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Vítor e Eleni Ribeiro contam a sua história de amor sem fronteiras

"Quando a vi passar a cavalo percebi logo que era o meu género de mulher." (Vítor)

Andreia Guerreiro
15 de novembro de 2010, 18:36

A história de amor de Vítor e Eleni Ribeiro, de 31 e 26 anos, respetivamente, dava uma verdadeira novela mexicana, ou não fosse a agente imobiliária natural daquele país. Em 2004, o cavaleiro foi convidado para ir tourear à Califórnia. Inesperadamente, viu passar a cavalo uma mulher que era mesmo, como diz, "o meu género". A mexicana, que vivia com a família nos Estados Unidos, cedeu aos encantos de Vítor e, contra tudo e todos, veio para Portugal apenas com uma mochila, para se casar com um homem que sempre lhe "inspirou confiança". Um ato de amor que muitos consideraram uma loucura, mas que se revelou a escolha mais acertada da sua vida. Hoje tem um casamento feliz e uma filha, Sara, de dois anos e meio.
A CARAS esteve com o casal no monte de Carlos Pegado, amigo e agente de Vítor, perto de Évora.

Eleni e Vítor Ribeiro
Eleni e Vítor Ribeiro
Mike Sergeant
- Como é que o Vítor chegou ao mundo tauromáquico?
Vítor Ribeiro
- Sempre fui fascinado pelos cavalos e adorava montar. Comecei a montar aos três anos. Nunca quis ser outra coisa para além de cavaleiro, apesar de não ser uma profissão fácil. É preciso ter espírito de sacrifício e gostar bastante disto. A família, por exemplo, fica muitas vezes para trás, e quem está connosco tem de entender isso.

Eleni Ribeiro
- Não é vida para qualquer pessoa e temos de ter muita paciência. Temos de perceber que os cavalos ocupam muito tempo.


- Querem falar-me do vosso primeiro encontro?
- Foi na Califórnia, como sabe, e foi a primeira vez que vi uma corrida de touros. Um amigo em comum apresentou-nos e gostei logo muito dele.

Vítor
- Quando vi a Eleni passar a cavalo percebi logo que era o meu género de mulher e pedi ao meu amigo para nos apresentar. E quando isso aconteceu, fiquei de queixo caído. Foi amor à primeira vista. Na segunda vez que fui lá tourear é que começámos a ter mais contacto. Falávamos pelo telefone e começámos a namorar.


- Pelos vistos, a Eleni também foi logo conquistada...

Eleni
- Fui! Ele era muito simpático e completamente diferente de todos os rapazes dos Estados Unidos. Era muito respeitoso e fiquei rendida.


Eleni e Vítor Ribeiro com a filha, Sara
Eleni e Vítor Ribeiro com a filha, Sara
Mike Sergeant
- Como é que os seus pais reagiram ao facto de se ter apaixonado por um português?

- Não ficaram muito contentes. Depois de duas semanas de namoro, o Vítor pediu-me em casamento. Disse à minha família que me queria casar com ele, mas os meus pais acharam tudo muito precipitado. Nessa altura estava a estudar relações-públicas e o meu pai não achava muita graça à ideia de eu ir viver para o outro lado do mundo sem ter acabado o curso. Mas havia qualquer coisa no Vítor que me inspirava muita confiança.


- A vossa história de amor parece o guião de uma novela...
- Completamente! Cheguei a Portugal com uma mochila às costas. No dia em que saí de casa, vinha com as minhas malas, as minhas coisas, quando o meu pai me disse: "
Se escolhes ter a tua vida à parte, nada disto é teu.
" E vim apenas com uma mochila.

Vítor
- Quando a vi só pensei que tivesse perdido as malas. E depois percebi que só veio ela, as malas não! Antes da Eleni vir a Portugal pela primeira vez estivemos juntos apenas 12 horas!


- Nunca tiveram medo de que toda esta aventura resultasse num grande erro?
Eleni
- Não. Naquela altura tinha 20 anos e para mim era tudo muito fácil.


- Entretanto, casaram-se e têm uma filha. Tentam passar as duas heranças culturais à Sara?
-
Sim. Tento ir todos os anos ao México com a minha filha para que ela conheça a sua outra metade. Ela já sabe espanhol... É muito importante para nós que ela cresça no meio das duas culturas.


- Apesar de ter uma vida profissional muito preenchida, o Vítor parece muito ligado à família. Gostaria de ter mais filhos?

Vítor
- Eu quero ter pelo menos mais três filhos! Sempre idealizei a nossa família com várias crianças. E gostava de passar mais tempo com a minha filha.


*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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