ter o segundo filho. Demiti-me ao fim de seis meses, porque não suportava aquela vida, ainda por cima vivia no Estoril e trabalhava no Saldanha! Foi nessa altura que descobri que a Comptoir des Cotonniers, marca da qual era fã há muitos anos, estava a iniciar uma política de expansão estrangeira. Depois de uma árdua, dura e longa negociação, consegui trazer a marca para Portugal, e em 2006 abri a primeira loja, nas Amoreiras. Na altura, nem os franceses nem os portugueses acreditavam que o negócio poderia funcionar. Mas eu sou muito teimosa e resultou num grande sucesso. Hoje temos três lojas.


Gonçalo e Eduardo
Gonçalo e Eduardo
Luís Coelho
- Como foi a vossa adaptação ao nosso país?
- Para um casal de nacionalidades mistas, como nós somos, viver num terceiro país é a opção ideal, porque assim nenhum dos dois se sente em casa. Nós aqui construímos tudo do zero. Hoje, quando me perguntam de onde sou, digo que sou espanhola, francesa e quase portuguesa!

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